Horóscopo - Data Estelar
TQ SÃO PAULO 14.10.2021 CADERNO 2 C2 NOVA COLUNA OSCAR QUIROGA ASTROLOGO ASTROLOGIA Retratos do antigo colunista do Estadão, o astrólogo Oscar Quiroga. FOTO TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO

Enquanto nossa humanidade continuar existindo sobre o convencimento de não haver qualquer relação de interdependência entre os reinos visíveis e invisíveis da natureza em nosso planeta, continuaremos todos vivendo em estado de carência, pressentindo que falta algo, uma falta que, além de ser um atributo que nutre o desejo, é também uma percepção realista de nos termos exilado artificialmente da Terra.
Durante as Luas Cheias a relação de interdependência fica exaltada, muito especialmente entre nosso reino e aquele que chamamos de espiritual, e por não ritualizarmos adequadamente o momento, na hora em que a Lua Cheia fica Vazia, como agora, em períodos longos, ficamos cheios de energia, porém, sem um objetivo nobre para investir essa energia, e como resultado, em vez de elevação deslizamos na direção da brutalidade. oscar@quiroga.net
Data estelar: Mercúrio ingressa em Câncer; Lua Cheia e Vazia.
O tempo é a matéria prima com que construímos aquilo que por falta de nome melhor chamamos de destino, sem saber direito como funciona o tempo nem tampouco se o destino seria algo que está escrito de forma indelével, nos restando ser marionetes de potências além de nosso domínio, ou se há alguma margem de manobra onde nos cabe tomar decisões, que sempre resultam de dilemas difíceis de resolver.
Quem afirmar que não há nada parecido com livre arbítrio tem de explicar a razão de haver esses dilemas, já que não haveria razão de nos castigarmos com dúvidas se não houvesse necessidade de escolher nada.
Quem afirmar que há livre arbítrio tem de explicar por que há inconsciente, que se repete apesar de nossos desgostos. Com livre arbítrio ou sem ele, o tempo continua sendo o fundamento de tudo.oscar@quiroga.net
Apesar de nossa humanidade se gabar de ser racional, na prática uma boa parte do tempo e de suas decisões são pautadas por paixões viscerais, que, para serem postas em prática, são justificadas com razões aparentemente muito bem fundamentadas, mas que não chegam a mascarar direito que não têm razão outra do que a da própria passionalidade.
Ciúme, inveja, cobiça, gula, preguiça, hostilidades variadas, físicas ou psíquicas, ou uma combinação de ambas, a lista de paixões cotidianas é extensa, indicando que a racionalidade de nossa humanidade seja muito mais uma carta de intenções do que a descrição de nossa realidade.
A intenção é que nossa humanidade seja racional e sensata, mas de novo, nossa humanidade não é como deveria ser, somos como somos, e nos aceitarmos como somos aliviaria muito a carga que suportamos.oscar@quiroga.net
Data estelar: Mercúrio e Netuno em quadratura.
O despertar seria, teoricamente, o início da vigília produtiva, e por força do hábito o tratamos assim, então a mente se prepara para o dia fazendo planos, discutindo e argumentando subjetivamente com as pessoas envolvidas em nossos planos, ou com as que eventualmente os atrapalham; o corpo vai ficando alerta e as emoções nos enchem de vigor.
Quando, porém, o início do “dia útil” acontece com a Lua Vazia, naturalmente o físico, mental e emocional entram em recessão, mas como a agenda produtiva da civilização nos obriga a continuar em modo mecânico, como engrenagens do sistema, ficamos com um problema para resolver, produzir sem a mínima vontade.
Além de discutir a redução da carga horária de trabalho, há de se discutir também uma organização do tempo que fundamente uma civilização melhor.oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua Vazia até 10h45, quando ingressa em Aquário.
Os relacionamentos humanos nunca estão acabados e perfeitos, são dinâmicas em perpétua construção, já que na mesma medida em que nos acomodamos a certo jeito de as coisas serem nos relacionamentos, esses vão perdendo a graça, e relacionamentos sem graça são a tumba da criatividade, o ralo por onde vai embora a alegria.
Relacionamentos são dinâmicas de interdependência e, por isso, se não houver reciprocidade deixam de merecer o nome de relacionamento, se transformam em monólogos áridos e estéreis.
Envolver-se em relacionamentos, algo inevitável, porque o ser humano só funciona humanamente através desses, é uma dinâmica que não admite acomodações por longos períodos de tempo, ao contrário, requer que tenhamos presença e lucidez para investir tempo e alegria nesses.oscar@quiroga.net
Reserva o dia para o “dolce far niente”, o tempo consagrado à despreocupação, faz isso sem importar que tenhas mil e uma razões para te preocupar, porque nada te obriga a continuares te apegando às preocupações, inclusive porque se tanto as amas que não podes passar um tempo sem elas, ainda assim não deverias te preocupar por as deixar temporariamente de lado, te garanto que estarão disponíveis quando queiras te agarrar a elas novamente, ou duvidas disso?
A Lua Vazia é tua licença cósmica para praticar a despreocupação, viver como se não houvesse amanhã nem tampouco um passado pesado a te atormentar. O mistério de desfrutar do fugaz instante presente reside na despreocupação que, como não faz parte dos hábitos de ninguém, precisa ser atualizada por efeito da vontade.oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua míngua Vazia em Aquário até 21h44.
As coincidências não são meras casualidades, porque apesar de usarmos a palavra coincidência como sinônimo de casualidade, o significado é muito diferente, já que enquanto a casualidade implica acontecimentos que coincidem de forma aleatória e sem conexão entre si, a coincidência ocorre quando os eventos convergem em tempo e espaço, brindando com o pressentimento de haver uma razão para isso.
Quantas vezes te veio a ideia de uma pessoa que seria improvável encontrares e no decorrer do dia essa pessoa te manda uma mensagem ou a encontras caminhando pela rua? Essa experiência não é uma casualidade, é uma coincidência, cheia de significado.
Confundir coincidência e casualidade é uma atitude desleixada com a capacidade de percepção de nossa humanidade.
Potencialmente, todos, sem exceção, podemos nos transformar em presenças abençoadas, colossais e vibrantes manifestações do rio de Vida abundante que nos faculta abençoar tudo e todos dentro do alcance de nossa influência, porém, não nos apaixona tal perspectiva.
Ao contrário, nos apaixona sermos malditos como os vampiros, que achamos charmosos e sedutores, confiando que valeria a pena experimentarmos as abominações que os acompanham em troca de obtermos poderes.
Assim de ignorante anda nossa humanidade, se recusando a perceber que, evitando se envolver na luta para se tornar abençoada, acabamos lutando entre nós, nos amaldiçoando mutuamente, sem que isso nos brinde com os poderes sobrenaturais que desejamos, deslizando suavemente como bêbados alegres na direção do empobrecimento espiritual. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua quarto minguante em Peixes.
Se a alegria que experimentas precisa ser oculta por trás de mentiras que contas a algumas pessoas, que te censurariam por ela, ou que significariam uma traição para elas, então passa em revista teus verdadeiros motivos, porque alegria que mereça o nome não se cobre de mentiras nem tampouco acontece sobre o sofrimento alheio.
Se a alegria que aprendeste a experimentar acontece produzindo sofrimento, ela merece o nome de perversão, e mesmo que em nossa civilização tenhamos exaltado as maldições até as considerarmos charmosas e desejáveis, continuam, mesmo assim, deixando um rastro de abominações atrás delas.
A alegria real é aquela que te motiva a te converteres numa pessoa melhor, que melhora a tudo e todos com sua presença. oscar@quiroga.net
Data estelar: Vênus e Júpiter em conjunção.
Podemos especular que há mentiras de diferentes categorias, algumas inocentes e inofensivas enquanto outras, vis, produzem males abomináveis pela má intenção com que são postas em marcha, porém, todas têm algo em comum, requerem manobras mentais complexas para a construção de narrativas distorcidas.
