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    Imagens revelam movimento do lítio dentro de plasma de fusão

    Cientistas filmaram o interior do reator de fusão ST40 a incríveis 16 mil quadros por segundo em cores. Veja como as imagens ajudam a decifrar o calor extremo O post Imagens revelam movimento do lítio dentro de plasma de fusão apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    1 de outubro de 2026 às 13:10
    Imagens revelam movimento do lítio dentro de plasma de fusão
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    Uma câmera de alta velocidade registrou em cores o comportamento do plasma dentro do tokamak ST40, da Tokamak Energy, a 16 mil quadros por segundo. As imagens mostram partículas de lítio atravessando a região externa do plasma e ajudam os pesquisadores a estudar como controlar o enorme calor produzido pela fusão .

    O experimento investiga um dos principais desafios dos futuros reatores: fazer com que os componentes responsáveis por receber esse calor suportem cargas extremas durante longos períodos. As imagens também permitem acompanhar o movimento do lítio em uma velocidade superior à de registros anteriores.

    Para produzir fusão, o ST40 precisa manter o plasma, um gás extremamente quente, confinado por campos magnéticos . A temperatura chega a milhões de graus e parte da energia acaba escapando. Essa carga é direcionada aos chamados divertores, peças instaladas para receber o calor antes que ele atinja outras partes do equipamento.

    O brilho do plasma e as mudanças de cor do lítio ajudam a identificar o comportamento dos elementos durante o experimento. – Imagem criada por inteligência artificial: Grok/Olhar Digital
    O brilho do plasma e as mudanças de cor do lítio ajudam a identificar o comportamento dos elementos durante o experimento. – Imagem criada por inteligência artificial: Grok/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Em experimentos no ST40, os pesquisadores já mediram fluxos de até 150 megawatts por metro quadrado. O desafio aumenta quando se pensa em uma futura usina, na qual esses componentes precisariam suportar condições semelhantes por períodos muito maiores.

    É aí que as imagens coloridas ajudam. O brilho rosa vem do deutério, uma forma de hidrogênio usada no plasma. O lítio, introduzido em pequenos grãos, muda de cor conforme atravessa regiões diferentes.

    A velocidade da câmera é fundamental para esse tipo de observação. No T-11M, uma câmera colorida trabalhava a 1.000 quadros por segundo. Os pesquisadores apontaram que seriam necessárias velocidades superiores a 10 mil quadros por segundo para acompanhar a evolução dos filamentos de lítio.

    Uma visualização macro e térmica da borda do plasma atingindo um componente interno (divertor), mostrando a intensidade do calor (os 150 MW/m²) e a proteção parcial oferecida pela estratégia de resfriamento (ponto X)
    Uma visualização macro e térmica da borda do plasma atingindo um componente interno (divertor), mostrando a intensidade do calor (os 150 MW/m²) e a proteção parcial oferecida pela estratégia de resfriamento (ponto X) — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O experimento também testa uma ideia para diminuir a quantidade de energia que chega aos divertores. Em vez de deixar todo o calor seguir até essas peças, os pesquisadores tentam fazer parte dele ser liberado na região externa do plasma.

    A estratégia é conhecida como X-point radiator (XPR). Na prática, os cientistas procuram concentrar esse resfriamento perto de uma região do campo magnético chamada ponto X, localizada próxima aos divertores. O núcleo do plasma, onde precisam ser mantidas as condições para a fusão, continua quente.

    Os primeiros testes no ST40 indicam que foi possível criar uma região que libera energia perto do ponto X e reduz a temperatura na borda do plasma. As medições também registraram menos calor chegando aos divertores.

    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Ainda há uma questão em aberto. Segundo os pesquisadores, boa parte da energia liberada nesses testes provavelmente veio do carbono desprendido das paredes do tokamak, e não do lítio colocado de propósito. Experimentos com lítio e neônio estão em andamento para tentar reduzir ainda mais a carga térmica.

    O ST40 também passa por uma atualização. A Tokamak Energy pretende trocar o revestimento de carbono por molibdênio, instalar sistemas capazes de aplicar lítio nas superfícies voltadas ao plasma e adicionar novos instrumentos para observar melhor essa região.

    Com imagens tão rápidas e análise detalhada da luz emitida pelos elementos presentes no plasma, os pesquisadores ganham uma maneira de acompanhar onde o calor está sendo liberado. O objetivo é descobrir como controlar esse processo sem prejudicar as condições necessárias para a fusão.

    O brilho do plasma e as mudanças de cor do lítio ajudam a identificar o comportamento dos elementos durante o experimento. – Imagem criada por inteligência artificial: Grok/Olhar Digital
    O brilho do plasma e as mudanças de cor do lítio ajudam a identificar o comportamento dos elementos durante o experimento. – Imagem criada por inteligência artificial: Grok/Olhar Digital — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

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    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/10/01/ciencia-e-espaco/imagens-revelam-movimento-do-litio-dentro-de-plasma-de-fusao/.

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