Inflação é a menor para julho em 4 anos e fica abaixo do teto da meta, mas vem acima das projeções
A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), desacelerou a 0,07% em julho, após marcar 0,16% em junho , apontam dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Leia mais (08/11/2026 - 09h01)

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A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), desacelerou a 0,07% em julho, após marcar 0,16% em junho , apontam dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa de 0,07% é a menor para meses de julho em quatro anos, desde 2022, quando houve queda do índice (-0,68%).
O resultado, contudo, ficou acima da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0%, segundo a agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de -0,1% a 0,07%.
Com os dados de julho, o IPCA passou a acumular alta de 4,44% em 12 meses, após marcar 4,64% até junho, disse o IBGE.

Assim, o índice ficou abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) . O IPCA havia ultrapassado o teto em maio .
A meta é considerada descumprida quando o IPCA acumulado permanece por seis meses seguidos de divulgação fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) a 4,5% (teto). O centro é de 3%.
O grupo alimentação e bebidas teve nova queda em julho (-0,67%), o que ajudou a aliviar o IPCA, com -0,14 ponto percentual de impacto no índice. Foi a principal contribuição para baixo no índice entre os nove segmentos pesquisados.

Os grupos vestuário (-0,66%) e educação (-0,03%) também tiveram queda em julho.
Para os 12 meses de 2026, a mediana das projeções do mercado financeiro aponta IPCA de 5,02%, conforme o boletim Focus mais recente , publicado pelo BC na segunda-feira (10).
A previsão seguiu acima do teto da meta, embora tenha caído pela sexta semana consecutiva.

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No primeiro semestre, o IPCA sofreu o impacto da carestia dos alimentos e da guerra no Irã . O conflito aumentou as cotações do petróleo e gerou repasses para os preços dos combustíveis.
Essas pressões perderam força nos últimos meses , o que ajudou a levar as estimativas do mercado para baixo.
Analistas, porém, dizem que a retomada da guerra traz novas incertezas e que o fenômeno climático El Niño é outra ameaça para a inflação a partir do segundo semestre.
O El Niño desafia o agronegócio ao alterar a distribuição das chuvas. Em caso de perdas no campo, os preços dos alimentos podem ficar mais caros para o consumidor.
O evento climático também ameaça pressionar os custos em setores como o de energia .
Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa básica de juros para 14% ao ano , com um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pela quarta vez seguida.
O colegiado do BC não antecipou os seus próximos passos e voltou a dizer que o tamanho total do ciclo de baixa será estabelecido "à luz de novas informações", diante dos riscos associados à trajetória da inflação.
Juros em patamar elevado, como é o caso atual, buscam conter a demanda por bens e serviços, em uma tentativa de aliviar os preços.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/inflacao-desacelera-a-007-em-julho-e-fica-abaixo-do-teto-da-meta.shtml.

Consumidores fazem compras em atacarejo em São Paulo - Danilo Verpa - 8.jul.26/Folhapress · Danilo Verpa - 8.jul.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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