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    Ícone do jornalismo acreano, Ayres Rocha morre aos 62 anos

    Ayres Rocha Reprodução O dono de uma das vozes mais marcantes do Acre, o jornalista Ayres Rocha morreu nesta quarta-feira (14), em Rio Branco. A informação foi confirmada pela família do ex-apresentador do Jornal do Acre 2ª edição (JAC2) ao g1 e à Rede Amazônica. Ayres fazia tratamento contra um câncer em João Pessoa, na Paraíba, mas voltou ao Acre para ficar perto da família no Acre. O velório ocorre nesta quarta (14), a partir das 10h, na capela da Funerária São João Batistam, localizada na Avenida Antônio da Rocha Viana. Não há informações sobre o sepultamento. *Esta reportagem está em atua

    G1
    14 de outubro de 2026 às 12:43
    Ícone do jornalismo acreano, Ayres Rocha morre aos 62 anos
    Foto: G1

    O jornalista e apresentador Ayres Rocha morreu aos 62 anos, em Rio Branco , nesta quarta-feira (14). Um dos rostos mais conhecidos da televisão acreana, ele foi âncora do Jornal do Acre 2ª Edição (JAC2), da Rede Amazônica, por 30 anos, e conquistou o carinho do público com seu jeito sereno de apresentar as notícias.

    Ayres fazia tratamento contra um câncer, em João Pessoa, na Paraíba, e havia retornado à capital acreana há cerca de um mês.

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    Segundo a irmã dele, Elaina Rocha, ao g1 e à Rede Amazônica, a decisão de voltar para casa teve relação com o desejo de ficar perto dos familiares e da cidade onde construiu sua história.

    “Ele veio para cá porque ama a cidade dele, porque ele queria ficar perto da gente”, contou.

    Em relato emocionado, Elaina disse que o irmão aproveitou intensamente os últimos dias ao lado da família. Segundo ela, Ayres permaneceu cercado por parentes no hospital até a noite anterior à morte, quando ainda conseguiu brincar e fazer piadas por meio de gestos.

    “Ele estava tão sereno ontem, tão bonito, tão feliz. [...] Ele estava feliz porque estava vendo todo mundo lá, a família dele do lado dele”, lembrou.

    A irmã também destacou o carinho que o jornalista recebia dos familiares, dos amigos e dos colegas de profissão, especialmente da Rede Amazônica, onde construiu grande parte da carreira.

    Trajetória que entrou na casa dos acreanos

    José Ayres de Souza Rocha nasceu e cresceu em Rio Branco. Ele passou a infância em uma casa na Rua Silvestre Coelho, no bairro Bosque. Era o caçula de uma família formada por nove filhos biológicos e duas filhas adotivas de Álvaro Vieira da Rocha, paraense, e Raimunda de Souza Rocha, natural de Xapuri, no interior do Acre.

    A trajetória no jornalismo começou quase por acaso, em 1989. Na época, Ayres trabalhava como bancário durante a manhã e procurava uma segunda ocupação para preencher as tardes. Foi assim que surgiu a oportunidade na então TV Acre.

    No início, passou meses observando o trabalho dos profissionais da redação até receber um convite inesperado: substituir o apresentador de um programa esportivo que havia faltado.

    Mesmo com receio de encarar as câmeras, aceitou o desafio. A experiência deu certo e abriu caminho para uma carreira que acompanharia as transformações do telejornalismo no estado.

    Ayres apresentou diferentes telejornais da emissora, passando pelas edições da manhã e da tarde, até assumir a bancada do Jornal do Acre 2ª Edição, o JAC2, que estreou em 1995 e se tornou uma referência na programação local.

    Ao longo dos anos, desenvolveu um estilo próprio, marcado pela voz inconfundível, pela seriedade e pela serenidade diante das câmeras. Conhecido como “professor” por colegas de redação, também construiu amizades e buscou formação acadêmica na área, após ingressar no curso de Comunicação Social.

    Por mais de três décadas, sua presença na televisão fez parte da rotina de famílias acreanas. De segunda-feira a sábado, o apresentador levava as notícias do estado aos telespectadores e se tornou uma figura familiar para diferentes gerações.

    Um dos momentos marcantes da carreira de Ayres ocorreu em 2019, quando ele representou o Acre em uma edição comemorativa dos 50 anos do Jornal Nacional, da TV Globo.

    Na ocasião, dividiu a bancada do principal telejornal do país com a jornalista Jéssica Senra, apresentadora do Bahia Meio-Dia. A participação deu visibilidade nacional ao trabalho desenvolvido por Ayres e foi motivo de orgulho para o público acreano.

    Ao longo da carreira, o jornalista acompanhou acontecimentos que marcaram a história recente do estado e ajudou a contar essas histórias por meio do telejornalismo.

    A governadora do Acre, Mailza Assis, divulgou uma nota de pesar pela morte do apresentador. Na manifestação, ela destacou a importância de Ayres para a comunicação local e o vínculo construído com o público.

    “Sua trajetória é parte da história da comunicação acreana. Com profissionalismo, dedicação e respeito ao público, conquistou a admiração de gerações e se tornou uma das figuras mais conhecidas e queridas da nossa televisão”, diz trecho da nota.

    A governadora também prestou solidariedade à esposa do jornalista, Waldenira, aos filhos Marcelo, Álvaro Neto e Luiza, aos netos Maria Eliza, Miguel, Isaque, Heloise e Apolo, além dos demais familiares, amigos e colegas de profissão.

    Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/10/14/morre-ayres-rocha.ghtml.

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