Indígenas perdem uma cadeira na Câmara e são 0,6% dos deputados
Nas eleições deste domingo (4), três candidatos autodeclarados indígenas foram eleitos para as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados , ante quatro em 2022. Com isso, eles serão 0,6% dos deputados federais. No pleito anterior, eram 0,8%. Leia mais (10/06/2026 - 12h00)

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Nas eleições deste domingo (4), três candidatos autodeclarados indígenas foram eleitos para as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados , ante quatro em 2022. Com isso, eles serão 0,6% dos deputados federais. No pleito anterior, eram 0,8%.

Nas Assembleias Legislativas , os deputados estaduais autodeclarados indígenas passaram de dois para quatro em um total de 1.059 cadeiras pelo país. No Senado , nenhum dos 54 eleitos neste ano se declarou indígena.
O levantamento considera a raça que os candidatos declararam no registro de candidatura ao TSE ( Tribunal Superior Eleitoral ). Não são contabilizados, portanto, candidatos que se autodeclararam pardos, por exemplo.
De acordo com o Censo 2022, a população indígena residente no Brasil é de mais de 1,6 milhão de pessoas, correspondendo a 0,83% da população total levantada pela pesquisa.

Os três deputados indígenas eleitos na Câmara são de partidos de esquerda, PT e PSOL , numa Casa em que 59,1% dos parlamentares estão em siglas de direita. Nas Assembleias, são dois deputados do PT e dois do PL .
Entre os sete indígenas eleitos, há três mulheres.
Na Câmara, a redução aconteceu após Célia Xakriabá (PSOL-MG) não conseguir se reeleger. Os outros três eleitos em 2022 renovaram o mandato, o que inclui Sonia Guajajara (PSOL-SP), primeira mulher indígena eleita deputada federal por São Paulo naquele ano. A ex-ministra dos Povos Indígenas pelo governo Lula se elegeu com 54.207 votos.

Nas redes sociais, Célia Xakriabá celebrou a reeleição de Guajajara. "A bancada do cocar segue firme", publicou.
Além de Sonia, Paulo Guedes (PT-MG) foi o 11º deputado mais votado em Minas Gerais, com 126.974 votos, e, em São Paulo, Juliana Cardoso (PT-SP) ficou em 45º lugar, com 111.904 votos.
No Senado, os 54 eleitos em 2026 se declararam brancos (38) ou pardos (16). Entre os candidatos à Casa, 1,3% se autodeclararam indígenas.

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A Casa tem hoje um autodeclarado indígena. Trata-se do ex-vice presidente de Jair Bolsonaro , Hamilton Mourão ( Republicanos -RS), que não disputou a eleição neste ano.
Dos quatro deputados estaduais indígenas eleitos, Índia Armelau, no Rio de Janeiro , e Capitão Assumção, no Espírito Santo , são do PL e foram reeleitos.
Índia Armelau foi a deputada estadual mais votada do Rio de Janeiro, com 248.504 votos. Capitão Assumção (PL) ficou em segundo lugar no Espírito Santo, com 60.097 votos.
O partido elegeu a maior bancada, com 121 deputados federais . Trata-se da sigla do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro , que terminou o primeiro turno da eleição à frente do presidente Lula (PT), com 47,03% dos votos ante 45,16% do petista.
Limma , 8º mais votado do Piauí, e Clóvis Curubão , no Amazonas, são do PT. Nenhum dos dois Estados havia eleito deputado estadual indígena em 2022. Limma teve 54.246 votos e Clóvis Curubão, 34.869.
O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, é a segunda sigla com mais deputados federais eleitos: 70. Em seguida, aparece o União Brasil , com 46. O PSD é o seguinte, com 43 eleitos, seguido por PP e Republicanos, com 41 cada.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/indigenas-perdem-uma-cadeira-na-camara-e-sao-06-dos-deputados.shtml.

Sonia Guajajara, então ministra dos Povos Indígenas, durante a Marcha Global Indígena - Danilo Verpa - 17.nov.25/Folhapress · Danilo Verpa - 17.nov.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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