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    Infantino tem votos suficientes para se reeleger na Fifa, dizem fontes

    Suíço-italiano enfrenta o maior desafio à sua presidência neste ano, após o colapso de sua proposta de vender uma participação em competições

    CNN Brasil
    10 de setembro de 2026 às 21:10
    Infantino tem votos suficientes para se reeleger na Fifa, dizem fontes
    Foto: CNN Brasil

    O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pode contar com votos suficientes para vencer a reeleição, o que significa que seus opositores precisarão mudar de estratégia.

    O novo foco passa a ser limitar os poderes do cargo, o que configura uma reviravolta brusca, semanas depois de figuras importantes do futebol acreditarem que sua posição era insustentável , disseram fontes à Reuters.

    “Há três semanas, eu achava que ele estava morto politicamente”, disse uma fonte com conhecimento direto das discussões entre dirigentes de alto escalão, sobre as chances de Infantino se manter no cargo.

    Gianni Infantino, presidente da Fifa • 5 de maio de 2026 REUTERS/Mike Blake · • 5 de maio de 2026 REUTERS/Mike Blake
    Gianni Infantino, presidente da Fifa • 5 de maio de 2026 REUTERS/Mike Blake · • 5 de maio de 2026 REUTERS/Mike Blake — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “O que eu não percebi foi o quanto, depois de 10 anos no poder, as relações que ele construiu são praticamente inquebráveis”, completou a mesma fonte.

    O suíço-italiano Infantino, de 56 anos, enfrentou o maior desafio à sua presidência neste ano, após o colapso de sua proposta de vender uma participação de 20% nas competições da Fifa , incluindo a Copa do Mundo, a investidores privados.

    O plano provocou forte oposição, com a Uefa, a Confederação Asiática de Futebol e a Concacaf, da América do Norte , entre as entidades que pediram mudanças na cúpula da Fifa.

    Gianni Infantino é alvo de denúncia por supostas violações éticas na Fifa
    Gianni Infantino é alvo de denúncia por supostas violações éticas na Fifa — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Diversas federações nacionais europeias retiraram o apoio à reeleição de Infantino desde então, com a França se tornando a mais recente a fazê-lo, nesta quinta-feira.

    O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, chegou a lamentar o que chamou de “série triste e repreensível de eventos” que levou ao abandono do projeto, mas depois reafirmou apoio total a Infantino, após reunião de crise em Rabat.

    À medida que a crise imediata perdeu força, a aritmética eleitoral tem se tornado cada vez mais desafiadora, segundo opositores da reeleição de Infantino.

    Caso Balogun faz Bélgica questionar apoio a novo mandato de Infantino
    Caso Balogun faz Bélgica questionar apoio a novo mandato de Infantino — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Nenhum desafiante capaz de reunir apoio suficiente entre as 211 federações-membro da Fifa surgiu até agora, antes da eleição de março, enquanto Infantino mantém forte apoio fora da Europa.

    No Congresso da Fifa, cada federação nacional tem direito a um voto, o que significa que qualquer desafio bem-sucedido exige uma coalizão que vá muito além dos 55 membros da Uefa.

    Isso deixa os opositores diante de um cálculo perigoso: desafiar o presidente e perder poderia fortalecer, em vez de enfraquecer, seu controle sobre a Fifa. “Acho que a direção mudou”, disse a fonte. “É um risco ainda maior para a Uefa ir a uma votação e não vencer.”

    Fifa acusa Uefa de “campanha de difamação” contra Infantino
    Fifa acusa Uefa de “campanha de difamação” contra Infantino — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A Reuters procurou a Uefa e a Fifa para comentários.

    O presidente do Paris Saint-Germain, Nasser Al-Khelaifi, é visto por figuras importantes do futebol como um dos poucos candidatos capazes de reunir a coalizão entre confederações necessária para vencer Infantino.

    Fontes acreditam que Al-Khelaifi poderia lançar um desafio sério, mas ele descartou a possibilidade, afirmando, por meio de porta-voz, não ter ambição, intenção ou interesse em se tornar presidente da Fifa.

    Gianni Infantino é alvo de denúncia por supostas violações éticas na Fifa
    Gianni Infantino é alvo de denúncia por supostas violações éticas na Fifa — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O presidente da Concacaf, Victor Montagliani, é outro nome que circulou, mas disse ser improvável que se candidate sem antes acreditar ter apoio suficiente para vencer, segundo outra fonte ouvida pela Reuters.

    Nenhum outro candidato de peso surgiu, embora um nome africano ou asiático ainda possa ser indicado antes do prazo de 18 de novembro, segundo a mesma fonte.