Mentir implica um investimento energético de inteligência, de contenção emocional e de articulação gutural que pressupõe confiarmos em que o ato de mentir valeria a pena o investimento.
Argumentamos que sim, que vale a pena o investimento, só que com o passar do tempo todos comprovamos que as mentiras nos complicam, porque elas não vêm sozinhas, depois a gente precisa mentir sobre as mentiras, e tudo isso significa tempo, e tempo é a matéria de nossos destinos. oscar@quiroga.net
Data estelar: Mercúrio e Saturno em quadratura.
Desperta ao novo dia com serenidade, mas se essa for substituída inadvertidamente pela ansiedade, na hora em que perceberes isso te recusa a argumentar sobre a lista de problemas e limitações que te constrangem e, ao contrário, evoca imagens de beleza e glória para te confortar.
Despertar com Lua Vazia é um assunto delicado, porque em vez de nos preparar para a vigília produtiva, o evento astrológico nos induz ao descanso, e não podendo esticar o tempo na cama, porque temos mil e um compromissos para atender, o resultado é o advento da ansiedade, que está sempre por aí, à espreita de nossas vulnerabilidades.
Respira fundo e te recusa a conversar com a ansiedade, a substituindo pela confiança de que há vida mais abundante e alegre para experimentar, e que nada, ao despertar, vai estragar teu dia. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua Vazia das 5h21 até 9h29 HBr
O carinho que esperas receber, o olhar amoroso que anseias encontrar, essas são condições que podem eventualmente acontecer e que receberias como uma recompensa pela tua ansiosa espera, a resposta das tuas orações buscando comprovar que tua presença tem algum valor.
O amor, no entanto, que é a síntese de todas tuas buscas, não é uma expectativa passiva, o amor é atividade que serve para atrair teus anseios, exatamente na medida em que invistas tempo e energia para te tornar uma presença amável.
Só o Divino poderia te amar se não fosses amável, e mesmo assim não terias alcance para compreender a natureza desse amor, portanto, se pretendes experimentar o amor que esteja ao teu alcance aproveitar, investe tempo e energia em te tornar uma pessoa amável. oscar@quiroga.net
O Ego, esse conceito abstrato que, tal qual Judas, leva a culpa por todos os males do mundo, precisa ser redimido e exaltado com nosso agradecimento pela sua existência, porque é pelos superpoderes inerentes ao Ego que mantemos uma existência em que o antes, o durante e o depois, junto com todas as diversas e contraditórias experiências pelas quais passamos, se integram e sintetizam numa unidade existencial.
Sem Ego seríamos todos fragmentados, incapazes de encontrar coerência nas experiências, porque careceríamos de fio condutor alinhavando todas elas numa unidade existencial.
Não é o Ego o culpado de todos os males que os humanos perpetramos, mas a mesquinharia de nossas atitudes, a curta visão com que julgamos os acontecimentos e aos nossos semelhantes e diferentes. oscar@quiroga.net
Não é porque a Lua seja Nova que seria auspicioso começar algo novo ou se renovar completamente, porque a realidade não é feita de narrativas, algo que nossa humanidade custa a compreender, mas que inevitavelmente o fará, porque todos damos de cara com a realidade não importando o quanto a maquiarmos com nossas narrativas.
A Lua pode ser Nova na sua relação com a luz do Sol, mas ela é velha, mais antiga do que tudo que conhecemos e, por isso, não podemos pretender que algo realmente novo saia dela.
Se renovação procuras e o apoio do firmamento pretendes, para dar impulso a essa busca, então combate o medo que te apequena te atrevendo a ser livre e escrevendo as linhas de teu próprio destino através das experimentações a que todo ser humano tem direito. oscar@quiroga.net
Desperta com a maior tranquilidade possível para o início da “semana útil”, ciente de que ficará útil só depois que a Lua Vazia terminar, e até lá, se a ansiedade cravar suas garras em tua garganta, respira fundo o quanto necessário para te livrar desse medonho sentimento.
A partir desse horário, e com o coração sereno, virão ideias, ótimas ideias, que produzem entusiasmo e se apresentam como soluções para a estagnação, porém, o mais importante é não se satisfazer com os bons sentimentos que as ideias trouxerem, mas passar essas ideias pelo crivo da prática, para ver se se sustentam na realidade concreta.
Ter ótimas ideias e não as testar na prática, para ver se são sustentáveis, é a melhor maneira de ir se consolidando na síndrome de artista que ninguém compreende, porque não produz nenhuma obra. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua Vazia até 9h15, quando ingressa em Câncer.
Todas essas ideias lindas que produzem sentimentos belos e vibrantes em ti, se não forem passadas para a prática produzirão congestão em tua vida interior, te levando a esse beco sem saída em que os humanos se metem, convencidos de serem grandes artistas que ninguém compreende.
É impossível compreender a arte que não seja produzida, porque de boas ideias as pessoas estão cheias, mas de boa vontade para se atreverem a colocar em prática as ótimas ideias, aí a multidão se transforma no pequeno e seleto grupo dos humanos que ousam realizar.
Te garanto que a Vida não recompensa as pessoas que têm boas ideias, mas aquelas que testam suas boas ideias na prática, para verificar se essas se sustentam ou se, por essas coisas, eram apenas lindas imaginações e nada além disso. oscar@quiroga.net
Data estelar: Vênus e Netuno em trígono.
De sustos em sustos que levamos ao longo da vida, ou amadurecemos ou endurecemos o coração, tentando ocultar nossas fragilidades sob uma camada de arrogância, como se estivéssemos no controle de tudo.
Para ter o domínio que o medo nos nega venderíamos a própria alma ao demônio ou entregaríamos nossa jugular ao vampiro, o que é uma verdadeira fantasia distorcida, porque nada garante que, nos transformando nos agentes que metem medo nas outras pessoas fiquemos livres dessa vulnerabilidade, que é o medo.
O medo não é um defeito de fábrica que precisamos consertar, é uma das potências cosmogônicas com que precisamos aprender a conviver, ler seus sinais e transformar no agente que fomente nossa maturidade, ao invés de fingir que estamos acima de sua influência. oscar@quiroga.net
Data estelar: Vênus e Plutão em oposição.
Da próxima vez que te vejas dando sermão a alguém porque essa pessoa não atua como deveria, procura te lembrar que raramente o humano é como deveria ser, porque o “deveria” se refere a uma lista de regras e padrões que é distante da realidade natural do nosso funcionamento.
Cheios de moral, levantamos o dedo em riste para apontar as falhas alheias, fazendo isso numa atitude paternal ou maternal, na melhor das hipóteses, mas também para nos exercitarmos nessa nada moral postura de desvalorizarmos e diminuirmos as pessoas.
A superioridade de um ser humano não resulta de sua atitude moralista, mas de o quanto sua boa vontade de ajudar as pessoas a melhorarem se transforma na vontade prática de fazer o bem. Superior só é a pessoa que serve aos seus semelhantes e diferentes.oscar@quiroga.net
Nossa consciência administra duas existências simultâneas o tempo inteiro, uma voltada ao exterior, onde temos presença formal e somos identificados por diversos números na civilização, e outra voltada ao interior, onde somos invisíveis e subjetivos.
A vigília é o território da existência objetiva, o sono é o da existência subjetiva, mas também acontece de viajarmos em devaneios durante a vigília, assim como também somos tomados pela insônia quando deveríamos dormir, ou seja, vigília e sono não são dimensões exclusivas.
E ainda por cima tem a Lua Vazia, cujo período, mesmo acontecendo na vigília, propicia o surgimento da subjetividade, e se não soubermos lidar com maturidade com a vida interior, o resultado é sermos tomados por sentimentos ansiosos que nos castigam.oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua Vazia das 8h29 até 11h38
Somos educados para servir nossos próprios e autocentrados interesses e, na melhor das hipóteses, ansiamos fazer o bem a outrem depois de nos sentirmos seguros e confortáveis o suficiente para atender as demandas alheias sem perturbar as nossas, e assim acontece que esse momento acaba sendo adiado infinitamente, porque novos problemas surgem no caminho.
