Ibovespa acelera queda após alta de juros pelo Fed e com queda de Petrobras
Painel de ações (Crédito: Shutterstock) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2019/07/acoes-mercado-bolsa-baixa-queda-2.jpg?fit=900%2C601&quality=70&strip=all" />Ontem, o principal indicador da B3 fechou em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, em meio ao avanço do petróleo The post Ibovespa acelera queda após alta de juros pelo Fed e com queda de Petrobras appeared first on InfoMoney .

O Ibovespa tem queda nesta Superquarta de decisão de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil (18h30). Às 15h54 (horário de Brasília), o índice tinha baixa de 0,76%, a 185.086 pontos.
Como esperado, o Federal Reserve elevou as taxas de juros nesta quarta-feira e sinalizou novos aumentos nos custos dos empréstimos nos próximos meses, com o novo presidente do banco central dos EUA, Kevin Warsh, aderindo a uma decisão unânime que reconhece, na prática, a incapacidade do governo Trump, até o momento, de controlar a inflação.
Embora o presidente Donald Trump tivesse prometido reduzir os preços durante seu mandato, o impacto combinado de suas tarifas sobre importações globais, um choque energético após o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã e os gastos de capital decorrentes do boom da inteligência artificial mantiveram as pressões sobre os preços intensas o suficiente para que o Fed sentisse a necessidade de elevar sua taxa básica de juros overnight em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4,00%.

Novas projeções de política monetária mostraram que 16 dos 18 formuladores de política monetária prevêem pelo menos mais um aumento de 0,25 ponto percentual até o final deste ano, com apenas dois deles prevendo que as taxas permanecerão estáveis a partir de agora. Warsh, aparentemente, mais uma vez não apresentou uma projeção para as taxas de juros.
Após a decisão, o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, sinalizou nesta quarta-feira que o banco central americano segue longe de declarar vitória no combate à inflação, mesmo diante de sinais de fortalecimento da economia dos Estados Unidos.
Durante entrevista após a decisão de política monetária, Warsh afirmou que a inflação continua em nível elevado e ressaltou que o foco predominante do Fed permanece na estabilidade de preços. Segundo ele, os integrantes do Federal Open Market Committee (FOMC) concluíram que ainda não há confiança suficiente de que a inflação subjacente esteja convergindo para a meta de 2% em um prazo adequado.

“A inflação está alta demais e tem estado assim por tempo demais”, afirmou o dirigente.
As declarações reforçam uma mensagem considerada hawkish pelo mercado. Embora o Fed tenha reconhecido a resiliência da atividade econômica, Warsh deixou claro que os dados recentes não foram suficientes para convencer a autoridade monetária a flexibilizar sua postura.
“A economia dos EUA parece estar se fortalecendo”, disse. Ele acrescentou que indicadores importantes melhoraram nos últimos meses e que, nas sete semanas desde a última reunião do Fed, os dados econômicos mostraram uma economia mais robusta.
Mais tarde, a partir das 18h30 (horário de Brasília), o Copom deve cortar a Selic para 13,75%, de 14%.
A baixa do petróleo também afeta o Ibovespa, com as ações da Petrobras caindo cerca de 3%.
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/ibovespa-petrobras-stf-federal-reserve-copom-160926/.

Foto: InfoMoney
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