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    Indígenas buscam ampliar para Amazônia direitos da natureza que são lei no Equador

    Esqueça um evento corporativo padrão. Para chegar a este encontro que levanta vozes da Amazônia foi preciso pegar avião na madrugada, 4h de estrada e uma breve caminhada na cidade à beira de um vulcão ativo e inúmeras cachoeiras, na encosta da cordilheira dos Andes. Leia mais (08/29/2026 - 08h00)

    Folha de S.Paulo
    29 de agosto de 2026 às 11:00
    Indígenas buscam ampliar para Amazônia direitos da natureza que são lei no Equador
    Mulher em pé no palco com microfone de lapela, segurando papéis, fala para público em evento TEDx. Fundo com parede de pedra iluminada em tons quentes e vegetação ao lado do logo vermelho e branco do TEDx. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Esqueça um evento corporativo padrão. Para chegar a este encontro que levanta vozes da Amazônia foi preciso pegar avião na madrugada, 4h de estrada e uma breve caminhada na cidade à beira de um vulcão ativo e inúmeras cachoeiras, na encosta da cordilheira dos Andes.

    A equatoriana Patricia Gualinga, juíza do Tribunal dos Direitos da Natureza, na abertura do TEDxAmazônia no Equador - Diego Aguilar/Dvulgação · Diego Aguilar/Dvulgação
    A equatoriana Patricia Gualinga, juíza do Tribunal dos Direitos da Natureza, na abertura do TEDxAmazônia no Equador - Diego Aguilar/Dvulgação · Diego Aguilar/Dvulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    É numa igreja antiga, hoje sede da prefeitura de Baños de Agua Santa, no Equador , que acontece o TEDxAmazônia , organizado por brasileiros em parceria com o TEDxQuito.

    No primeiro dos quatro dias de conferência, famosa pelos 15 minutos dedicados a falas de cada participante, cinco mulheres trataram de temas como ciência, direito e política de drogas na amazônia —assuntos além do óbvio para uma plateia de 300 pessoas acostumadas com os desafios do bioma.

    A primeira a falar, após a abertura, foi a equatoriana Patricia Gualinga, juíza do Tribunal dos Direitos da Natureza.

    Projeto no Equador desenvolve barcos movidos a energia solar na amazônia
    Projeto no Equador desenvolve barcos movidos a energia solar na amazônia — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Em 2008, o Equador aprovou os direitos da natureza, com rios, por exemplo, passando a ser sujeitos de direito, traduzindo o pensamento indígena para o idioma legal", disse a integrante do Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Questões Indígenas.

    Gualinga fez referência ao caso Sarayahu, em que o estado equatoriano foi condenado por violar o direito à consulta prévia, livre e informada, e por colocar em risco a vida do povo indígena ao autorizar uma petroleira argentina a explorar o território Kichwa.

    A Corte Interamericana de Direitos Humanos julgou o processo em 2012, e tornou-se precedente sobre direitos indígenas na América Latina .

    Logo Gerdau, patrocinador do Prêmio Empreendedor Social 2022. (Foto: Divulgação)
    Logo Gerdau, patrocinador do Prêmio Empreendedor Social 2022. (Foto: Divulgação) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "O maior desafio é aplicar as sentenças, porque lei sozinha não regenera a floresta", disse Gualinga, que atua para ampliar os direitos para territórios inteiros —e não apenas rios ou montanhas.

    A mesma visão é defendida por Domingo Peas, da Alianza Cuencas Sagradas , organização que representa 30 etnias indígenas e protege 35 milhões de hectares de floresta entre Equador e Peru.

    "Temos uma constituição inspiradora que prevê o direito da natureza. O problema é que governos são corruptos e não o aplicam", diz ele. "É preciso cobrar e evoluir com isso em todos os países amazônicos."

    Logo Ambev, patrocinador do Prêmio Empreendedor Social 2022. (Foto: Divulgação)
    Logo Ambev, patrocinador do Prêmio Empreendedor Social 2022. (Foto: Divulgação) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O Brasil não trata do tema em sua constituição, colocando o meio ambiente como direito das pessoas, e não como sujeito próprio de direitos.

    Pelo menos 40% da amazônia está fora do território brasileiro, sendo o Equador porta de entrada para a floresta, que tem origens nas águas das geleiras andinas. Rios como o Pastaza, que corta Baños, são afluentes indiretos da bacia amazônica.

    "Viemos celebrar a interdependência", afirmou Verônica Reed, organizadora do TEDxQuito e co-organizadora desta edição. "Nossos ecossistemas não reconhecem fronteiras."

    Logotipo do Sistema Coca-Cola Brasil( Foto: Divulgação ) DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM
    Logotipo do Sistema Coca-Cola Brasil( Foto: Divulgação ) DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Entre os dias 27 e 30 de agosto, a programação inclui, além das conferências, passeios turísticos pela região de Baños, aos pés dos Andes e porta de entrada para a amazônia equatoriana, e Puyo, cidade inserida na selva amazônica do país.

    Único TEDx que representa um bioma entre as conferências organizadas de maneira independente pelo mundo, a edição na amazônia equatoriana é a primeira entre outras já planejadas na América do Sul . O TEDxAmazônia deve retornar a Belém em 2027, depois ir à Colômbia em 2028, voltar a Belém em 2029 e seguir para o Peru em 2030, segundo a organização do evento.

    A repórter viajou ao Equador a convite do TEDxAmazônia.

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    Logotipo do Sesi, parceiro do Prêmio Empreendedor Social. Foto: Divulgação DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    logo da SBSA Advogados, parceiro do Empreendedor Social 2021( Foto: Divulgação ) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo
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    Empreendedor Social - Logo de 30 anos do UOL - (Foto: Reprodução) DIREITOS RESERVADOS. NÃO PUBLICAR SEM AUTORIZAÇÃO DO DETENTOR DOS DIREITOS AUTORAIS E DE IMAGEM — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo
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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/folha-social-mais/2026/08/indigenas-buscam-ampliar-para-amazonia-direitos-da-natureza-que-sao-lei-no-equador.shtml.

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    A equatoriana Patricia Gualinga, juíza do Tribunal dos Direitos da Natureza, na abertura do TEDxAmazônia no Equador - Diego Aguilar/Dvulgação · Diego Aguilar/Dvulgação — Foto: Folha de S.Paulo

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