Brasil

    Hormuz ficará fechado até que EUA cumpram acordo, diz Irã

    O estreito de Hormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos cumpram as condições de um acordo provisório firmado com o Irã em junho, afirmou o principal negociador de Teerã, Mohammad Bagher Ghalibaf, em declarações publicadas pela mídia estatal nesta terça-feira (18). Leia mais (08/18/2026 - 09h30)

    Folha de S.Paulo
    18 de agosto de 2026 às 12:30
    Hormuz ficará fechado até que EUA cumpram acordo, diz Irã
    Navio cargueiro ancorado no mar sob céu nublado. Quatro pessoas estão na água, de costas para a câmera, olhando para o navio. — Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    O estreito de Hormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos cumpram as condições de um acordo provisório firmado com o Irã em junho, afirmou o principal negociador de Teerã, Mohammad Bagher Ghalibaf, em declarações publicadas pela mídia estatal nesta terça-feira (18).

    Uma embarcação no estreito de Hormuz, perto da praia de Bandar Abbas, no Irã - Amirhosein Khorgooi - 30.jun.26/Isna via Reuters · Amirhosein Khorgooi - 30.jun.26/Isna via Reuters
    Uma embarcação no estreito de Hormuz, perto da praia de Bandar Abbas, no Irã - Amirhosein Khorgooi - 30.jun.26/Isna via Reuters · Amirhosein Khorgooi - 30.jun.26/Isna via Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Essas exigências incluem que os EUA encerrem o bloqueio aos portos iranianos, suspendam as sanções ao petróleo , liberem os ativos iranianos congelados e interrompam as ameaças e operações militares, disse Ghalibaf ao Parlamento.

    O memorando, assinado em 17 de junho, fracassou rapidamente devido a uma disputa sobre o controle de Hormuz, passagem estratégica por onde circulava, antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente.

    O presidente Donald Trump declarou o acordo encerrado em 7 de julho. Uma semana depois, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o pacto estava suspenso. Os países voltaram a trocar ataques, e a guerra escalou no Oriente Médio .

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Pelo acordo, os dois países se comprometeram a negociar, em até 60 dias, um entendimento definitivo sobre temas mais amplos, incluindo o futuro do programa nuclear iraniano. O prazo poderia ser prorrogado por consentimento mútuo.

    Um funcionário iraniano de alto escalão disse à Reuters na segunda-feira (17) que o Irã agora adotaria uma postura "totalmente ofensiva" devido à paralisação dos esforços diplomáticos para garantir um fim permanente ao conflito.

    Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ainda na segunda-feira, Trump disse que irá atacar Omã caso o sultanato árabe busque dividir o controle de Hormuz com o Irã. "Se Omã se meter no caminho, vamos bombardeá-los para c...", afirmou.

    A fala presidencial foi relatada por Trey Yingst, jornalista da Fox News baseado em Tel Aviv, que é um interlocutor frequente do republicano. É a primeira vez que o americano ameaça diretamente um país árabe desde que iniciou sua guerra, ao lado de Israel , em 28 de fevereiro. Até então, Omã era o país que conduzia a mediação entre americanos e iranianos relacionada ao programa nuclear dos aiatolás.

    Quando a guerra começou, o sultanato acabou sendo alvo de ataques retaliatórios dos iranianos, o que gerou surpresa e repúdio no governo local, visto como um interlocutor neutro de ambos os rivais.

    Com Hormuz praticamente fechado, os iranianos retomaram negociações diretas com Omã, que controla a margem sul do estreito e metade de suas águas. Na semana passada, Teerã disse que esse diálogo era independente de qualquer acordo com os americanos, o que levou à fúria de Trump.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    Semanalmente, os principais fatos do globo, explicados de forma leve e interessante

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/08/hormuz-ficara-fechado-ate-que-eua-cumpram-acordo-diz-ira.shtml.

    Imagem 1
    1 / 3

    Uma embarcação no estreito de Hormuz, perto da praia de Bandar Abbas, no Irã - Amirhosein Khorgooi - 30.jun.26/Isna via Reuters · Amirhosein Khorgooi - 30.jun.26/Isna via Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)