Hungria começa a revogar leis anti-LGBTQIA+ após saída da extrema direita do poder
O primeiro-ministro eleito da Hungria, Péter Magyar (ao centro), chega acompanhado de colegas parlamentares ao prédio do Parlamento em Budapeste, Hungria, neste sábado, 9 de maio de 2026. AP Photo/Denes Erdos O novo Parlamento da Hungria, renovado após as eleições de maio no país, começou nesta terça-feira (13), a revogar leis contra a comunidade LGBTQIA+ do governo anterior, do ultradireitista Viktor Orbán. Orbán, que comandou a Hungria por 16 anos, aprovou uma série de medidas contra a população LGBTQIA+ que foram inclusive condenadas pela Justiça europeia. Ele foi derrotado em abril deste a
O primeiro-ministro eleito da Hungria, Péter Magyar (ao centro), chega acompanhado de colegas parlamentares ao prédio do Parlamento em Budapeste, Hungria, neste sábado, 9 de maio de 2026. — Foto: AP Photo/Denes Erdos
O novo Parlamento da Hungria, renovado após as eleições de maio no país, começou nesta terça-feira (13), a revogar leis contra a comunidade LGBTQIA+ do governo anterior, do ultradireitista Viktor Orbán.
Orbán, que comandou a Hungria por 16 anos, aprovou uma série de medidas contra a população LGBTQIA+ que foram inclusive condenadas pela Justiça europeia. Ele foi derrotado em abril deste ano, quando o partido Tisza, de centro-direita e oposição à extrema direita, conquistou maioria no Parlamento .

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Nesta manhã, o Parlamento húngaro aprovou, por 139 votos a favor e 51 contra, derrubar a proibição do governo Orbán de mencionar a homossexualidade e a identidade de gênero diante de menores de idade .
Este é o primeiro indício claro de uma mudança de política sobre os direitos LGBTQIA+ na Hungria desde a chegada do atual primeiro-ministro, o conservador Peter Magyar, ao poder.
Magyar, pró-Europa e pró-Otan, ao contrário de seu antecessor, afirmou que as amodificações permitirão à Hungria adequar-se ao direito europeu. O novo premiê também disse que as mudanças não são só uma restituição dos direitos LGBTQIA+, mas um reforço das normas existentes de proteção da infância, "independentemente da orientação sexual".
Seu partido, o Tisza, possui uma confortável maioria de dois terços que lhe permite dispensar o apoio do partido Fidesz, de Viktor Orbán, que havia anunciado que votaria contra as mudanças.
Publicado originalmente por G1. Leia a matéria completa em https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/10/13/hungria-comeca-a-revogar-leis-anti-lgbtqia-apos-saida-da-extrema-direita-do-poder.ghtml.

TV estatal da Hungria se desculpa por mentir durante governo Orbán — Foto: G1
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