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    HSBC gasta US$ 68 milhões em maior corte de executivos desde 2008

    O HSBC gastou quase US$ 70 milhões (R$ 361,2 milhões) no ano passado para demitir seu maior grupo de executivos seniores desde a crise financeira, em meio a uma ampla reestruturação que incluiu o fechamento de áreas importantes de seu banco de investimento. Leia mais (08/21/2026 - 16h57)

    Folha de S.Paulo
    21 de agosto de 2026 às 19:57
    HSBC gasta US$ 68 milhões em maior corte de executivos desde 2008
    Placa retangular iluminada com o logotipo vermelho e branco do HSBC e o nome do banco em preto, fixada na fachada de um prédio escuro. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O HSBC gastou quase US$ 70 milhões (R$ 361,2 milhões) no ano passado para demitir seu maior grupo de executivos seniores desde a crise financeira, em meio a uma ampla reestruturação que incluiu o fechamento de áreas importantes de seu banco de investimento.

    HSBC corta executivos e gasta US$ 68 milhões - Hollie Adams/- 30.jul.26/ Reuters · Hollie Adams/- 30.jul.26/ Reuters
    HSBC corta executivos e gasta US$ 68 milhões - Hollie Adams/- 30.jul.26/ Reuters · Hollie Adams/- 30.jul.26/ Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O maior banco da Europa dispensou 134 de seus funcionários de mais alto escalão —os chamados "material risk takers" (executivos responsáveis por riscos relevantes) , profissionais cujas funções são consideradas capazes de afetar significativamente o perfil de risco de uma instituição— no ano passado, cerca de 10% do total do grupo. A eles, foram pagos US$ 67,5 milhões (R$ 349 milhões) em indenizações, segundo documentos da companhia.

    Foi o maior corte anual de "material risk takers" do HSBC desde a crise financeira de 2008 e superou significativamente as reduções promovidas por outros bancos europeus em 2025, segundo análise do FT com base em documentos regulatórios e balanços das empresas.

    Os cortes ocorreram enquanto o presidente-executivo Georges Elhedery avançava com uma ampla reformulação das operações de banco de investimento do HSBC , encerrando as atividades de assessoria em fusões e aquisições e em ofertas de ações nos Estados Unidos , Reino Unido e Europa.

    O que é o Banco Central e por que ele influencia seu dinheiro
    O que é o Banco Central e por que ele influencia seu dinheiro — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os "material risk takers" são funcionários seniores cujas funções são consideradas capazes de afetar substancialmente o perfil de risco de um banco. Eles estão concentrados principalmente nas áreas de banco de investimento e negociação das instituições financeiras.

    Uma pessoa próxima ao HSBC afirmou que a redução do grupo de "material risk takers" fazia parte de uma "tendência mais ampla" no banco e não estava restrita à área de banco de investimento. Elhedery já havia indicado que sua reestruturação teria como alvo funções "duplicadas" dentro da instituição.

    A redução no HSBC contribuiu para o maior corte no número de banqueiros de alta remuneração entre os maiores bancos da Europa desde a pandemia, em 2020, mostram os documentos.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O Santander e o Deutsche Bank registraram as maiores quedas depois do HSBC , com a saída de 49 e 48 "material risk takers" no ano passado, respectivamente. Já o BNP Paribas e o Barclays eliminaram 39 e 32 posições de executivos seniores no mesmo período.

    A Société Générale registrou a maior indenização média paga a "material risk takers" que deixaram o banco no ano passado, de 870 mil euros (R$ 5,25 milhões) , seguida por Santander e Deutsche Bank , que desembolsaram pacotes médios de 736 mil euros (R$ 4,4 milhões) e 437,5 mil euros (R$ 2,6 milhões), respectivamente.

    O Santander pagou a maior indenização individual do setor, com um pacote de 8,3 milhões de euros (R$ 50,1 milhões) para um banqueiro.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os bancos costumam mirar camadas caras de funcionários seniores em processos de reestruturação para maximizar os cortes de custos. Diversos bancos europeus promoveram amplas reestruturações nos últimos anos, enquanto outros buscaram reformular suas divisões de banco de investimento para se adaptar às mudanças nas condições do mercado.

    Embora as áreas de negociação dos maiores bancos de investimento europeus tenham se beneficiado da maior volatilidade dos mercados, impulsionada por um cenário geopolítico turbulento, as atividades de assessoria em mercados de capitais tiveram uma recuperação mais lenta, com o volume de negócios na Europa continuando atrás do registrado nos Estados Unidos .

    Apesar de ter desembolsado o menor valor total em indenizações a seus "key risk takers" (principais tomadores de risco) entre os bancos do setor no ano passado, o UBS gastou US$ 942 milhões (R$ 4,87 bilhões) em pagamentos de desligamento para mais de 7.500 funcionários —alta de um terço em relação ao ano anterior— enquanto se aproxima da conclusão da integração do antigo concorrente Credit Suisse.

    A indenização média paga pelo banco suíço foi de US$ 125 mil (R$ 646 mil) em 2025.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/hsbc-gasta-us-68-milhoes-em-maior-corte-de-executivos-desde-2008.shtml.

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    HSBC corta executivos e gasta US$ 68 milhões - Hollie Adams/- 30.jul.26/ Reuters · Hollie Adams/- 30.jul.26/ Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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