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    IA não poderá mais corrigir provas e redações nas escolas; veja o que muda

    Novas diretrizes também restringem o acesso direto de crianças a ferramentas de inteligência artificial e estabelecem regras para detectores de IA, proteção de dados e uso da tecnologia nas universidades O post IA não poderá mais corrigir provas e redações nas escolas; veja o que muda apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    1 de setembro de 2026 às 20:59
    IA não poderá mais corrigir provas e redações nas escolas; veja o que muda
    Foto: Olhar Digital

    O Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão vinculado ao Ministério da Educação, aprovou nesta terça-feira (1º) novas diretrizes para o uso de inteligência artificial (IA) na educação brasileira. Entre as principais regras está a proibição do uso de IA para corrigir, avaliar ou atribuir notas a redações e provas dissertativas em todas as etapas do ensino .

    A decisão faz parte das Diretrizes Orientadoras da Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira , documento que estabelece parâmetros nacionais para orientar escolas , universidades e sistemas de ensino públicos e privados sobre a adoção da tecnologia nos processos educacionais.

    As novas diretrizes também determinam que crianças da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, até o 5º ano, não poderão acessar diretamente ferramentas de IA sem supervisão .

    Uso de IA nas escolas ganhou novas diretrizes, tanto na hora de corrigir exames, como na hora da utilização por parte dos alunos – Imagem: Digineer Station / Shutterstock
    Uso de IA nas escolas ganhou novas diretrizes, tanto na hora de corrigir exames, como na hora da utilização por parte dos alunos – Imagem: Digineer Station / Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    As normas entrarão em vigor a partir da publicação da resolução no Diário Oficial da União (DOU). A partir dessa publicação, sistemas de ensino e instituições educacionais terão 12 meses para se adequar às novas regras . As proibições previstas no parecer, porém, terão aplicação imediata.

    Segundo o CNE, o objetivo é criar um “filtro ético-pedagógico” para o uso da tecnologia em escolas e universidades.

    As orientações abrangem todos os níveis, etapas e modalidades da educação e partem do princípio de que “a Inteligência Artificial deve ampliar as capacidades humanas e educacionais, sem substituir a responsabilidade, a mediação pedagógica e o julgamento das pessoas” .

    Inteligência artificial
    Inteligência artificial — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Sistemas de IA não poderão ser usados para corrigir, avaliar ou sugerir notas para redações e provas dissertativas. Nas provas objetivas, a tecnologia poderá ser utilizada como ferramenta de apoio. O resultado, porém, deverá ser validado por uma pessoa .

    O CNE também determina que decisões relevantes relacionadas a notas e aprovação de estudantes não poderão ser tomadas exclusivamente por sistemas automatizados .

    As instituições de ensino também deverão ter cautela com ferramentas utilizadas para identificar textos produzidos por IA. O resultado de um detector de IA não poderá, isoladamente, servir como base para punir um estudante .

    Pessoa usando notebook com elementos gráficos de inteligência artificial projetados sobre a tela, incluindo ícones de chatbot, geração de conteúdo e processamento de dados.
    Pessoa usando notebook com elementos gráficos de inteligência artificial projetados sobre a tela, incluindo ícones de chatbot, geração de conteúdo e processamento de dados. — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A decisão busca impedir que uma avaliação automatizada seja utilizada como única evidência para responsabilizar um aluno por suposto uso indevido da tecnologia.

    Outra regra estabelece que crianças da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, até o 5º ano , não poderão utilizar diretamente ferramentas de IA sem supervisão.

    A medida faz parte das regras específicas estabelecidas pelo CNE para proteger estudantes mais novos durante a incorporação da tecnologia ao ambiente educacional.

    Rodrigo Mozelli
    Rodrigo Mozelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    As instituições também deverão incorporar o ensino sobre IA de maneira progressiva e transversal . A proposta prevê que os estudantes desenvolvam conhecimentos relacionados à tecnologia ao longo da formação, em vez de tratar o tema apenas de forma isolada.

    As escolas e universidades deverão adotar medidas para proteger os dados dos alunos e também fiscalizar os fornecedores de tecnologias utilizadas no ambiente educacional.

    O objetivo é estabelecer maior controle sobre o tratamento das informações dos estudantes por ferramentas e serviços baseados em IA.

    Uso de IA nas escolas ganhou novas diretrizes, tanto na hora de corrigir exames, como na hora da utilização por parte dos alunos – Imagem: Digineer Station / Shutterstock
    Uso de IA nas escolas ganhou novas diretrizes, tanto na hora de corrigir exames, como na hora da utilização por parte dos alunos – Imagem: Digineer Station / Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    As universidades também terão novas responsabilidades. Elas deverão estabelecer políticas próprias para o uso da IA em atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão.

    A medida reconhece que a utilização da tecnologia pode ocorrer em diferentes áreas das instituições de ensino superior e exige regras específicas para cada contexto.

    As diretrizes também estabelecem uma lista de práticas que não poderão ser utilizadas no ambiente educacional.

    As novas regras estabelecem, portanto, limites para a utilização da IA na educação, ao mesmo tempo em que permitem seu emprego como ferramenta de apoio quando houver supervisão e responsabilidade humana.

    As instituições e redes de ensino terão 12 meses após a publicação da resolução no DOU para adequar suas políticas e contratos , enquanto as vedações previstas no parecer terão aplicação imediata.

    Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/01/inteligencia-artificial/ia-nao-podera-mais-corrigir-provas-e-redacoes-nas-escolas-veja-o-que-muda/.

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    Uso de IA nas escolas ganhou novas diretrizes, tanto na hora de corrigir exames, como na hora da utilização por parte dos alunos – Imagem: Digineer Station / Shutterstock — Foto: Olhar Digital

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