Ideal seria que fôssemos educados para nos servirmos mutuamente, para facilitarmos a vida de todas as pessoas, conhecidas e anônimas, com que nos relacionamos todos os dias porque, em última instância, somos humanos porque potencialmente representamos alguma utilidade no Universo, somos instrumentos da Vida em que nos movimentamos e experimentamos ser, um destino que corrompemos a golpes de egoísmo e autocentramento, convencidos de que fazemos a coisa certa. oscar@quiroga.net
A alma do mundo, “anima mundi”, é o somatório de tudo que nossa humanidade levou à prática ao longo de sua existência, geração após geração, a síntese de todos os sentimentos, o registro de todas as ideias, boas e más, o arquivo ao qual as novas gerações têm acesso através do que se chama de sentido comum, que em português leva o nome de bom senso.
Aquilo que não é necessário começar do zero para aprender é o que provém do sentido comum, a contribuição anônima que fazemos à Vida para que nenhum de nós tenha de repetir a história de novo.
O humano, porém, encantado com sua individualidade, sucumbe ao sortilégio de ignorar que o Universo não começou com seu nascimento nem vai sucumbir com seu falecimento, e essa ignorância o conforta, porque o desobriga de agradecer as gerações anteriores pelo conhecimento adquirido. oscar@quiroga.net
Pretendermos ser valorizados não é um exercício fútil de vaidade nem tampouco uma viagem neurótica e infantil do Ego, é uma necessidade básica do ser humano, que sofre quando não é notado, quando passa despercebido, quando é invisível aos olhos de outrem.
Nossa pretensão de valorização própria está atrelada ao olhar do outro, porque se o valor que damos a nós mesmos é um exercício exclusivo de nosso próprio olhar, aí sim temos a vaidade fazendo das suas.
Enquanto os “especialistas” das redes sociais anunciam que o remédio contra a sensação de não ter valor algum reside em deixar de se importar com o olhar do outro e se ater exclusivamente ao próprio olhar, a realidade que derruba a narrativa é uma só, o ser humano mede seu valor através de como as outras pessoas reagem à sua presença. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua quarto crescente em Libra.
O olhar das outras pessoas sobre nós é um fator muito importante na construção da identidade, mesmo que a narrativa incongruente da modernidade tente apontar para o lado contrário, o de que a identidade seja um processo íntimo totalmente independente do olhar alheio.
Tanto valor dá nossa humanidade ao olhar alheio que estão aí as redes sociais para o provar, com todo mundo fazendo piruetas físicas e verbais tentando parecer importante e ganhar seguidores. Se não déssemos valor ao olhar alheio, as redes sociais não existiriam.
Nós podemos selecionar o olhar de quem nos servirá para afirmar ou construir nossa identidade, e chamaremos a isso de amor, mas nós não podemos nos tornar independentes do olhar alheio, pois, ao tentarmos seguir por esse caminho, nos tornamos pessoas mal-humoradas. oscar@quiroga.net
Investir em viver bem, com conforto, beleza e serenidade, não é um exercício de futilidade, é uma demonstração de apreço pela vida, uma manifestação concreta de darmos valor ao momento presente.
Essas pessoas que enchem a boca com o cliché de que do tempo só existiria o presente, porque passado seria memória, e futuro, esperança, precisam demonstrar sua convicção deixando de acumular patrimônio ou guardando dinheiro para a aposentadoria.
Viver bem é valorizar o momento presente sem necessidade de fazer meditação quântica ou qualquer tipo de exercício sofisticado, apenas vivendo como se não houvesse amanhã, já que, como dizem, o amanhã não existe, porque seria apenas esperança. Praticar o que se predica é a melhor forma de comprovar que só existe o momento presente. oscar@quiroga.net
O tempo não é uma abstração, porque ainda que não tenha forma aparente nem endereço certo, não há nada no Universo infinito ou infinitesimal que esteja fora do seu domínio, absolutamente tudo é sua manifestação.
Quando nossa humanidade tenta parecer inteligente, afirmando coisas como que o tempo não existe, ou que do tempo só o presente seria real, porque o passado seria apenas uma manifestação da memória, e o futuro seria decorrente de nossas esperanças ou ansiedades, na verdade ela se esquece do pequeno detalhe de que o próprio ato de discursar verdades ou bobagens é também uma manifestação do tempo.
O tempo é a matéria prima da construção de nosso destino individual e coletivo, se manifestando em memórias, atualidades, esperanças e medo, muito medo diante do infinito que espreita. oscar@quiroga.net
Data estelar: Vênus e Saturno em trígono, Sol e Netuno em quadratura.
Nossa civilização tem um viés materialista, tenta solucionar tudo partindo do princípio de que as causas da experiência de ser do humano residem nas circunstâncias, na biologia, no meio ambiente e em tudo que pode ser percebido através dos cinco sentidos.
A experiência de ser, no entanto, é invisível, diferente da experiência de estar, que é composta de todas as circunstâncias, e enquanto não se der a devida importância à existência real e invisível do ser, independente das circunstâncias, continuaremos a produzir sofrimento e ignorância, mesmo maquiando tudo com narrativas inteligentes.
Nossa civilização tenta ignorar a realidade do ser invisível porque não a pode quantificar através de um número, mediante o qual a mantenha identificada e sob o controle do Estado e do mercado. oscar@quiroga.net
Data estelar: Sol e Plutão em quincunce.
Todo ser humano tem seus momentos inspirados, alguns com mais frequência, outros raramente, mas a experiência é a mesma em todos os casos, parece que se abre uma janela de entendimento mediante a qual temos acesso a um tipo de sabedoria que, se fosse habitual, com certeza nos pouparia de inúmeros perrengues e conflitos.
A inspiração é um estado de consciência muito peculiar, que é acompanhado por uma emoção exaltada, porém, serena, de quem está muito à vontade, porque percebe a realidade desprovida de ansiedade.
A inspiração é um convite a nos lançarmos à aventura de colocar em prática o que nesse momento abençoado foi percebido, porque também, se não houver uma prática associada à inspiração, essa passa rapidamente e só resta dela a saudade de um momento maravilhoso. oscar@quiroga.net
Data estelar: Marte e Júpiter em sextil.
A mente humana é o problema e a solução ao mesmo tempo, porque o frenesi verborrágico e imaginário que a mente propõe no seu fluxo, e que tanto sofrimento nos provoca, porque nos tira a atenção daquilo que nos propomos fazer, só pode ser detido e organizado através dela mesma.
Isso indica que a mente não tenha um só funcionamento, mas que sua natureza seja dupla, uma parte dela se orienta na direção da múltipla diversidade de experiências que os cinco sentidos captam, enquanto outra parte da mente entende haver uma síntese que unifica tudo, mostrando um panorama mais amplo de percepção.
Essa parte unificadora da mente é o sexto sentido, que é dormente em todo ser humano até que o decida desenvolver, porque o sexto sentido não se desenvolve espontaneamente, mas por vontade própria. oscar@quiroga.net
Data estelar: Marte ingressa em Gêmeos, Lua Vazia o dia inteiro.
As doenças da alma com que nossa humanidade convive na maior normalidade impedem que as bênçãos e graças que são derramadas sobre tudo e todos por ocasião da Lua Cheia nos elevem a um patamar de percepção mais amplo e inclusivo, porque a grande característica de toda doença da alma é a exclusividade divisiva e produtora de discórdia.
A pleonexia, que é o desejo insaciável de possuir mais bens e vantagens, dinâmica que é impossível de satisfazer senão à custa do benefício alheio, é um dos exemplos mais disseminados de doença da alma, que não apenas parece normal, mas que, inclusive, chega a ser visto como virtude.
No mundo dos que sofrem de doenças da alma, as virtudes são tidas como contrariedades, enquanto os vícios são considerados virtuosos, assim de ponta-cabeça está o mundo. oscar@quiroga.net
Data estelar: Mercúrio se aproxima da Terra; Lua Cheia em Capricórnio.
