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    Ibovespa volta a subir após 11 quedas: até onde pode ir a recuperação?

    Ibovespa sobe e se recupera " data-image-caption=" Ibovespa sobe e se recupera. Imagem gerada com uso de IA " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/08/Ibovespa-sobe-e-se-recupera.jpg?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />Alívio externo e alta das blue chips sustentaram a reação, enquanto análise técnica ainda pede cautela The post Ibovespa volta a subir após 11 quedas: até onde pode ir a recuperação? appeared first on InfoMoney .

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    20 de agosto de 2026 às 08:15
    Ibovespa volta a subir após 11 quedas: até onde pode ir a recuperação?
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    Ibovespa sobe e se recupera. Imagem gerada com uso de IA

    Depois de 11 pregões consecutivos de queda , o Ibovespa finalmente encontrou espaço para respirar. O principal índice da Bolsa brasileira avançou 0,90% na quarta-feira (19) , aos 167.830 pontos , apoiado pela recuperação de ações de grande peso e por uma melhora pontual do ambiente externo.

    O movimento trouxe alívio depois de uma sequência que havia retirado 6,55% do índice em 11 sessões , mas ainda está longe de representar uma virada de tendência. O Ibovespa chegou a superar os 170 mil pontos durante o pregão , porém perdeu parte do fôlego até o fechamento — um sinal de que os compradores voltaram ao mercado, mas ainda encontram resistência.

    Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
    Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    A melhora do humor internacional ajudou. A recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos aumentou a demanda por Treasuries e pressionou inicialmente os juros americanos para baixo, favorecendo ativos de risco e mercados emergentes. O dólar também perdeu força , enquanto Vale, Petrobras e bancos — companhias de grande peso no índice — avançaram.

    Esse impulso, porém, perdeu intensidade ao longo do dia. Os juros longos americanos voltaram a subir após a divulgação da ata do Federal Reserve , e o ambiente doméstico continua cercado por dúvidas fiscais, eleitorais e sobre a trajetória dos juros.

    É justamente nesse ponto que os gráficos ajudam a separar um repique depois de uma queda forte de uma recuperação capaz de mudar a tendência.

    Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz
    Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    No gráfico diário, o primeiro sinal positivo é evidente: a sequência de 11 quedas foi interrompida. Depois de tamanha pressão vendedora, uma reação compradora deixa de ser surpreendente e passa até a fazer parte do comportamento esperado do mercado.

    Há, inclusive, espaço técnico para que esse movimento tenha continuidade no curto prazo. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 37,49 pontos , próximo da região de sobrevenda. Em outras palavras, o mercado se aproximou de níveis em que a intensidade das vendas começa a parecer esticada.

    Isso não significa, contudo, que a tendência tenha mudado.

    Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz
    Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O Ibovespa continua negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos , uma combinação que mantém o gráfico diário fragilizado. A perda de força ao longo da própria sessão de quarta-feira reforça essa leitura: houve disposição para comprar nos preços mais baixos, mas ainda não o suficiente para devolver ao índice uma estrutura claramente positiva.

    Para que o movimento deixe de ser apenas um respiro dentro de uma tendência de baixa, será necessário algo a mais: volume comprador, recuperação das médias e rompimento de resistências importantes .

    A primeira prova para os compradores aparece logo acima dos níveis atuais.

    Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz
    Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    A região entre 168.800 e 173.930 pontos concentra uma faixa importante de resistência. Superá-la ajudaria a melhorar o desenho de curto prazo e indicaria que o repique está ganhando consistência.

    Esse movimento se tornaria mais relevante caso viesse acompanhado de aumento no volume e da recuperação das médias móveis. Sem isso, avanços pontuais podem continuar sendo apenas correções dentro de uma estrutura ainda baixista.

    Se o Ibovespa conseguir vencer essa primeira barreira, o próximo nível de maior importância aparece em 180.680 pontos . Essa é uma referência que ganha peso também quando se observa o gráfico de médio prazo.

