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    Houthis atacam principal aeroporto do governo do Iêmen

    Os rebeldes houthis do Iêmen atacaram nesta quarta-feira (7) o principal aeroporto ainda controlado pelo governo reconhecido do país, no porto meridional de Áden. A pista do local foi fechada após ser atingida por mísseis balísticos e drones. Leia mais (10/07/2026 - 11h23)

    Folha de S.Paulo
    7 de outubro de 2026 às 14:23
    Houthis atacam principal aeroporto do governo do Iêmen
    Várias pessoas alinhadas em fila erguem rifles e punhos cerrados sob céu azul. Vestem roupas tradicionais e militares, em área urbana com postes e cabos visíveis. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Os rebeldes houthis do Iêmen atacaram nesta quarta-feira (7) o principal aeroporto ainda controlado pelo governo reconhecido do país, no porto meridional de Áden. A pista do local foi fechada após ser atingida por mísseis balísticos e drones.

    Apoiadores dos houthis fazem manifestação em Sanaa, a capital ocupada pelos rebeldes desde 2014 - Mohammed al-Mahdi/Reuters · Mohammed al-Mahdi/Reuters
    Apoiadores dos houthis fazem manifestação em Sanaa, a capital ocupada pelos rebeldes desde 2014 - Mohammed al-Mahdi/Reuters · Mohammed al-Mahdi/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Um voo que vinha do Cairo e se preparava para pousar foi desviado, segundo as autoridades locais, e dois aviões que estavam no pátio foram levados para hangares. O aeroporto, principal ponto de contato do governo expulso da capital, Sanaa, em 2014, está fechado.

    Os houthis confirmaram a ação, mas não a detalharam. Observadores da região sugerem que o avião desviado para Jedá, na Arábia Saudita , trazia armamentos para apoiar o governo em sua contraofensiva na costa do mar Vermelho do país.

    Não há confirmação disso, embora o fluxo de armas sauditas seja uma constante. Riad apoia o governo expulso da capital na guerra civil que estava congelada desde 2022, mas foi retomada a partir de um bloqueio aéreo contra Sanaa em julho.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Até então, os houthis se mostraram uma inesperada ameaça ao lançar mísseis e drones em todo o mar Vermelho e contra Israel em dois momentos: apoiando os terroristas do Hamas na guerra pós-7 de Outubro e em favor do Irã , seu principal patrocinador, na fase mais ativada do conflito de Teerã com Washington e Tel Aviv.

    Agora, a guerra está aberta novamente, ameaçando mais uma rota comercial vital para o mundo, particularmente para o petróleo saudita. Em setembro, os houthis fizeram uma ofensiva surpresa e tomaram quase toda a costa do mar Vermelho no país, incluindo o estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

    Desde a semana passada, os sauditas e o governo do Iêmen voltaram ao ataque, com relatos contraditórios acerca de ganhos sobre cidades como Mocha e Dhubab. Os houthis negam ter perdido o controle sobre as regiões, mas a intensidade do conflito impede a aferição independente da situação.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Sob fogo da aviação saudita, os rebeldes também passaram a atacar infraestrutura energética e de transporte do vizinho. Nesta quarta, um míssil foi interceptado rumo ao aeroporto de Riad, e dois outros aeródromos foram alvejados —segundo os houthis, com sucesso, embora o governo do reino não confirme.

    Com isso, o conflito regional se amplia, estando inserido na confrontação maior em todo o Oriente Médio .

    Para o Irã, ameaças de seus aliados contra parceiros dos EUA são bem-vindas, em especial com a pressão sobre o preço do barril de petróleo —a tensão econômica é especialmente complexa para o governo de Donald Trump , a começar pela inflação da gasolina em ano de eleição legislativa.

    Além disso, a guerra está colocando em teste pela primeira vez o Acordo de Meca , um pacto militar entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinado em agosto.

    Nesta semana, a cláusula de defesa mútua foi acionada pela primeira vez, e forças de Islamabad e Ancara deverão apoiar os sauditas, restando saber como isso ocorrerá.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/10/houthis-atacam-principal-aeroporto-do-governo-do-iemen.shtml.

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    Apoiadores dos houthis fazem manifestação em Sanaa, a capital ocupada pelos rebeldes desde 2014 - Mohammed al-Mahdi/Reuters · Mohammed al-Mahdi/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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