Política

    Indústria pede fim da 6 X 1 ou “ninguém vai querer ser CLT”

    Presidente da ABDI, Olavo Noleto, disse que é preciso fazer com que a carteira assinada seja um “bom negócio” para jovens

    Poder360
    30 de agosto de 2026 às 09:02
    Indústria pede fim da 6 X 1 ou “ninguém vai querer ser CLT”
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    Presidente da ABDI, Olavo Noleto, disse que é preciso fazer com que a carteira assinada seja um “bom negócio” para jovens

    O presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Olavo Noleto, afirmou acreditar que o fim da escala 6 X 1 é a defesa da economia brasileira.

    “É a defesa do futuro do Brasil. Se o Brasil não avançar na escala de trabalho, ninguém vai querer ser CLT” , disse em entrevista ao Poder360 .

    "Se o Brasil não avançar na escala de trabalho, ninguém vai querer ser CLT”, declarou o presidente da ABDI, Olavo Noleto
    "Se o Brasil não avançar na escala de trabalho, ninguém vai querer ser CLT”, declarou o presidente da ABDI, Olavo Noleto — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Segundo ele, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do fim da escala será aprovada no Senado e será necessário só “pequenos ajustes” porque há alguns setores que precisarão excepcionalizar a regra para que “continuem rodando” .

    “Esse é um diálogo que a área técnica vai fazer no Congresso. Vamos chegar a um bom acordo. Mas, em geral, é o mesmo argumento que usaram para não ter férias, para não ter 13º salário. ‘O Brasil vai quebrar’. O Brasil quebrou? Não quebrou. O Brasil continua forte” , disse Noleto.

    O presidente da ABDI declarou que é preciso fazer com que a carteira assinada seja um “bom negócio” para os jovens ou o sistema vai quebrar.

    "Se o Brasil não avançar na escala de trabalho, ninguém vai querer ser CLT”, declarou o presidente da ABDI, Olavo Noleto
    "Se o Brasil não avançar na escala de trabalho, ninguém vai querer ser CLT”, declarou o presidente da ABDI, Olavo Noleto — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “Se o sistema quebrar, o que que vai acontecer com a economia brasileira? Para quem a indústria vai vender? Algo que pode parecer para alguns setores ruim, para o conjunto da economia brasileira é estratégico: fortalecer o emprego, carteira assinada, contribuição previdenciária e o sistema conseguir girar” , disse.

    Sobre as novas tarifas impostas em julho pelos EUA ao Brasil a diversos setores, Noleto declarou que a questão é uma “guerra comercial” .

    “O governo brasileiro não quer enfraquecer a relação com os EUA. Pelo contrário, queremos fortalecer as relações comerciais, econômicas e diplomáticas com os EUA. Acontece que o 2º escalão do governo norte-americano tem sido irresponsável, atribuindo mentiras ao Brasil para justificar uma guerra comercial que eles abriram. O governo brasileiro nunca saiu da mesa de negociação. A questão é política comercial” , disse.

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    O presidente da ABDI afirmou acreditar que, do ponto de vista geopolítico, o acordo União Europeia-Mercosul fica mais forte com o tarifaço dos EUA.

    “Do lado europeu, ajudou a acelerar essa confusão que os EUA estão armando no mundo. Do lado brasileiro, vira uma grande oportunidade. Todo mundo entendeu que a geopolítica mudou e que seria importante para os 2 lados acelerar com esse acordo” , disse.

    O presidente da ABDI também comentou sobre a fala do candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema , de privatizar a Petrobras e o BNDES caso seja eleito.

    “Repercutiu uma posição de um candidato à Presidência falando em privatizar o BNDES e a Petrobras. É um imbecil. Como a indústria ia se financiar nos dias atuais sem o BNDES? O Brasil não suportaria a venda do BNDES e da Petrobras. O setor produtivo não suportaria. A indústria não suportaria. O agro não suportaria. Não ia conseguir o recurso que consegue para se financiar com o juro que tem hoje” , disse Noleto.

    Noleto declarou também que os juros altos são um desafio para o empresariado brasileiro. “Os juros têm que baixar e o Brasil já tem condições macroeconômicas para isso. Ter a taxa Selic que tem hoje não justifica” , disse.

    O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduziu em 5 de agosto a taxa Selic em 0,25 ponto percentual. Com a decisão, os juros do Brasil passam de 14,25% para 14% ao ano. Foi o 4º corte consecutivo.

    “O meu papel de presidente da ABDI é defender a indústria. E a indústria sofre com o juro de quase 15% na Selic. É um absurdo” , afirmou Noleto.

    Vídeo: Poder360 · Fonte: Poder360

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/industria-pede-fim-da-6-x-1-ou-ninguem-vai-querer-ser-clt/.

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    "Se o Brasil não avançar na escala de trabalho, ninguém vai querer ser CLT”, declarou o presidente da ABDI, Olavo Noleto — Foto: Poder360

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