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    IA cria ataque que pode hackear celulares sem nenhum clique

    Pesquisadores criam ataque com IA capaz de invadir celulares sem clique e se espalhar rapidamente entre contas e contatos O post IA cria ataque que pode hackear celulares sem nenhum clique apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    9 de setembro de 2026 às 12:29
    IA cria ataque que pode hackear celulares sem nenhum clique
    Foto: Olhar Digital

    Pesquisadores da empresa de segurança Calif criaram, com ajuda de inteligência artificial , uma ferramenta capaz de invadir celulares sem que a vítima clique em links ou arquivos. O sistema foi desenvolvido em pouco mais de uma semana.

    Chamado WeWorm, o ataque explorou uma vulnerabilidade que permitia assumir contas e se espalhar entre os contatos. Especialistas ouvidos pelo The New York Times disseram que centenas de milhões de dispositivos poderiam ser atingidos em poucas horas.

    A ameaça usa uma técnica conhecida como zero-click. Diferentemente do phishing , que depende da abertura de um link ou arquivo, o ataque não exige esse tipo de interação.

    A técnica conhecida como zero-click não depende da abertura de links ou arquivos pela vítima. – Imagem: 1st footage / Shutterstock
    A técnica conhecida como zero-click não depende da abertura de links ou arquivos pela vítima. – Imagem: 1st footage / Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Segundo a Calif, atender uma chamada ou simplesmente deixá-la tocar poderia permitir a infiltração. Para impedir o ataque, seria necessário recusar a ligação segundos depois do primeiro toque.

    Após assumir a conta, o invasor poderia ler e enviar mensagens, fazer chamadas e controlar o perfil. Em determinadas condições, o acesso também poderia levar ao comprometimento completo do telefone.

    O worm explorava a maneira como o aplicativo concedia privilégios adicionais a números salvos como amigos. Depois que um contato era comprometido, essa relação de confiança ajudava a ameaça a alcançar outros números da agenda.

    A chamada pode ser o ponto de entrada: atender ou deixá-la tocar poderia permitir a infiltração. Imagem: Tero Vesalainen/Shutterstock
    A chamada pode ser o ponto de entrada: atender ou deixá-la tocar poderia permitir a infiltração. Imagem: Tero Vesalainen/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O ataque reunia características que favoreciam uma rápida propagação:

    Vinh Nguyen, ex-cientista-chefe de dados da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), classificou o worm entre os ataques mais preocupantes que já analisou. Segundo ele, “centenas de milhões de dispositivos” poderiam ser alcançados em poucas horas.

    A Calif afirmou ter combinado modelos de IA de código aberto com sistemas avançados desenvolvidos nos Estados Unidos. A empresa não revelou quais modelos foram utilizados.

    Inteligência artificial
    Inteligência artificial — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    O caso chama atenção pela velocidade com que a tecnologia pode ajudar a encontrar e explorar falhas. Ainda assim, a IA não fez todo o trabalho sozinha: os pesquisadores combinaram os recursos dos modelos com experiência humana.

    “Algumas coisas vão dar muito errado com a cibersegurança, a menos que algumas pessoas ajam com bastante urgência”, afirmou Sam Altman, CEO da OpenAI, durante reunião com outros líderes de IA.

    A vulnerabilidade foi corrigida depois que a Calif entrou em contato com a empresa responsável pelo aplicativo afetado. A companhia afirmou não ter motivos para acreditar que a falha tivesse comprometido a segurança ou afetado usuários. Também informou que nenhuma atualização do aplicativo era necessária.

    Pessoa usando iPhone em frente notebook com grande sinal de alerta holográfico em cima do celular
    Pessoa usando iPhone em frente notebook com grande sinal de alerta holográfico em cima do celular — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Thai Duong, CEO da Calif, explicou que foi necessário acompanhar o processo para transformar a vulnerabilidade em um worm. O episódio mostra como a combinação entre IA e conhecimento especializado pode acelerar a transformação de uma falha de segurança em uma ameaça de grande alcance.

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    Imagem mostra uma mão segurando um smartphone e, ao redor dela, uma série de códigos e dados em fonte verde, simbolizando o acesso a informações privadas e golpes cibernéticos
    Imagem mostra uma mão segurando um smartphone e, ao redor dela, uma série de códigos e dados em fonte verde, simbolizando o acesso a informações privadas e golpes cibernéticos — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    A técnica conhecida como zero-click não depende da abertura de links ou arquivos pela vítima. – Imagem: 1st footage / Shutterstock
    A técnica conhecida como zero-click não depende da abertura de links ou arquivos pela vítima. – Imagem: 1st footage / Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    A chamada pode ser o ponto de entrada: atender ou deixá-la tocar poderia permitir a infiltração. Imagem: Tero Vesalainen/Shutterstock
    A chamada pode ser o ponto de entrada: atender ou deixá-la tocar poderia permitir a infiltração. Imagem: Tero Vesalainen/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/09/seguranca/ia-cria-ataque-que-pode-hackear-celulares-sem-nenhum-clique/.

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    A técnica conhecida como zero-click não depende da abertura de links ou arquivos pela vítima. – Imagem: 1st footage / Shutterstock — Foto: Olhar Digital

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