Se formulássemos direito nossas perguntas, perceberíamos que, ao fazê-lo, descobrimos as respostas em nossas perguntas e, assim, nos tornamos independentes de consultores, terapeutas, oráculos e inteligências artificiais, já que teríamos acesso ao lugar mental onde, simultaneamente, se encontram os problemas e as soluções.
Em vez disso, nos acomodamos num lugar de ignorância serena que nos faz buscar respostas sem termos formulado direito nossas perguntas, nos tornando vulneráveis a quaisquer tipos de charlatanismo praticado por pessoas que tampouco sabem formular direito as perguntas.
A pergunta é a bússola que define a identidade da resposta, se ela for tola, as respostas também seguirão essa linha, e se forem sábias, evocarão respostas iluminadoras. oscar@quiroga.net
Data estelar: Júpiter ingressa em Leão; Lua Cheia em Capricórnio.
É oficial! Estamos a meio caminho entre o réveillon anterior e o próximo, e vale a pena passar em revista as promessas e desejos que lançamos ao céu por ocasião das festividades, para ver em que estado se encontram.
Verifica se tuas promessas foram meras cartas de intenção ou se houve avanços práticos de realização de teus anseios, mas não faz isso para te atormentar com culpa por ter falhado nem tampouco para autoelogiar teu desempenho, senão para perceber se entre tuas vidas interior e a exterior está sendo construída uma ponte.
Aproveita que a Lua começa a minguar Vazia durante o período supostamente produtivo do dia, te recolhendo mentalmente para avaliar com sabedoria teu estado de ser entre o céu e a terra, e aproveitar melhor a segunda parte do ano de 2026. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua Vazia das 8h50 até 16h34
Enquanto no céu a Lua míngua, aqui na Terra a cobiça de nossa humanidade só cresce, de uma maneira que parece ser a motivação virtuosa do progresso, mas que traz em seu ventre as sementes da autodestruição tóxica do delicado tecido da civilização.
A palavra suficiente não existe no vocabulário de quem trilha o caminho da cobiça, e peço a gentileza de não interpretar mal minhas palavras, porque não há nada de errado em pretender amealhar riquezas materiais, errado é que o progresso material não seja acompanhado pelo respectivo progresso espiritual.
A cobiça desconhece o espírito, se convence, a certa altura, de que a solidariedade e empatia, próprias do progresso espiritual, são fraquezas que deve combater, e assim inicia seu declínio. oscar@quiroga.net
A vontade de ser grande, seja retornando à magnificência experimentada no passado e eventualmente perdida, seja porque há uma vontade de ganhar autoridade nas decisões do mundo, na época atual há de ser dimensionada com sabedoria, para não tropeçar no excesso de cobiça.
A grandeza de um país, de uma instituição, de uma empresa, de uma corporação religiosa ou mesmo a grandeza de um indivíduo, se for medida somente pelos bens materiais acumulados ou pelo poderia militar não avaliaria com perfeição sua dimensão.
Há um patrimônio que é material, mas há também um patrimônio abstrato, o espiritual, e se esse for negligenciado na conquista da grandeza o resultado é a decadência, que se comprova quando a pequena pedra do sapato se torna mais importante do que o indivíduo que calça o sapato. oscar@quiroga.net
Data estelar: Marte e Urano em conjunção em Gêmeos.
Se tu queres ser grande, então aprende a dimensionar direito a grandeza que procuras, porque se por essas coisas da falta de visão não compreenderes direito o que torna uma pessoa ou instituição digna de grandeza, então poderás te cobrir de todos os atributos materiais que supostamente outorgariam dignidade, mas serás uma pessoa pequena.
A grandeza de uma pessoa ou instituição não se mede exclusivamente pelos atributos materiais, mas também pelo rastro de benefícios ou malefícios que vai deixando atrás de si.
Quando se negligencia o progresso espiritual que deve acompanhar o progresso material, as pessoas se tornam mesquinhas, e não há nada mais pequeno do que uma pessoa mesquinha, que pode ser trilionária, mas mesmo assim vai apequenar tudo que ela tocar. oscar@quiroga.net
Aqueles que foram grandes outrora ficaram com saudades e quiseram voltar ao passado, mas a despeito dos esforços feitos nesse sentido, em vez de crescer vão se tornando insignificantes, porque o mundo mudou.
Desde a migração de estrelas importantes, nas primeiras décadas do terceiro milênio, dos signos de Touro e Leão para Gêmeos e Virgem, foi encerrada a Era dos Impérios e iniciado o tempo em que os pequenos, se bem organizados e motivados pela boa vontade de progredir material e espiritualmente, ganhariam mais relevância.
Quem for grande há de tomar cuidado com as pequenas vulnerabilidades, e quem for pequeno e quiser ser grande, há de tomar cuidado para não se espelhar na história porque, definitivamente, o que vivemos na atualidade não tem referência em nada do que aconteceu até aqui. oscar@quiroga.net
Data estelar: Marte e Plutão em trígono.
Apesar da urgência que tua ansiedade imprime aos teus pensamentos, é melhor que tomes um tempo para respirar com alívio, como se nada te faltasse e tivesses todo o tempo e recursos para organizar tua existência em torno do bem-viver e da boa influência que tua presença exercer em todos com que entrares em contato.
Essas discussões que rolam soltas em tua mente alimentam o estado de urgência, de prontidão ao conflito, mas não do tipo que dá resultados criativos, senão daquele que só causa desgaste e desgosto.
Para não começar a “semana útil” com desgaste nem com desgosto, volta tua atenção à tua vida interior a qual, como o céu, está sempre disponível para as grandes viagens que transcendem os perrengues habituais, mas que para ser acessada requer uma boa dose de despreocupação. oscar@quiroga.net
Data estelar: Sol e Saturno em quadratura.
Aquilo que chamamos de mundo, especialmente quando nos referimos a esse em frases tais como “o mundo enlouqueceu” ou “o mundo está de ponta-cabeça”, foi se convertendo numa entidade abstrata à medida em que tentamos nos distanciar desse como se não fôssemos uma parte integrante, e assim fizemos por não encontrar identidade nesse mundo.
Mesmo tentando nos distanciar, na verdade o mundo só existe porque nós existimos, é o somatório de nossas presenças, das liberdades que nos tomamos e das transgressões de princípios que fazemos quando imaginamos estar fora do alcance da percepção alheia.
Se o mundo está como está, doente e decadente, é porque não nos ocupamos direito com sarar nossas doenças da alma, tais como ciúme, inveja e excesso de cobiça, pois, enquanto existirem, o mundo continuará decaindo. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua quarto minguante em Áries.
Quando, em quaisquer tipos de relacionamentos humanos, não há a semente da amizade, isto é, do reconhecimento respeitoso, a confiança nem a boa vontade de apoiar e incentivar o desenvolvimento material e espiritual, mesmo que inadvertidamente, apesar de que na grande maioria dos casos é intencional, a corrupção preenche o vazio da amizade.
Os relacionamentos humanos se corrompem pelo excesso de cobiça, pela objetificação das pessoas que as emoções baixas produzem, tais como a inveja, ciúme, luxúria, preguiça, avareza, enfim, todas as mesquinharias que, na falta da semente da amizade, prosperam.
Enquanto, intimamente, continuemos permitindo que prosperem mais essas emoções baixas do que a amizade, o mundo, que é o somatório dos relacionamentos humanos, continuará se degradando. oscar@quiroga.net
A cobiça é uma paixão e, como tal, seu único e exclusivo interesse é satisfazer a ânsia de ter mais, sem nenhum tipo de pudor que revele qualquer sinal de contenção diante dos inevitáveis dilemas com que nos deparamos ao tentar satisfazer nossos anseios íntimos.
De certa maneira, todo e qualquer ser humano é movido pela cobiça, mas nem todos fazemos isso em detrimento do bem-estar, liberdade e respeito das pessoas com que nos relacionamos, diante dos dilemas que se apresentam sacrificamos a paixão da cobiça em nome do respeito.
