Economia

    Ibovespa cai quase 2% e perde os 170 mil com mais sinais de saída de estrangeiros

    b3 ibovespa gráfico ações índices bolsa " data-image-caption=" (Shutterstock) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2019/10/shutterstock_1461411428.png?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />Ainda em destaque, o JPMorgan rebaixou as ações do Brasil para neutro dentro da América Latina The post Ibovespa cai quase 2% e perde os 170 mil com mais sinais de saída de estrangeiros appeared first on InfoMoney .

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    11 de agosto de 2026 às 15:26
    Ibovespa cai quase 2% e perde os 170 mil com mais sinais de saída de estrangeiros
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    Apesar do viés de alta da maioria dos índices das bolsas em Nova York, o Ibovespa opera nas mínimas nesta terça-feira, 11, influenciado principalmente por ações de primeira linha – indicativo de nova saída de capital estrangeiro – só na semana passada, a saída foi de R$ 5,55 bilhões. Além da cautela global, devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial, há temores domésticos, sobretudo com o fiscal a poucos meses da eleição.

    Após iniciar a sessão estável em 162.180,01 pontos, subiu 0,12%, na máxima aos 172.385,51 pontos, e, em seguida, passou a cair abaixo dos 170 mil pontos. Às 12h23 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 1,51%, a 169.583 pontos; às 12h42, a baixa era de 1,90%, a 168.919 pontos.

    Investidores da B3 iniciaram o pregão desta terça-feira digerindo a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em dia de agenda esvaziada no exterior.

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    Após cortar a Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14% ao ano, na semana passada, na ata, o Banco Central reafirmou que a magnitude do ciclo de juros será ajustada “à luz da evolução do cenário”. Segundo o colegiado, choques de oferta têm influenciado a trajetória recente e a prospectiva da inflação.

    Ainda, o Colegiado reafirmou que o balanço de riscos tem assimetria altista e que a atividade econômica manteve trajetória de moderação como antecipado pelo colegiado. Por enquanto, a avaliação é de um comunicado mais duro, mas que não fecha a porta para novas queda da Selic.

    Bolsas dos EUA operam mistas com negociações sobre Ormuz no radar

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    Na avaliação da equipe da Warren Investimentos, foi uma ata com tom mais duro, que reforça a mensagem de que a Selic ainda deverá permanecer em patamar restritivo e que os riscos estão elevados. “É um BC disposto a manter o ritmo lento na calibração, mas sem dar indicação explícita disso”, afirmou em relatório enviado a clientes.

    Já o IPCA de julho ficou em 0,07%, ante mediana de 0,03%, alcançando alta de 4,44% em 12 meses, também acima do esperado (4,40%). Segundo Gabriel Magno, especialista em investimentos e sócio da AW Capital, como a diferença entre o realizado e o projetado pelos analistas foi bem pequena, acredita que o Copom ainda terá um tom mais cauteloso, observando outras diretrizes de fora e outros dados de inflação para os próximos meses.

    “Não acredito que estes dados do IPCA vão ter impacto nas próximas decisões de juros”, diz Magno, que vê a Selic fechando 2026 em 13,75%, dos atuais 14%.

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    De acordo com João Debom, sócio da Supernova Investimentos, o ideal é entender que as divulgações – ata e IPCA – medem coisas diferentes. “O IPCA de julho fala do presente – e o presente está comportado”, diz. Já a ata indica o futuro. “E é sobre o futuro que o Banco Central segue desconfiado, porque sabe que parte da desaceleração recente tem componente sazonal (alimentos especialmente) e pode não se sustentar quando a economia reagir aos cortes de juros já feitos”, avalia Debom.

    Ainda em destaque, o JPMorgan rebaixou as ações do Brasil para neutro dentro da América Latina. Para os estrategistas, o Brasil perde atratividade diante da combinação de crescimento mais fraco, deterioração do crédito, juros elevados por mais tempo e aumento da volatilidade em função das eleições presidenciais de outubro. A projeção para o Ibovespa ao fim do ano, por sua vez, passou de 190 mil pontos para 185 mil pontos.

    No exterior, o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que mantém o Estreito de Ormuz fechado, gera instabilidade nas cotações do petróleo.

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    B3 (Shutterstock) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O brent afastava-se das máximas registradas mais cedo e cedia 0,74%, a US$87,07, em meio a sinais de progresso nas negociações entre Omã e o Irã sobre a navegação por Ormuz. De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, as tratativas estão agora em um estágio avançado.

    O banco reduziu sua projeção para o Ibovespa ao final de 2026 de 190 mil para 185 mil pontos, mas destacou algumas oportunidades em ações

    Entre os balanços, o BTG Pactual ( BPAC11 ) teve alta anual de 23% no lucro líquido ajustado, e a Caixa Seguridade, avanço de 9,5%. Já a Natura ( NATU3 ) registrou recuo de 92,1% no lucro líquido.

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    Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,19%, aos 172.179,93 pontos. Em Dalian, o minério de ferro subiu 1,26%, mas as ações do setor recuam. Vale ( VALE3 ) perdia 0,33%. Petrobras ( PETR4 ) cedia quase 1,5%.

    Entre bancos, só Unit de Santander ( SANB11 ) subia (1,06%). Segundo analistas, há sinais de saída de capital estrangeiro da B3. O Ibovespa caía 1,07%, na mínima em 170.342,58 pontos, ante alta de 0,12%, na máxima em 172.385,51 pontos, e abertura em 172.180 01 pontos.

    Enquanto isso, o S&P 500 rondava a estabilidade e o Nasdaq recuava nesta terça-feira, pressionados pelas ações das grandes empresas de tecnologia, enquanto investidores avaliavam a notícia de que os Estados Unidos e o Irã estariam próximos de “algum tipo de acordo”.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/ibovespa-cai-15-e-perde-os-170-mil-pontos-com-mais-sinais-de-saida-de-estrangeiros/.

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