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    IBM cria “geladeira quântica” quase 200 vezes mais fria que o espaço profundo

    Temperatura pode ajudar empresa a superar um dos principais desafios para tornar a computação quântica tolerante a falhas e capaz de operar em escala O post IBM cria “geladeira quântica” quase 200 vezes mais fria que o espaço profundo apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    19 de agosto de 2026 às 19:58
    IBM cria “geladeira quântica” quase 200 vezes mais fria que o espaço profundo
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    A IBM desenvolveu novo sistema de refrigeração criogênica capaz de manter computadores quânticos em temperaturas inferiores a 15 milikelvins — cerca de 0,015 grau acima do zero absoluto .

    A temperatura é mais de 180 vezes menor do que a do espaço profundo e pode ajudar a empresa a superar um dos principais desafios para tornar a computação quântica tolerante a falhas e capaz de operar em escala.

    O sistema funciona como uma espécie de “geladeira quântica” modular , projetada para permitir que diferentes processadores quânticos sejam conectados e operem simultaneamente em temperaturas extremamente baixas.

    No futuro, dezenas de geladeiras quânticas da IBM poderão ser interligadas para executar sistemas mais potentes – Imagem: Divulgação/IBM
    No futuro, dezenas de geladeiras quânticas da IBM poderão ser interligadas para executar sistemas mais potentes – Imagem: Divulgação/IBM — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A capacidade de manter os componentes tão frios é fundamental porque os processadores quânticos dependem de qubits supercondutores. O calor pode interferir no comportamento desses componentes e provocar erros nas operações quânticas.

    Os processadores utilizados pela IBM precisam operar em temperaturas próximas do zero absoluto. Para comparação, o espaço profundo apresenta temperatura de aproximadamente 2,7 kelvins , associada à radiação cósmica de fundo.

    Os novos sistemas da IBM conseguem chegar a menos de 15 milikelvins , uma diferença enorme em relação ao ambiente espacial.

    IBM utilizará essa tecnologia para alimentar seu computador quântico Starling, que deverá usar 10.000 qubits físicos organizados em 200 qubits lógicos – Imagem: Divulgação/IBM
    IBM utilizará essa tecnologia para alimentar seu computador quântico Starling, que deverá usar 10.000 qubits físicos organizados em 200 qubits lógicos – Imagem: Divulgação/IBM — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O objetivo não é simplesmente alcançar uma temperatura extrema. A refrigeração precisa ser estável e funcionar enquanto os processadores executam operações quânticas, além de permitir que diferentes módulos sejam conectados sem comprometer o ambiente necessário para os qubits.

    Apesar do avanço, a tecnologia ainda está em uma etapa inicial. A IBM conseguiu conectar dois módulos e mantê-los nas temperaturas necessárias, além de realizar operações simples com o processador Flamingo .

    Isso não significa, porém, que a empresa já tenha demonstrado operações quânticas complexas entre diferentes módulos. Esse é um dos próximos desafios do projeto.

    Rodrigo Mozelli
    Rodrigo Mozelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A IBM pretende instalar processadores Nighthawk no sistema nos próximos dias para continuar os testes da arquitetura.

    A empresa planeja começar a implementar sua arquitetura modular em 2027 e tem como uma das principais metas para 2029 o desenvolvimento do computador quântico Starling .

    O Starling é projetado para trabalhar com 200 qubits lógicos e realizar 100 milhões de operações quânticas . Diferentemente dos qubits físicos, que são suscetíveis a erros, os qubits lógicos são construídos a partir de múltiplos qubits físicos e utilizam técnicas de correção de erros para aumentar a confiabilidade dos cálculos.

    No futuro, dezenas de geladeiras quânticas da IBM poderão ser interligadas para executar sistemas mais potentes – Imagem: Divulgação/IBM
    No futuro, dezenas de geladeiras quânticas da IBM poderão ser interligadas para executar sistemas mais potentes – Imagem: Divulgação/IBM — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    É justamente nesse ponto que a nova arquitetura criogênica pode se tornar importante. Ao permitir a conexão entre diferentes processadores quânticos mantidos em temperaturas extremamente baixas, a IBM pretende criar infraestrutura capaz de sustentar sistemas muito maiores do que aqueles que podem ser construídos em único módulo.

    Ainda assim, a demonstração de uma arquitetura capaz de realizar operações complexas entre esses módulos continua sendo uma etapa necessária antes que a visão de um computador quântico tolerante a falhas em grande escala se torne realidade.

    Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

    IBM utilizará essa tecnologia para alimentar seu computador quântico Starling, que deverá usar 10.000 qubits físicos organizados em 200 qubits lógicos – Imagem: Divulgação/IBM
    IBM utilizará essa tecnologia para alimentar seu computador quântico Starling, que deverá usar 10.000 qubits físicos organizados em 200 qubits lógicos – Imagem: Divulgação/IBM — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
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    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/19/ciencia-e-espaco/ibm-cria-geladeira-quantica-quase-200-vezes-mais-fria-que-o-espaco-profundo/.

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    No futuro, dezenas de geladeiras quânticas da IBM poderão ser interligadas para executar sistemas mais potentes – Imagem: Divulgação/IBM — Foto: Olhar Digital

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