Nem todos os seres humanos contêm suas paixões, há quem viva por elas e para elas o tempo inteiro, sem se importar com o mal-estar e corrosão que suas paixões desenfreadas provocarem e, enquanto continuarmos assim, não temos razão de nutrir a esperança de que o mundo vai melhorar. oscar@quiroga.net
A boa notícia de uma sexta-feira inteira de Lua Vazia é que recebemos do céu uma licença cósmica para adiantar o descanso do final de semana, enquanto a má notícia consiste em que o funcionamento do mundo não está pautado pelos eventos cósmicos, mas por uma agenda mecânica que por estar desvinculada desses e associada aos interesses vigilantes do Estado e das empresas, nos obriga a produzir quando deveríamos descansar.
Crianças que somos por trás de nossas aparências maduras, quando somos obrigados a desempenhar tarefas para as quais não temos boa vontade, fingimos que estamos ocupados enquanto divagamos interiormente por mundos imaginários, para equilibrar o desequilíbrio.
Para a civilização fazer jus ao nome que leva, sua agenda teria de estar, dia a dia, sintonizada com o céu em que tenta prosperar. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua Vazia das 7h12 até 19h43 HBr
Para que o mundo melhore é imprescindível que as pessoas melhoremos, e para melhorar precisamos tratar as doenças que degradam nossas almas, tais como ciúme, cobiça, preguiça, inveja, avareza, cobiça e ira, e a lista segue, porque é enorme.
Há, no entanto, um truque nesse sentido, porque nossa humanidade convive com essas doenças da alma convencida de que é tudo normal e de que não haveria alternativa, porque para perceber que há um mundo superior e mais abrangente do que esse que as doenças dispõem, o humano precisa ter vontade de melhorar.
Eis o mistério da evolução humana, nós só conseguimos nos elevar acima das condições doentias que se sintetizam na forma do mundo, quando colocamos intencionalmente em prática nossa boa vontade de melhorar. oscar@quiroga.net
A consciência, esse mistério transcendental que nossa humanidade anda pretendendo encerrar no funcionamento da inteligência artificial para declarar que o resolveu, é uma dimensão que nos vincula com o próprio funcionamento do Universo, no qual nos movimentamos e somos.
Vinculados que somos a esse organismo colossal que chamamos de Universo, temos na consciência acesso a inúmeros superpoderes que, se os integrássemos a nossos hábitos, tornariam ineficiente toda a tecnologia que estamos produzindo.
Não há nenhuma conspiração do inferno para que nossa humanidade não desenvolva os superpoderes da consciência, acontece apenas que esses só podem ser acessados por quem colocar intencionalmente em prática a boa vontade de evoluir e de melhorar. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua míngua Vazia em Gêmeos até 19h47 HBr
As discrepâncias entre as vidas interior e exterior, próprias do ser humano, nos tornam pessoas complexas, cheias de incoerências e contradições, que seria melhor aceitarmos em nós mesmos e tolerarmos nas pessoas com que nos relacionamos, pelo mero fato de assim sermos.
Podemos aprender a conviver com serenidade com as incoerências de nosso funcionamento, mas é pedir demais que aceitemos as discrepâncias das instituições e serviços, pois, se a assistência não assiste, se o entregador não entrega, se a seguradora não assegura, se governante não governa ou se o orientador desorienta, como preservar a civilização?
Inventamos as instituições para equilibrar o jogo e não para amplificar o caos interior que, na melhor das hipóteses, podemos aprender a administrar através de processos terapêuticos. oscar@quiroga.net
Data estelar: Vênus em quadratura com Urano.
Do ponto de vista estelar, hoje deveria ser declarado feriado aqui na Terra, porque o céu brinda com suporte para os exercícios subjetivos, como meditar, elevar orações, agradecer à Vida por tanto que nos oferece ou mesmo jogar conversa fora como se não houvesse nada mais importante nem tampouco amanhã viessem as contas a nos atormentar.
Períodos longos de Lua Vazia no meio da agenda produtiva, se fossem respeitados, e se instituísse que as pessoas pudessem se dedicar com serenidade à despreocupação, promoveriam maior produtividade e diminuiriam radicalmente os problemas de saúde físicos e mentais.
O entendimento oficial, porém, aponta para o lado oposto, pretendendo que a artificialidade substitua a naturalidade, criando uma economia paralela que tenta solucionar o que ela mesma provoca. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua Nova em Câncer é Vazia das 6h43 até 19h36 HBr
Em nossa nada santa ignorância imaginamos que estamos a expensas dos bufões que atualmente estão no poder promovendo a decadência acelerada da civilização e dos relacionamentos humanos e institucionais, porque, no fundo, desejamos ver o mundo se estrepar, ansiamos pelo Apocalipse.
Sinto informar que não haverá Apocalipse e que o enorme poder que os bufões administram empalidece diante do poder de quem dirige o mundo de verdade, o conduzindo ao melhor estado possível, para benefício e progresso de todos os reinos da natureza.
Como não podemos enxergar a atividade do reino espiritual que dirige a evolução deste planeta, acreditamos que esse seja apenas uma mitologia, mas quem com confiança se atreve a construir um relacionamento com o diretor espiritual comprova o verdadeiro sentido dos milagres. oscar@quiroga.net
O reino espiritual é tão real quanto o nosso, apesar de invisível, mas nossa vida interior e subjetiva também é invisível e, no entanto, é tão real quanto a vida exterior, que tem forma e ocupa espaço.
O reino espiritual é constituído por essas entidades que incorporam as potências cosmogônicas e que são capazes de as administrar. As potências cosmogônicas carregam consigo os átomos e procedimentos que servem para que a Vida se expresse com sua habitual complexidade e propósito.
O maior objetivo humano é construir um relacionamento saudável e colaborativo com o reino espiritual, e fazer isso por própria vontade e não por obrigação, e não há melhor oportunidade para progredir nesse sentido do que os períodos de Lua Vazia, que são uma maldição para a produtividade, mas uma bênção para a aproximação ao Divino. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua cresce Vazia em Leão até 21h08 HBr
Todo e qualquer ser humano serve para alguma coisa, nem que seja para infernizar os outros, porque como desconhecemos as procedimentos misteriosos da Vida, não sabemos de que formas retorcidas pode, eventualmente, algo ruim produzir efeitos positivos.
Não se trata de justificar as abominações que as pessoas provocam, seja de forma intencional ou por omissão, mas de aceitar que sempre há uma alternativa ao nosso julgamento, enquanto esse seja parcial e não baseado numa percepção ampla, imparcial e inclusiva.
Se trata de entender que do ponto de vista equânime da Vida, que dá suporte ao malvado e ao santo, e dentro da complexa trama que une o infinito e o infinitesimal, cada um de nós tem uma utilidade, e que por isso é importante termos bastante noção de qual seria a nossa. oscar@quiroga.net
É evidente que as “forças do mal” são muito bem organizadas, porque exploram o medo para preservar o domínio, e o ser humano sem confiança nos mistérios da Vida, que não se exercita nas práticas espirituais de aproximação ao Divino, por inércia prefere se agarrar ao que é evidente, ou seja o medo, do que apostar no que dependa de sua boa vontade.
Como resultado, na época atual parece que “as forças do mal” prevalecem e que a retidão caiu em desuso na humanidade, mas acontece que nem tudo que é importante é evidente, ao contrário, o que é mais valioso é invisível aos olhos humanos, ou não é verdade que a alma, nossa existência invisível, é mais valiosa do que nossa aparência?
O aspecto de Urano e Plutão é a garantia de que o detalhe invisível, que não faz força nem intimida, continua governando o planeta. oscar@quiroga.net
Data estelar: Urano e Plutão em trígono.
Se o reino espiritual não fosse real, nós por aqui não teríamos uma existência invisível lado a lado de nossa presença evidente e formal, a qual é identificada por números como RG e CPF enquanto a realidade da alma, por não poder ser catalogada nos moldes da civilização é posta em dúvida e tratada como uma metáfora.
