Política

    Imposto sobre lucros e dividendos arrecada R$ 3,1 bi até julho

    Nova tributação entrou em vigor em janeiro e já levou R$ 1,1 bilhão aos cofres públicos sobre valores no exterior

    Poder360
    26 de agosto de 2026 às 16:10
    Imposto sobre lucros e dividendos arrecada R$ 3,1 bi até julho
    Receita sobre rendimentos distribuídos no país e remetidos ao exterior avançou ao longo do 1º semestre — Foto: Poder360

    Nova tributação entrou em vigor em janeiro e já levou R$ 1,1 bilhão aos cofres públicos sobre valores no exterior

    A arrecadação de IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) sobre lucros e dividendos chegou a R$ 3,15 bilhões de janeiro a julho de 2026, no 1º ano de vigência da nova tributação.

    Do total, R$ 2,04 bilhões correspondem a rendimentos de residentes no Brasil e R$ 1,10 bilhão a lucros e dividendos no exterior. O resultado coloca essa fonte de receita entre os efeitos fiscais da mudança na tributação de altas rendas. Eis a íntegra (PDF – 1MB) do relatório divulgado pela Receita Federal com dados da arrecadação de janeiro a julho de 2026.

    O valor mensal chegou a R$ 906,6 milhões em julho, maior resultado do período. A receita no mês inclui R$ 487,4 milhões sobre rendimentos de residentes no Brasil e R$ 419,3 milhões relativos a lucros e dividendos no exterior. A evolução importa para as contas públicas porque a nova cobrança acrescentou uma fonte de receita ao governo federal.

    A mudança foi estabelecida pela Lei 15.270, de 26 de novembro de 2025, que alterou as regras do Imposto de Renda e passou a produzir efeitos em 1º de janeiro de 2026.

    Para pessoas físicas residentes no Brasil, a lei estabeleceu retenção de 10% sobre lucros e dividendos pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa no mesmo mês quando o valor superar R$ 50.000. A alíquota incide sobre o total pago no mês.

    Para valores pagos, creditados, entregues ou remetidos ao exterior, a lei estabeleceu IRRF de 10%. A regra também criou uma transição para lucros relativos a resultados apurados até 2025, desde que a distribuição tenha sido aprovada até 31 de dezembro de 2025 e o pagamento siga as condições previstas no ato de aprovação.

    Os dados mostram aceleração da arrecadação ao longo do ano. Em janeiro, foram R$ 5,5 milhões. O valor subiu para R$ 151,5 milhões em fevereiro, R$ 306,6 milhões em março e R$ 421,5 milhões em abril.

    Em maio, a receita alcançou R$ 651,9 milhões e avançou para R$ 701,5 milhões em junho. Em julho, chegou ao recorde de R$ 906,6 milhões.

    A parcela relativa ao exterior ganhou peso ao longo do período. Em janeiro, foram R$ 5 milhões. Em julho, o valor alcançou R$ 419,3 milhões. No acumulado até julho, os R$ 1,10 bilhão arrecadados sobre lucros e dividendos no exterior representaram 35,1% dos R$ 3,15 bilhões registrados no período.

    A nova regra faz parte da legislação que também instituiu uma tributação mínima anual para pessoas físicas com rendimentos superiores a R$ 600 mil a partir do ano-calendário de 2026.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-economia/imposto-sobre-lucros-e-dividendos-arrecada-r-31-bi-ate-julho/.

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