Impulsionado por crédito a grandes empresas e gestão de ativos, lucro do BTG aumenta 23% para R$ 5,1 bi
O BTG Pactual teve lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, informou o banco nesta terça-feira (11). Impulsionado por empréstimos a grandes empresas e gestão de ativos, o número representa um crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado e de 7% ante o trimestre anterior. Leia mais (08/11/2026 - 08h00)

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O BTG Pactual teve lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, informou o banco nesta terça-feira (11). Impulsionado por empréstimos a grandes empresas e gestão de ativos, o número representa um crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado e de 7% ante o trimestre anterior.

O lucro veio acima da média de estimativas compiladas pela Bloomberg, de R$ 4,853 bilhões. Segundo o banco, o resultado é recorde.
O banco de André Esteves teve uma receita total de R$ 10,4 bilhões no período, alta de 16% no ano. A captação líquida foi de de R$ 59 bilhões, somando R$ 2,7 trilhões em ativos sob gestão e administração ao fim de junho.
"Seguimos comprometidos com um crescimento disciplinado, pautado pela excelência na execução, pela inovação e por uma gestão rigorosa de riscos", disse Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

Em termos anualizados, o ROAE (retorno sobre o patrimônio líquido médio) do BTG, que mede a lucratividade de bancos, ficou em 26,7%, queda alta anual de 0,5 ponto percentual, mas alta de 0,1 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre de 2026.
Apesar do cenário desafiador para o mercado de capitais, um dos motores do resultado foi a área de gestão de ativos do banco, que cresceu 25% em 12 meses e encerrou o trimestre com R$ 1,4 trilhão em ativos sob gestão e administração. A captação líquida foi de R$ 29,4 bilhões, em meio a resgates e fechamentos de fundos na indústria, o que elevou o market share do BTG. A receita da área somou R$ 793,5 milhões, alta anual de 27,2%.
Já o braço de crédito corporativo (a grandes empresas) alcançou receita recorde de R$ 2,5 bilhões, com alta de 19% na comparação anual.

Para pequenas e médias empresas (PME), o BTG emprestou 7% a menos, reduzindo a carteira de crédito para R$ 26,6 bilhões. Segundo o banco, a contração "reflete a alocação de capital disciplinada e ajustada ao risco em todos os segmentos de empréstimos corporativos."
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Considerando PME, o portfólio de crédito somou R$ 288,5 bilhões, crescimento de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O braço de vendas e negociação de ativos, por sua vez, teve receitas de R$ 1,9 bilhão, queda de 2,9% no ano, segundo o banco, pelo "ambiente de mercado desafiador e marcado por uma atividade mais moderada dos clientes, a gestão disciplinada de riscos e a alocação mais eficiente de capital".
O banco de investimento teve receitas de R$ 421,4 milhões, marcado pela participação do BTG Pactual no sindicato de coordenadores do IPO (abertura de capital) da SpaceX, na maior oferta de ações da história.
Mais lucrativa, porém, foi a área de pessoas físicas, com receitas de R$ 1,5 bilhão, salto de 74% no ano, impulsionada pela compra de 48% da fintech de crédito Meu Tudo, transação que foi concluída em abril deste ano.
Ao todo, a carteira de financiamento ao consumo alcançou R$ 78,2 bilhões, crescimento de 35% em 12 meses, puxada principalmente pela originação de crédito consignado privado.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/lucro-do-btg-aumenta-23-para-r-51-bilhoes-no-2o-tri-acima-do-esperado.shtml.

André Esteves, chairman do BTG Pactual, durante evento do grupo Esfera, em São Paulo (SP) - Eduardo Knapp - 25.ago.25/Folhapress · Eduardo Knapp - 25.ago.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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