“Idoso-Aranha”: Trend acende alerta para acidentes e proteção financeira na velhice
(Pixabay) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/equilibrio-acidentes-pessoais-pixabay-baixa.jpeg?fit=1280%2C846&quality=70&strip=all" />Saiba como preservar a autonomia sem abrir mão da segurança e quais seguros podem reduzir o impacto financeiro de acidentes domésticos The post “Idoso-Aranha”: Trend acende alerta para acidentes e proteção financeira na velhice appeared first on InfoMoney .

O “idoso-aranha” virou personagem frequente nas redes sociais. Nos vídeos, pais e avós aparecem subindo em escadas para trocar lâmpadas, podar árvores, pintar paredes ou fazer pequenos reparos, enquanto filhos e netos observam a cena entre o desespero e o humor.
A brincadeira ganha força às vésperas do Dia dos Pais e, coincidindo com o lançamento do novo filme do Homem-Aranha nos cinemas, abre espaço para uma discussão séria sobre envelhecimento ativo, autonomia e proteção financeira.
Para especialistas, o fenômeno retrata uma realidade cada vez mais comum. Os brasileiros estão vivendo mais, permanecendo ativos por mais tempo e mantendo uma rotina independente. O desafio é equilibrar essa autonomia com medidas de prevenção capazes de reduzir o risco de acidentes — especialmente dentro de casa.

“O envelhecimento ativo é uma conquista e deve ser estimulado. Ao mesmo tempo, atividades como subir em escadas, realizar pequenos reparos ou cuidar da casa podem aumentar o risco de acidentes”, afirma Bernardo Castello, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência.
Já Antonio Leitão, gerente do Instituto de Longevidade MAG, destaca que o problema não é a idade em si, mas a exposição a situações de risco. Segundo ele, subir em telhados ou escadas pode representar perigo para qualquer pessoa. A diferença é que, na velhice, uma queda pode ter consequências mais severas, principalmente quando existem condições como perda de massa muscular ou osteoporose.
Além das lesões físicas, um acidente pode provocar outro efeito menos visível: o medo. De acordo com o especialista, depois de uma queda muitas pessoas passam a limitar seus movimentos por receio de sofrer um novo acidente, reduzindo a mobilidade e comprometendo a própria autonomia.

“O cuidado é não desestimular a atividade física nem a autonomia, porque um aspecto bastante sensível quando envelhecemos é começar se sentir incapaz, o que causa um efeito negativo na saúde mental. Mas é preciso fazer essa gestão de riscos para evitar acidentes”, resume Leitão.
Embora não impeça acidentes, o seguro pode minimizar as consequências financeiras quando eles acontecem.
Segundo Castello, uma das principais proteções disponíveis é a cobertura para invalidez permanente total ou parcial por acidente. Dependendo da apólice (contrato de seguro), também podem estar incluídos o reembolso de despesas médicas, hospitalares e odontológicas decorrentes do acidente, além de diárias por internação hospitalar para profissionais autônomos que precisem interromper suas atividades.
Não há um preço padrão para o seguro de vida destinado ao público 60+, explica Castello, contando que o valor varia de acordo com fatores como idade, coberturas contratadas e capital segurado (valor máximo que a seguradora paga ao segurado ou aos seus beneficiários na ocorrência do risco previsto na apólice). Na Bradesco Vida e Previdência, por exemplo, o capital pode variar de R$ 10 mil a R$ 12 milhões, e dois clientes da mesma idade podem pagar valores diferentes conforme o perfil e o nível de proteção escolhido.
Além da indenização, os seguros vêm incorporando serviços que apoiam a rotina dos clientes. Entre eles estão telemedicina, orientação nutricional e psicológica, assistência residencial, envio de profissionais para pequenos reparos e até serviços de apoio, como aluguel de muletas ou cadeiras de rodas, dependendo do produto contratado.
Leitão destaca que algumas assistências incluem uma avaliação da residência para identificar riscos e até pequenas adaptações, como instalação de barras de apoio, pisos antiderrapantes e protetores de quina, que ajudam a tornar o ambiente mais seguro.
“Essas alterações dentro da casa e esses outros profissionais de saúde podem ser bastante importantes, mas talvez ainda não tenham uma percepção de valor tão grande”, observa Leitão.
Para o especialista, o seguro pode contribuir para reduzir os impactos de um acidente, mas a prioridade deve ser a prevenção. Ele destaca que a gestão dos riscos e as adaptações no ambiente doméstico são fundamentais para preservar a autonomia e evitar quedas.
Segundo Castello, a tendência é que esses serviços ganhem cada vez mais espaço à medida que a população envelhece.
“Para o público 60+, os diferenciais mais relevantes tendem a ser facilidade de acionamento, atendimento humanizado, serviços que apoiem a autonomia e uma jornada simples, inclusive para familiares e cuidadores”, pontua o executivo.
Veja ainda: Mais brasileiras 60+ vivem sozinhas; veja como proteger patrimônio e autonomia
Os especialistas recomendam algumas medidas para evitar acidentes não só do “idoso-aranha”, mas para qualquer indivíduo em idade mais avançada. Entre elas:
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Foto: InfoMoney
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