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    IgNobel 2026 premia pesquisas sobre cuecas enterradas, leite de barata e a ciência por trás do beijo

    Cuecas enterradas por voluntários para avaliar a saúde do solo aparecem em diferentes estágios de decomposição após o experimento. Agroscope/Gabriela Braendle O IgNobel 2026, uma tradicional (e bem-humorada) premiação da ciência, foi entregue nesta quinta-feira (3) em Zurique, na Suíça, a dez novos estudos vencedores. Os trabalhos, por mais inusitados que pareçam, exploram perguntas científicas reais e seguem a proposta do prêmio de reconhecer pesquisas que, segundo os organizadores, primeiro fazem as pessoas rir e depois pensar. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça U

    G1
    3 de setembro de 2026 às 17:00
    IgNobel 2026 premia pesquisas sobre cuecas enterradas, leite de barata e a ciência por trás do beijo
    Foto: G1

    Biomecânica: Matilda Brindle, Catherine Talbot e Stuart West foram premiados por criar uma definição mais precisa do que é um beijo, a partir da comparação desse comportamento em animais como formigas, aves e ursos-polares, além de humanos. Economia: Paul Piff, Daniel Stancato, Stéphane Côté, Rodolfo Mendoza-Denton e Dacher Keltner receberam o prêmio por reunir evidências de que pessoas de classes sociais mais altas têm maior tendência a adotar determinados comportamentos antiéticos, como pegar doces destinados a crianças. Química: Sanchari Banerjee e outros dez pesquisadores foram reconhecidos por estudar proteínas produzidas por uma espécie de barata vivípara e mostrar que elas concentram cerca de três vezes mais energia do que proteínas do leite de vaca. Medicina: O prêmio foi concedido, de forma póstuma, ao japonês Tokuji Unno por um estudo sobre a aerodinâmica de assoar o nariz. Biologia: João Miguel Alves-Nunes, Adriano Fellone, Selma Maria Almeida-Santos, Carlos Roberto de Medeiros, Ivan Sazima e Otavio Augusto Vuolo Marques foram premiados pelo estudo brasileiro que investigou quais fatores aumentam ou diminuem a chance de uma serpente dar uma picada defensiva. Física: Randy Hurd, Zhao Pan, Tadd Truscott e Kaveeshan Thurairajah foram premiados por tentativas teóricas e experimentais de desenvolver um mictório que reduza os respingos. Tecnologia: Um grupo de pesquisadores da China, Canadá, Estados Unidos e Egito recebeu o prêmio por usar a probóscide (estrutura fina e alongada usada pelo inseto para perfurar a pele) de mosquitos como um bico de alta resolução para impressão 3D, técnica batizada de “ necroprinting ”. Olfato: Ilona Croy, Tomasz Frackowiak, Thomas Hummel e Agnieszka Sorokowska foram premiados por um estudo que reuniu evidências de que pais consideram agradável o cheiro de seus bebês, mas não avaliam da mesma forma o odor dos filhos adolescentes. Paz: Jaimie Arona Krems, Rebecka Hahnel-Peeters, Laureon Merrie, Keelah Williams e Daniel Sznycer receberam o prêmio por estudar por que as pessoas podem valorizar amigos que tratam mal aqueles de quem elas próprias não gostam. Ciência do Solo : Franz Bender, Marcel van der Heijden, Atlant Bieri e Pia Viviani foram premiados por enterrar 1.000 pares idênticos de cuecas em mais de 25 países e desenterrá-los dois meses depois como forma de estudar a saúde do solo.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/09/03/ignobel-2026-pesquisas-premiadas.ghtml.

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