IgNobel 2026: estudo brasileiro é um dos premiados por encostar botas em jararacas e testar quando elas têm mais chance de picar
Jararaca dá o bote em uma bota de proteção durante teste feito pelos pesquisadores. João Miguel Alves-Nunes/Arquivo pessoal Você provavelmente tentaria manter distância ao encontrar uma jararaca. O biólogo brasileiro João Miguel Alves-Nunes fez justamente o contrário: calçou uma bota de proteção, aproximou o pé das serpentes e repetiu o contato para descobrir o que aumenta ou diminui a chance de elas tentarem picar. 🐍 O experimento faz parte de um estudo brasileiro que acaba de ganhar o IgNobel 2026 na categoria Biologia, prêmio conhecido por reconhecer pesquisas que, segundo os organizadores
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Jararaca dá o bote em uma bota de proteção durante teste feito pelos pesquisadores. — Foto: João Miguel Alves-Nunes/Arquivo pessoal
Você provavelmente tentaria manter distância ao encontrar uma jararaca .
O biólogo brasileiro João Miguel Alves-Nunes fez justamente o contrário: calçou uma bota de proteção, aproximou o pé das serpentes e repetiu o contato para descobrir o que aumenta ou diminui a chance de elas tentarem picar .

🐍 O experimento faz parte de um estudo brasileiro que acaba de ganhar o IgNobel 2026 na categoria Biologia, prêmio conhecido por reconhecer pesquisas que, segundo os organizadores, primeiro fazem as pessoas rir e depois pensar.
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Publicado originalmente em maio de 2024 na revista " Scientific Reports ", a empreitada é assinada pelos pesquisadores João Miguel Alves-Nunes, Adriano Fellone, Selma Maria Almeida-Santos, Carlos Roberto de Medeiros, Ivan Sazima e Otavio Augusto Vuolo Marques.
⚠️ O artigo, porém, foi retratado — ou seja, teve problemas formalmente apontados — pela revista em fevereiro de 2025, depois de questionamentos relacionados à aprovação ética de parte dos experimentos. Segundo a Scientific Reports, a autorização concedida aos pesquisadores não abrangia o uso de serpentes recém-nascidas nem um dos métodos empregados nos testes.
“Levamos extremamente a sério nossa responsabilidade de preservar a integridade do registro científico, e as retratações são uma ferramenta neutra criada para contribuir com esse objetivo", afirmou Rafal Marszalek, editor-chefe da Scientific Reports ao g1 .
Os autores discordam da decisão e afirmam que a questão não compromete os resultados científicos do trabalho (entenda mais ABAIXO).
🔬No estudo, eles buscaram responder a uma pergunta relativamente simples: o que faz um encontro entre uma pessoa e uma cobra terminar em uma picada?
Grande parte das pesquisas sobre acidentes com serpentes se concentra no veneno , nos soros e no tratamento das vítimas. Outra frente estuda onde esses animais vivem, sua distribuição e em quais condições estão mais ativos .
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Os brasileiros quiseram então acrescentar uma etapa a essa investigação: o comportamento da própria serpente no momento do encontro com uma pessoa.
“Eu fiz a pergunta mais simples e fundamental: o acidente acontece como? O que faz ela desencadear a mordida? O que faz ela querer morder?”, explica ao g1 o biólogo comportamental João Miguel, doutorando em Zoologia pelo Instituto de Biociência da Universidade de São Paulo (IB-USP) e primeiro-autor do estudo.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/09/03/ignobel-2026-estudo-brasileiro-botas-jararacas.ghtml.

Agora no g1 — Foto: G1
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