Todos os milagres emergem da realidade invisível da alma e são administrados pelas entidades que compõem o reino espiritual que, contrariando a lógica da civilização, agregam um fator de incentivo para que nossa humanidade nunca perca a motivação de continuar procurando e construindo um relacionamento saudável com a alma e o reino espiritual.
O poder material é apenas a metade da história, e não a metade mais importante, atributo que é inerente somente ao poder espiritual. oscar@quiroga.net
Data estelar: Marte e Saturno em sextil; Lua cresce em Libra.
(Des)graças ao curto entendimento de nossa humanidade, a ideia de monoteísmo destinada a unificar a consciência resultou no antagonismo sanguinário sobre a interpretação de que Deus mereceria ser o único e, pior ainda, no entendimento profano de que o único Deus que une toda nossa humanidade é o dinheiro, ao qual todos prestam reverência.
Não é a ideia de unificação que está equivocada, é nossa humanidade que se agarra à ignorância em vez de se lançar mais atrevidamente ao futuro de unificação de todos os credos e entendimentos para promover bem-estar, alegria e prosperidade a todos.
Compreendemos vagamente que somos todos semelhantes, mas na prática entendemos que há uns que são mais semelhantes dos que os outros, e não há nada parecido com progresso espiritual enquanto continuarmos assim. oscar@quiroga.net
Data estelar: Júpiter em trígono a Netuno e oposição a Plutão.
Enquanto os procedimentos universais dos quais nossa humanidade é uma expressão e instrumento apontam ao objetivo da unificação, para maior progresso e bem-estar de todos os reinos, a individualidade humana se agarra a interesses mesquinhos e egoístas que apontam ao lado contrário, a divisão e a discórdia produzida por esse estado de coisas.
Capacidade intelectual e emocional para perceber a glória da unificação não falta a nossa humanidade, o que falta é boa vontade para transcender o autocentramento egoísta e adentrar, por própria vontade, na dimensão dos relacionamentos altruístas.
Essa transcendência não é obstaculizada por uma conspiração reptiliana, mas pela preguiça que nossa humanidade apresenta toda vez que se trata de evoluir e de se aproximar intencionalmente ao Divino. oscar@quiroga.net
Data estelar: Júpiter e Urano em sextil; Lua quarto crescente em Libra.
Se nossos corpos mental, emocional e físico fossem transparentes se revelaria a glória da Vida de nossas vidas, interconectada com tudo e todos, integrando a magnificência da Vida Una que circula objetiva e subjetivamente através do infinito e do infinitesimal simultaneamente.
Essa glória que ansiamos e que está ao alcance de todos depende apenas de o quanto nos dedicamos aos exercícios que treinam e consolidam a eterna aproximação ao Divino e todos os efeitos que essa provoca.
Evoluir nessa direção, em nosso caso humano, depende menos do que nos acontecer e mais do que nós façamos acontecer com nosso empenho. Assim, deixaríamos de perguntar ao céu o que pode fazer por nós e começaríamos a viver tendo em mente o que nós podemos fazer para engrandecer o céu que nos oferece firme apoio.oscar@quiroga.net
O humor é a válvula de escape para suportarmos o ridículo de sustentarmos com rigor e severidade as formas da língua, as etiquetas e protocolos da sociedade, a moral rígida que determina o bem e o mal e tantos outros constrangimentos que apequenam a glória espiritual de nossa humanidade.
O humor se contrapõe de forma saudável à violência, que também é uma resposta a esses constrangimentos e opressões, mas que em vez de aliviar promove ainda mais opressão.
Quando o humor seria exagerado, passando dos limites do aceitável? Essa é uma pergunta que não admite respostas fáceis, porque quem se ofende com o humor o ataca com legítima honra, enquanto quem pratica o humor possui uma maneira de ver as coisas que, também, com legítima honra, lhe serve para navegar bem por entre os constrangimentos da civilização. oscar@quiroga.net
Data estelar: Mercúrio inicia afastamento da Terra.
O céu vai muito bem, mas como nós, por aqui, não nos fundamentamos mais no céu, que é o firmamento, e consideramos na atualidade que o horizonte terrestre seja mais confiável e estável do que o céu, existimos dentro de parâmetros estreitos, quando poderíamos ter o Infinito e a Eternidade como parâmetros de nossa navegação.
O céu vai muito bem, e para irmos nós por aqui tão bem quanto o firmamento precisamos apontar mais alto do que hoje em dia, época em que todo conhecimento elevado foi banalizado e transformado em quinquilharia.
Potencialmente, temos acesso a tudo, mas se não nos treinarmos a fazer as perguntas certas, investigando a Vida em vez de matarmos a curiosidade com fofocas e notícias falsas, continuaremos prolongando a agonia mortal que sofremos por preferir a ignorância ao conhecimento. oscar@quiroga.net
Data estelar: Netuno e Plutão em sextil.
Apesar de preferirmos nos considerar uma espécie da natureza que usa a razão, as decisões mais importantes, que determinam o curso da construção do destino, são eminentemente passionais e, motivados pelas paixões, é certo que não estamos usando a razão senão para encontrar justificativas aceitáveis para o que não teria justificativa alguma.
Que outra motivação diferente da paixão levaria nossa humanidade a aplaudir e incentivar líderes que advogam a discórdia, o retorno às divisões fundamentadas em classes sociais engessadas e o tratamento desumano em relação a uma boa parte de nossa humanidade?
É pela paixão que conseguimos apreciar e nos sentir mais familiarizados com os vampiros e demônios sedutores, todos fruto de fantasia, do que nos identificar com os santos e santas que tão bom exemplo nos legaram. oscar@quiroga.net
Imagine uma vida sem sentir medo. Conseguiu imaginar? É certeza que não, porque nós, os humanos, não temos capacidade de chegar com nossa imaginação a um estado de ser desprovido dos constrangimentos e limitações que o medo nos impõe.
É o medo um castigo preventivo que as divindades nos impõem para nos manter pequenos? Se assim for, o medo é um invento eficiente, porque mesmo as pessoas que se expressam destemidamente, acabam sendo pequenas pela maneira grotesca com que pretendem não sentir o medo.
O medo realmente nos previne de ir além de nossas capacidades, ou é uma forma inteligente de ocultar o poder imenso que poderíamos resgatar, caso consigamos transcender o que nos apequena? O medo é um aviso para nos deter ou um convite para ir além? oscar@quiroga.net
A segurança que buscamos construindo patrimônio material é legítima, porque enquanto existirmos haverá contas para pagar e essas costumam ser implacáveis, porém, como existimos simultaneamente numa dimensão subjetiva e invisível também, o enriquecimento da alma há de acompanhar a construção de patrimônio material.
O patrimônio subjetivo vai sendo construído lapidando as virtudes invisíveis que motivam o comportamento ético, a generosidade, a compaixão, a solidariedade e todas essas joias preciosas que abrem as portas que os bens materiais não conseguiriam.
O patrimônio material é a metade da história apenas, a outra metade é a construção do patrimônio subjetivo, que nos brinda com segurança, confiança e a certeza de que só assim somos verdadeiramente ricos. oscar@quiroga.net
Data estelar: Sol em oposição a Plutão e trígono a Netuno.
Tudo que fizeres em nome de combater tua ansiedade e a substituir pela alegria despreocupada de existir não será apenas um alívio para ti, mas também um serviço que prestarás a todas as pessoas de teu círculo de relacionamentos, às pessoas conhecidas e as desconhecidas também.
Dominando tua ansiedade e a substituindo pela alegria tu melhoras todos os ambientes pelos quais transitares, trazendo um ar bem-humorado que anula o efeito devastador de andar por aí carregando tensões por dilemas que não têm necessariamente fundamento real.
