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    Inexiste boa solução que mantenha o BRB estatal

    Continua indefinida a concessão de empréstimo de R$ 6,6 bilhões para socorrer o Banco de Brasília ( BRB ), quebrado pelo envolvimento com as fraudes do Banco Master . Pudera: não há boa solução que mantenha a instituição sob controle estatal, como pretende o governo do Distrito Federal . Leia mais (08/18/2026 - 22h00)

    Folha de S.Paulo
    19 de agosto de 2026 às 01:00
    Inexiste boa solução que mantenha o BRB estatal
    A imagem mostra a parte superior de um edifício com o logotipo do Banco BRB em destaque. O céu está claro e azul, e há algumas folhas de árvores visíveis na parte inferior da imagem, que emolduram a cena. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Fachada da sede do Banco de Brasília (BRB) - Adriano Machado/Reuters · Adriano Machado/Reuters
    Fachada da sede do Banco de Brasília (BRB) - Adriano Machado/Reuters · Adriano Machado/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Continua indefinida a concessão de empréstimo de R$ 6,6 bilhões para socorrer o Banco de Brasília ( BRB ), quebrado pelo envolvimento com as fraudes do Banco Master . Pudera: não há boa solução que mantenha a instituição sob controle estatal, como pretende o governo do Distrito Federal .

    Diante da complexidade e do alto risco da operação, terminou sem avanços a mais recente audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal. As negociações continuam, mas nada sugere uma saída para o impasse que se arrasta há meses.

    O BRB chegou a essa situação ao amargar perdas estimadas em R$ 8,8 bilhões com a compra de carteiras de crédito do Master. Sem uma capitalização, o banco não se sustenta, mas o controlador não dispõe de recursos.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Daí a busca por um empréstimo de grande porte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mantido por contribuições dos bancos e, em última instância, por encargos sobre poupadores.

    O governo do Distrito Federal queria que o empréstimo fosse avalizado pela União —um despautério que transferiria ao contribuinte nacional os custos da gestão temerária, para dizer o mínimo, da instituição local.

    Ademais, tal garantia seria ilegal, dada a baixa capacidade de pagamento do ente federativo, que tem nota C, numa escala de A a D, na classificação do Tesouro.

    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha
    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O governo distrital recorreu ao STF , e em maio o ministro Luiz Fux mediou um acordo: o empréstimo seria tomado junto ao FGC, com fiança de um sindicato de grandes bancos e garantias baseadas nos repasses obrigatórios da União que fazem parte da receita corrente do DF.

    Três meses depois, nada andou. A gestão brasiliense argumenta que já teria indicadores fiscais capazes de viabilizar a operação, o que é duvidoso. Mesmo que seja verdade, o governo federal faz muito bem em não se envolver —ainda mais quando o episódio apresenta indícios gravíssimos de corrupção.

    A cautela do FGC também é compreensível. O BRB ainda não publicou o balanço de 2025 e não se conhecem números parciais deste ano. Sem informações claras, qualquer injeção de dinheiro traz o risco de contribuir para a ampliação do problema no futuro, em vez de resolvê-lo.

    Quanto aos bancos, que seriam avalistas, o risco das garantias baseadas nos repasses federais não é baixo. O fluxo anual desses fundos gira em torno de R$ 1,6 bilhão, enquanto o principal da operação, acrescido de juros, é muito maior. Há também fragilidade jurídica na vinculação de receitas constitucionais destinadas a serviços essenciais.

    Qualquer socorro financeiro federal será inadmissível nesse caso. A gestão distrital erra ao sacrificar sua população, com perda potencial de receitas e cortes em políticas públicas, para manter um banco inútil . As saídas corretas são a privatização ou, se não houver interessados, a liquidação pelo Banco Central .

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/08/inexiste-boa-solucao-que-mantenha-o-brb-estatal.shtml.

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