    Ibovespa sobe e se recupera
    Ibovespa sobe e se recupera — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Acima dela, os próximos objetivos técnicos aparecem em 187.780 pontos e 192.890 pontos . Em um cenário mais forte e prolongado de recuperação, o índice poderia voltar a mirar a máxima histórica de 199.354 pontos .

    Há, portanto, bastante espaço entre a reação atual e uma recuperação capaz de devolver o Ibovespa à região dos recordes.

    O caminho existe. Mas ele é formado por várias resistências — e o índice ainda está apenas no início desse percurso.

    O outro lado do gráfico continua sendo especialmente relevante porque a pressão vendedora ainda não foi anulada.

    A região entre 164.835 e 161.745 pontos funciona como a principal zona de suporte no curto prazo. Enquanto ela for preservada, o Ibovespa mantém espaço para tentar construir uma reação.

    A perda dessa faixa, por outro lado, devolveria protagonismo aos vendedores e poderia abrir uma nova etapa de enfraquecimento.

    Nesse cenário, os próximos níveis aparecem em 157.000 e 153.570 pontos . Se a pressão se aprofundar, as projeções mais longas ficam em 147.575 e 140.230 pontos .

    É essa assimetria que torna o momento particularmente delicado. O índice está próximo de regiões que podem favorecer um repique, mas também segue suficientemente fragilizado para que uma nova onda de vendas volte a colocar suportes inferiores no radar.

    Quando a janela é ampliada, a melhora de uma sessão fica ainda menor diante do movimento recente.

    No gráfico semanal, o Ibovespa avança 0,54% na semana , interrompendo, até aqui, duas semanas de forte pressão vendedora. A reação é positiva, mas ocorre depois de uma deterioração relevante.

    Em determinado momento de 2026, o índice chegou a acumular valorização superior a 23% no ano . Agora, a alta está em apenas 4,16% , sinal de que boa parte daquele avanço foi devolvida.

    A configuração técnica de médio prazo também continua exigindo cautela. O índice permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos , enquanto o IFR de 14 períodos está em 43,72 pontos , uma região neutra e sem sinal claro de sobrecompra ou sobrevenda.

    A região de 164.835 pontos segue sendo uma referência importante também nesse horizonte. Sua perda poderia ampliar o fluxo vendedor e abrir caminho para 154.055 e 140.230 pontos .

    Em uma extensão mais intensa da baixa, os próximos níveis projetados aparecem em 131.550 e 118.222 pontos , além de um alvo mais distante em 111.598 pontos .

    Do lado positivo, a melhora estrutural exigiria primeiro a recuperação das médias móveis. Depois, o grande teste volta a ser a região de 180.680 pontos .

    Acima dela, o gráfico começaria a apresentar uma configuração mais favorável, abrindo novamente espaço para que a máxima histórica de 199.354 pontos volte ao horizonte.

    O Ibovespa ganhou um motivo para respirar, mas ainda não para comemorar uma mudança de tendência.

    O ambiente externo mais favorável ajudou a interromper a sequência de quedas, enquanto a recuperação das blue chips deu força ao índice. Depois de 11 sessões negativas, o próprio grau de estresse técnico também cria condições para novos pregões de recuperação.

    Para que esse movimento deixe de ser apenas um repique, porém, algumas peças ainda precisam se encaixar:

    O ambiente fundamental também precisará ajudar. Juros americanos mais comportados, dólar menos pressionado e melhora do fluxo estrangeiro aumentariam a sustentação da reação, enquanto novas tensões externas, piora fiscal ou aumento do prêmio de risco poderiam recolocar rapidamente os vendedores no controle.

    Por enquanto, portanto, a leitura é de uma tentativa de recuperação dentro de uma estrutura ainda fragilizada . O Ibovespa interrompeu uma sequência dura de perdas e abriu espaço para reagir. Agora, precisa mostrar que consegue transformar o alívio de um pregão em força suficiente para recuperar níveis que perdeu pelo caminho.

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