As Luas Vazias são os períodos astrológicos mais propícios para treinar a ciência da despreocupação, porque te outorgam uma licença poética para te desapegar da necessidade de seres uma pessoa produtiva e te lançar à aventura de viver como se não houvesse amanhã. Por que não? oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua Vazia das 3h10 até 22h47
Não se pode ter tudo que se deseja nem tampouco é desejável tudo que podemos ter, porque apesar de possuirmos inúmeras capacidades, como a percepção, o desejo e a virtude motora de agir, isso não significa que deveríamos perceber o Universo inteiro nem desejar tudo e todos nem muito menos estarmos em ação o tempo inteiro.
O ser interior invisível que chamamos de alma não é o somatório das capacidades e poderes, é a entidade subjetiva que provoca essas capacidades sobre a intenção de se expressar.
Usa tu o discernimento para selecionar as experiências em que investirás teu tempo. Amplia tua percepção sobre a vida, corre atrás de desejos que tragam resultados benéficos e organiza com sabedoria o tempo em que te envolverás de forma prática com as experiências. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua Cheia de Aquário se agrega à conjunção de Sol e Júpiter.
O espírito de equipe e a necessária solidariedade que o sustenta nunca serão resultado de imposições de regras nem muito menos produto do medo, porque as pessoas só são solidárias e altruístas quando se sentem motivadas interiormente nesse sentido.
Ninguém pode obrigar outrem a ser solidário, o ser humano só desenvolve as virtudes do altruísmo quando assim o decide no seu coração, é por isso que nada nunca poderá ser consertado nem tampouco progresso social algum será promovido como resultado das políticas.
Para que uma sociedade seja bem-sucedida cultural e economicamente as pessoas precisam se motivar a se envolverem solidariamente umas com as outras, confiando minimamente em que, pelo menos, os vizinhos cuidarão melhor uns dos outros do que os órgãos públicos cuidam deles. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua Cheia de Aquário começa a minguar.
No fundo, escarafunchando bem a alma, somos todos crianças assustadas com a complexidade existencial, tentando parecer que estamos no domínio quando na verdade somos muito mais frágeis do que gostaríamos.
Se em vez de fingirmos um domínio que não possuímos fôssemos sinceros mutuamente, confiando em que por sermos todos vulneráveis não exploraríamos as fragilidades uns dos outros para levar vantagem, investiríamos assim na saúde mental e física com que nenhum outro tipo de exercício ou dieta poderia brindar.
Nossa ignorância espiritual nos leva a vivermos isolados uns dos outros quando o acesso ao bem-estar e prosperidade material e abstrata depende de construirmos laços de cooperação, confiança e solidariedade entre todos nós, do jeito que o Universo funciona. oscar@quiroga.net
As boas notícias são recebidas com desconfiança enquanto as péssimas viralizam, porque a imensa maioria das pessoas confia mais em que o mundo é uma porcaria cheio de gente vil do que acreditar que haja bondade e generosidade entre os humanos.
O medo nos divide e isola e, infelizmente, há grupos que o exploram, incentivando a produção de narrativas convincentes para que as pessoas continuem confiando mais na vileza do caráter humano, e busquem se fortalecer individualmente para fazer frente a esse estado de coisas.
Boa saúde, serenidade no coração, confiança mútua, essas condições e muitas outras que promovem alegria e despreocupação são desfrutadas por quem, a despeito de todos os estímulos negativos que promovem ódio e separatividade, continua investindo no enriquecimento espiritual. oscar@quiroga.net
Ainda bem que é domingo e que, por isso, não haveria nada objetivo para fazer e a alma poderia se regozijar passando o dia sem a pressão de nenhum compromisso, porém, como nós somos convencidos de que temos de fazer o tempo render com assuntos objetivos, mesmo sendo domingo podemos acabar produzindo as trapalhadas que resultam de querer fazer algo concreto dar certo durante a Lua Vazia.
Se você vai fazer esporte, em vez de procurar resultados concretos se envolva no esporte porque isso seja divertido, ou se você vai andar, correr ou transitar por aí de bicicleta, que os exercícios sejam feitos sem compromisso algum com os resultados, mas pelo prazer de se envolver em atividades que eventualmente tragam beleza, harmonia e, talvez, encontros pautados pelas coincidências mágicas da vida. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua Vazia das 9h32 até 17h38
Quando te encontrares naquele peculiar estado de ânimo em que te parece não progredir o suficiente, e que os dias passam e nada de magnífico te acontece, procura voltar tua mente ao fato de que tua presença entre o céu e a terra é um verdadeiro milagre que se contrapõe a todos os perigos reais que, num instante, poderiam desintegrar tua presença.
Toda essa beleza composta pelos reinos da natureza, visíveis e invisíveis, que por aqui evoluem, acontece dentro de numa fina camada de atmosfera que nos protege de sermos colapsados pela fornalha incandescente do centro da terra que produz a força da gravidade ou de, se essa falhar, sermos ejetados ao vazio infinito do espaço sideral.
Agradece por esse equilíbrio harmonioso e desfruta da vida sem te obrigar a ser um sucesso nos moldes inventados pela civilização. oscar@quiroga.net
Faz o que estiver dentro do teu alcance, tu não precisas competir para que cada dia seja magnífico e colossal nem tampouco te convencer de que cada sofrência que experimentas deva ser tratada como o sintoma de alguma patologia que te impede funcionar às mil maravilhas.
Somos seres sencientes, e além de percebermos a vida através dos cinco sentidos experimentamos uma contemplação subjetiva, percebemos tudo que é invisível aos olhos físicos através de outros canais.
Essa tonelada de estímulos densos e sutis a que estamos expostos o tempo inteiro não se administra com facilidade, e as dores e mudanças de ânimo que experimentamos não são nada além da confirmação de que continuamos saudáveis, com nossos canais de percepção, objetivos e subjetivos, em bom funcionamento. Não há nada de patológico nisso.oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua que míngua em Áries é Vazia a partir das 15h53
Preservar a alegria apesar de todas as adversidades e temores é o grande desafio, mas que se não for encarado com leveza tende a se tornar o fundamento sobre o qual fantasiamos que deva haver algo errado conosco.
Preservar a alegria não significa que não devamos sofrer, ou que se algum sofrimento insistir em se apresentar à nossa consciência o devamos combater com diagnósticos e químicas, porque apesar de termos, nos dias atuais, essas facilidades que melhoram a vida de nossa humanidade, a grande maioria de sofrências mereceria ser tratada apenas como parte da normalidade de existirmos como humanos na civilização.
Preservar a alegria não significa estar de bom humor o tempo inteiro, mas saber recorrer a ela para que não dramatizarmos exageradamente diante de cada adversidade que nos acontecer. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua quarto minguante em Touro.
Há horas em que, com certeza, temos de ser mais firmes em nossas intervenções e demandas, porém, se sempre nos comportarmos assim criamos as condições para dificultar todo e qualquer tipo de entendimento em negociações, conflitos pessoais e burocracias.
As regras existem como padrão básico que, se adotado pelas pessoas, promovem uma dinâmica apropriada ao bem-estar nos relacionamentos, porém, as regras devem servir às pessoas e não o contrário, porque se as regras se tornam mais importantes do que o bem-estar eventual produzido por essas, as pessoas deixam de acreditar na ordem social.
Deixando de acreditar na ordem social as regras só existem como fachada, maquiando uma realidade na qual todo mundo faz o que quer e o crime, sempre organizado, é o maior beneficiado por esse estado de coisas.oscar@quiroga.net
Data estelar: Vênus ingressa em Libra, Sol e Saturno em trígono.
Enquanto não houver uma fina sincronia entre a vida interior e a exterior, o que é muito raro de acontecer entre os humanos, não se pode exigir coerência de ninguém, porque nossas atitudes e ideias são o reflexo fiel da discrepância básica entre vivermos uma rica vida subjetiva, cheia de imaginação, e uma pobre vida objetiva, na qual não tem cabimento sequer uma ínfima porção de nossa imaginação.
Temos direito a nos contradizer, a sermos incoerentes, mas apesar de que a aceitação seja a atitude mais saudável, ao contrário, ficamos nos cobrando mutuamente uma coerência entre nossas ideias e prática que nunca teremos capacidade de conquistar.
