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    IGP cria núcleo para investigar feminicídios após RS ter 60 casos em 2026

    Estrutura terá equipes na Capital e no interior e pretende ampliar a análise das cenas de crimes contra mulheres

    CNN Brasil
    8 de outubro de 2026 às 18:25
    IGP cria núcleo para investigar feminicídios após RS ter 60 casos em 2026
    Foto: CNN Brasil

    O Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul criou um núcleo dedicado exclusivamente aos casos de feminicídio . A nova estrutura, chamada Núcleo de Perícias em Feminicídio (NUPEFEM) , terá profissionais atuando em Porto Alegre e no interior e deverá mudar a forma como as evidências desses crimes são examinadas pela perícia oficial.

    A criação ocorre em um ano marcado pelo registro de 60 feminicídios no Estado . De acordo com o IGP, a iniciativa é pioneira no país e busca levar em consideração, durante o trabalho pericial , características que diferenciam esse tipo de crime de outros homicídios.

    Na prática, os peritos passarão a contar com diretrizes específicas para examinar os locais onde ocorreram feminicídios . A intenção é estabelecer uma metodologia comum para localizar, registrar, interpretar, recolher e preservar os vestígios encontrados nas cenas.

    IGP cria núcleo especializado para investigar feminicídios após RS chegar a 60 casos em 2026 • Foto: Leonardo Ambrosio | ASCOM IGP · • Foto: Leonardo Ambrosio | ASCOM IGP
    IGP cria núcleo especializado para investigar feminicídios após RS chegar a 60 casos em 2026 • Foto: Leonardo Ambrosio | ASCOM IGP · • Foto: Leonardo Ambrosio | ASCOM IGP — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O trabalho não ficará restrito à procura de evidências que possam ligar um suspeito ao local. A perícia também deverá buscar informações que ajudem a entender como a violência aconteceu e o que havia antes do crime.

    Isso inclui possíveis sinais de um histórico de agressões contra a vítima, como violência psicológica ou simbólica , além de outros elementos que possam ajudar a reconstruir a relação e as circunstâncias que antecederam o feminicídio. Até mesmo indícios de maus-tratos contra animais poderão ser considerados durante a análise, quando tiverem relação com o caso.

    Para a coordenadora do NUPEFEM, Juliane Lorencena Chassot, esse conjunto de elementos exige que os locais de feminicídio sejam examinados sob uma perspectiva diferente.

    Direito Delas: tudo que uma mulher precisa saber sobre pensão alimentícia
    Direito Delas: tudo que uma mulher precisa saber sobre pensão alimentícia — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “É um crime muito complexo, é um crime muito específico. Ele tem vestígios que a gente não encontra em outros locais, vestígios que são especificamente baseados no gênero, vestígios psicológicos, de violência simbólica, maus-tratos aos animais também tem, então tem que dar um outro olhar para esse tipo de crime”, afirmou.

    O novo núcleo não ficará concentrado em apenas um setor do Instituto-Geral de Perícias. A estrutura vai reunir profissionais de diferentes departamentos : Criminalística, Médico-Legal, Perícias Laboratoriais, Identificação e Perícias do Interior.

    A ideia é cruzar informações produzidas por essas diferentes áreas e permitir uma avaliação mais abrangente de cada ocorrência. Para Juliane e para a coordenadora-adjunta do NUPEFEM, Luciana Farias Pereira, a integração também deverá permitir que os procedimentos sejam ajustados às características encontradas nas diferentes regiões do Estado.

    Caso Gisele: defesa de tenente-coronel pede revogação de prisão preventiva
    Caso Gisele: defesa de tenente-coronel pede revogação de prisão preventiva — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Além do trabalho realizado diretamente nas cenas dos crimes, o núcleo ficará responsável por reunir e organizar informações produzidas pela perícia nos casos de feminicídio.

    Os dados deverão ser utilizados para identificar padrões e mapear as ocorrências no Rio Grande do Sul. O projeto prevê ainda a criação de um banco de dados técnico-pericial específico para esse tipo de crime, seguindo as regras de proteção e sigilo das informações.

    Com esse levantamento, o IGP pretende ampliar o conhecimento sobre as circunstâncias dos feminicídios e produzir informações que também possam ser utilizadas na formulação de estratégias de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.

    Direito Delas: tudo que uma mulher precisa saber sobre pensão alimentícia
    Direito Delas: tudo que uma mulher precisa saber sobre pensão alimentícia — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Outra frente prevista é a capacitação de peritos e de profissionais de outras instituições que participam da investigação e do processo criminal.

    O NUPEFEM também poderá estabelecer parcerias com órgãos públicos, universidades e centros de pesquisa para troca de conhecimento e desenvolvimento de estudos relacionados à perícia em casos de feminicídio.

    A expectativa do IGP é que a especialização ajude a tornar mais consistente a produção de provas nesses crimes e ofereça às forças de segurança informações mais completas para a investigação.

    Caso Gisele: defesa de tenente-coronel pede revogação de prisão preventiva
    Caso Gisele: defesa de tenente-coronel pede revogação de prisão preventiva — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

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    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sul/rs/igp-cria-nucleo-para-investigar-feminicidios-apos-rs-ter-60-casos-em-2026/.

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