    Mesmo entre confederações que continuam apoiando Infantino, houve pedidos por governança mais forte, maior transparência e controles mais rígidos sobre grandes decisões comerciais da Fifa.

    Fifa acusa Uefa de “campanha de difamação” contra Infantino
    Fifa acusa Uefa de “campanha de difamação” contra Infantino — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A durabilidade do apoio a Infantino é ilustrada pela Oceania, onde Steeve Laigle, presidente da Federação de Futebol da Nova Caledônia, disse que a maioria dos dirigentes seguia firmemente ao lado dele.

    “A maioria dos presidentes da Oceania deu seu apoio ao Sr. Infantino”, disse Laigle à Reuters. “Vamos apoiá-lo até o fim.” Segundo ele, Infantino construiu lealdade ao dar mais atenção às necessidades das federações menores.

    “Quando damos nossa palavra, quando somos leais a alguém, somos leais até o fim”, completou Laigle.

    Caso Balogun faz Bélgica questionar apoio a novo mandato de Infantino
    Caso Balogun faz Bélgica questionar apoio a novo mandato de Infantino — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O clima é semelhante na África, segundo fonte sênior da Confederação Africana de Futebol (CAF): a vasta maioria dos presidentes de federações segue satisfeita com Infantino e acredita que apoio contínuo trará mais recursos ao esporte.

    A fonte disse que nenhum dos presidentes de federações africanas de seu conhecimento havia expressado o tipo de preocupação manifestada na Europa em relação à proposta de venda de participação na Copa do Mundo.

    Marrocos, uma das federações mais influentes da África, está entre os apoiadores públicos de Infantino. Uma fonte da CAF disse que alguns no futebol africano acreditam que o presidente marroquino, Fouzi Lekjaa, teria recebido promessa da final da Copa de 2030 em troca de apoio.

    A Fifa negou relatos de que o Marrocos teria recebido essa promessa em troca de apoio político. Lekjaa disse nesta quinta-feira que a decisão seria sediada na região de Casablanca, embora a Fifa ainda não tenha anunciado oficialmente a sede.

    A federação marroquina não respondeu a pedido de comentário. Infantino também mantém o apoio da Conmebol, da América do Sul, enquanto a CAF segue com ele, apesar de a AFC e a Concacaf terem aderido ao pedido de mudança feito pela Uefa.

    A França ilustrou o dilema da oposição nesta quinta-feira, ao retirar seu apoio sem indicar quem deveria substituir Infantino. “A confiança depositada no presidente da Fifa foi rompida”, disse o presidente da federação francesa, Philippe Diallo, após o comitê executivo retirar o apoio por unanimidade.

    “Nossa missão agora é garantir que surjam um programa e um candidato — e depois, com esse programa e esse candidato, garantir que vençam”, afirmou Diallo.

    Os candidatos devem ser indicados até 18 de novembro, restando pouco mais de dois meses para acertar um programa alternativo, identificar um nome disposto a concorrer e reunir apoio ao redor do mundo.

    “O projeto não pode ser puramente europeu”, disse Diallo. “Ele precisa reunir todos os continentes.” Sem um desafiante óbvio, parte da oposição avalia se deve mudar o foco para a estrutura de governança da Fifa.

    Duas fontes disseram que dirigentes analisam se os poderes concentrados na presidência poderiam ser reduzidos ou redistribuídos, caso concluam que Infantino não pode ser realisticamente derrotado nas urnas.

    Isso marcaria mudança significativa em relação a semanas atrás, quando figuras importantes acreditavam que a crise em torno da proposta de investimento abandonada poderia encerrar a presidência de Infantino.

    A atenção poderia se voltar, em vez disso, para controles mais fortes sobre grandes decisões estratégicas e comerciais, além de um reequilíbrio de autoridade dentro da liderança da Fifa.

    Diallo confirmou que a distribuição de poder dentro da Fifa está entre os temas em discussão. Questionado sobre a possibilidade de transferir poderes do presidente a um secretário-geral nomeado, disse: “Isso faz parte do debate que agora precisamos ter dentro da Uefa.”

    Sem um candidato capaz de transformar a oposição europeia em coalizão global, a atenção pode migrar de tentar remover Infantino para restringir os poderes da própria presidência. A eleição da Fifa acontecerá em Rabat, em 18 de março de 2027.

    Fifa acusa Uefa de “campanha de difamação” contra Infantino

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/esportes/futebol/futebol-internacional/infantino-tem-votos-suficientes-para-se-reeleger-na-fifa-dizem-fontes/.

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    Gianni Infantino, presidente da Fifa • 5 de maio de 2026 REUTERS/Mike Blake · • 5 de maio de 2026 REUTERS/Mike Blake — Foto: CNN Brasil

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