A única e real perspectiva de coerência só resultaria de nossas vidas interior e exterior se tornarem convergentes. oscar@quiroga.net
Todas as pessoas levamos uma vida dupla, porque é inevitável que haja contraste e discrepância entre as experiências subjetivas da alma e as objetivas da personalidade, não havendo nada além da normalidade do funcionamento humano nisso, ou seja, não é patológica essa incoerência.
Ideal é que cada pessoa, em seu foro íntimo, tome a resolução de diminuir ao máximo essa discrepância, mas enquanto o ideal não for a prática pelo menos aceitemos com serenidade levar essa vida dupla que tanto criticamos nos outros, como se fosse um pecado capital.
Só tem duas maneiras de superar essa duplicidade, ou a alma usa a personalidade como instrumento de expressão, nos convertendo em presenças abençoadas, ou a personalidade encerra a alma dentro de seus padrões mesquinhos, nos convertendo em presenças amaldiçoadas. oscar@quiroga.net
O objetivo da presença humana entre o céu e a terra definitivamente não é congregar bilhões de entidades se queixando o tempo inteiro de o quão difíceis são as coisas, procurando remédios para síndromes e supostas patologias que, na prática, são sinais de saúde da parte dessas entidades que somos, diante da complexidade existencial.
O ser humano sofre porque não sabe lidar com sua própria complexidade? Ou sofremos porque somos entidades simples num Universo complexo? Essas perguntas não admitem respostas simplistas, são de cunho filosófico e requerem contemplação e um trabalho constante de reflexão.
Buscar alegria, proteger e sermos protegidos tanto quanto, também, perceber a grandeza da Vida na qual nos movimentamos e experimentamos ser, tudo isso é garantido para quem se atrever a praticar. oscar@quiroga.net
Data estelar: Mercúrio ingressa em Leão.
Já te disse e o repito, no fundo somos todos crianças assustadas com a complexidade da vida, e o mais saudável que podemos fazer diante dessa indiscutível realidade é amadurecer, evitando esconder de nós mesmos essa fundamental vulnerabilidade, tomando cuidado para não a tornar protagonista de nossas queixas e lamentos.
A complexidade existencial estimula nossa inteligência, por isso, se te encontras diante de um cenário difícil de administrar e isso te assusta, decide passar rapidamente pelo susto e começar a utilizar tua inteligência, que não depende de coeficientes elevados medidos por testes psicológicos, pois, pelo fato de teres nascido no reino humano tu possuis as capacidades de perceber, desejar e atuar, isso é inteligência. Aproveita as complicações para treinar a inteligência. oscar@quiroga.net
Data estelar: Vênus em trígono com Plutão e oposição a Netuno.
Nesta nossa época em que todo e qualquer conhecimento e seus devidos representantes são rapidamente banalizados pela mimetização e o “copia e cola” das redes sociais, além da simulação do raciocínio e empatia humanas feita pela inteligência artificial, é muito difícil encontrar onde está o sagrado, aquela ideia representativa do que levita acima das condições descritas, e com isso nos resta um altar vazio no coração, pois, nada nem ninguém o merece preencher.
Religião, ciência, ordem social, não há nada livre de corrupção e decadência e, no entanto, nós, os humanos, continuamos precisando de ideais, de causas para defender, de bandeiras para levantar, porque sem o estímulo motivador de algo superior para buscar, deixamos de confiar em que melhorar e nos aperfeiçoar seja algo necessário. oscar@quiroga.net
A única condição que eclipsa o bem-viver de nossa humanidade é o medo, mas não por ele mesmo, senão porque nossa humanidade o reverencia, porque a maior parte das decisões que tomamos ou deixamos de tomar são pautadas, de alguma maneira, em cima do medo, assim como também enormes somas de dinheiro estimulam a economia baseada no medo, como é o caso dos seguros.
Há perigos dos quais é sensato se precaver, mas não há nada de sensato em viver em função do medo, que há muito tempo deixou de ser um alarme diante dos perigos e se transformou num perigo em si mesmo, já que ensombrece os momentos gostosos da vida.
A boa notícia é que o apego ao medo pode ser reprogramado mentalmente, o que não significa deixar de sentir medo, mas passar por ele rapidamente e o tratar tão mal quanto ele nos trata, só por vingança mesmo. oscar@quiroga.net
Data estelar: A Lua Nova eclipsa o Sol em Leão.
Usa tua inteligência para administrar as complicações que te atordoam, e se algo ou alguém te convenceu de que tua inteligência seja inferior, essa é apenas uma narrativa, não há nada parecido com inteligência superior ou inferior, há apenas a boa ou má vontade de a utilizar.
Inteligência é perceber, desejar, agir e integrar tudo isso em tua presença, e qualquer pessoa pode fazer isso, desde que tenha a boa vontade de participar ativamente dos eventos existenciais em vez de se esconder da vida porque o medo a intimida.
Ninguém está livre do medo, não se trata de abandonar esse sentimento, mas de termos confiança no ardor que sentimos no coração e que nos motiva a nos lançarmos à aventura existencial em busca de experiências que satisfaçam nossa percepção, desejo e capacidade de agir. oscar@quiroga.net
Data estelar: Mercúrio e Vênus em sextil.
A alegria será tua salvadora no dia de hoje, é auspicioso que busques as experiências que a estimulem, porém, ainda mais auspicioso seria que tu te convertas na presença que estimula a alegria em todas as pessoas com que te relacionas, e não porque faças piadas que eventualmente possam ser ofensivas, mas porque tua leveza e despreocupação evocam respostas simpáticas das pessoas com que cruzares hoje.
O céu te concede uma licença poética para que te comportes hoje como se estivesses de férias, sem compromissos e sem o sentimento opressivo das contas que vencem e do pouco dinheiro que tens para elas.
Não esperes que as circunstâncias produzam essa alegria, ela há de ser produto de tua boa disposição e do grau de indiferença serena com que trates os perrengues que te acontecerem. oscar@quiroga.net
Data estelar: Lua cresce Vazia em Virgem.
Fazer algumas “loucuras”, por que não? Por mais certinha que seja tua maneira de ser, de vez em quando é preciso fazer algumas extravagâncias, só para honrar a natureza criativa de nossa humanidade, porque se tudo for igual sempre, a alma começa a se deprimir.
Satisfazer um capricho, ir ao mesmo lugar de sempre por um caminho novo, mudar a maneira de cumprimentar as pessoas, a extravagância não precisa ser exagerada, porque com mínimos movimentos, desde que motivados pela premente necessidade de experimentar leveza e alegria, serão suficientes para satisfazer o anseio de anular o medo.
As “loucuras” podem ser espontâneas ou planejadas, isso não importa, porque o que interessa é o resultado buscado, que é a substituição do tempo dedicado ao medo pela dedicação à alegria. oscar@quiroga.net
Data estelar: Mercúrio e Júpiter em conjunção.
Nada nem ninguém poderia nos oprimir ou manipular se não nos apegássemos tanto aos argumentos que o medo está continuamente elaborando em nossas mentes, pois, assim seríamos livres de verdade, propensos a experimentar a vida com a alegria da despreocupação.
Deixar de sentir medo parece impossível, e talvez o seja, mas está dentro de nosso alcance decidir quanto tempo vamos consagrar a ficar dando voltas em torno desse sentimento e se vamos ter o medo como principal motivação de nossas decisões ou se o substituiremos pela alegria.
O oposto do medo é a alegria, ela é nossa salvação, mas como os humanos livres somos perigosos, porque ninguém nos domina nem manipula, todas as tradições que regem os relacionamentos sociais são pautadas pela estimulação do medo. oscar@quiroga.net
Data estelar: Marte em quincunce com Plutão e quadratura com Netuno.
Publicado originalmente por Estadão. Leia a matéria completa em https://www.estadao.com.br/fora-de-ultimas/horoscopo/.
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