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    "Hora de ser encarado", diz presidente da OAB-SP sobre mandato no STF

    A entidade apresenta uma sugestão de reforma para o Judiciário. Entre as propostas, está o mandato de 12 anos para ministros do Supremo

    Metrópoles
    18 de agosto de 2026 às 16:37
    "Hora de ser encarado", diz presidente da OAB-SP sobre mandato no STF
    Foto: Metrópoles

    A Ordem dos Advogados do Brasil – São Paulo ( OAB-SP ) apresentou ao Supremo Tribunal Federal ( STF ), nessa segunda-feira (17/8), uma sugestão de reforma para o Judiciário. Entre as propostas, está uma proposta de emenda à Constituição (PEC) da Indicação e do Mandato, que estabelece mandato de 12 anos para ministros da Corte com renovação periódica .

    Ao Metrópoles , o presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, disse que trata-se de um modelo que já existe em todos os países de tradição jurídica semelhante ao Brasil, como Alemanha, Espanha, Itália e Portugal. “O mandato me parece algo, hoje em dia, consensual, e a gente está colocando no papel uma ideia que não é nova, e está na hora de ser encarado aqui no Brasil”, avalia. “O mandato é importante porque coloca perspectiva de trabalho para quem está lá, e coloca uma possibilidade de renovação automática, que não depende de aposentadoria, exoneração ou morte das pessoas, e evita a cristalização de tendências. Todo o tribunal tem tendências, e quando muitas pessoas ficam muito tempo lá, podem ter tendências — podem ser boas, podem ser ruins —, então a gente obriga o tribunal a estar sempre atento à própria renovação”, detalhou Sica.

    A entidade também propõe aumento de 35 para 50 anos a idade mínima para o cargo de ministro do STF . Institui ainda audiência pública prévia à sabatina, com participação da OAB, das faculdades de direito e da sociedade civil.

    Breno Esaki/Metrópoles
    Breno Esaki/Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo a OAB-SP, o conjunto de ideias tem objetivo de ampliar a eficiência, a transparência e a acessibilidade do sistema de Justiça brasileiro. O documento, que também será encaminhado nesta semana ao Congresso Nacional e ao Conselho Federal da OAB (CF-OAB), foi desenvolvido durante de 12 meses de trabalho da Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário, instituída em junho de 2025.

    O relatório final reúne cinco propostas de emenda à Constituição (PECs), projetos de lei, proposta de resolução e apoio institucional a proposições já em tramitação no Congresso Nacional. As indicações estão organizadas em cinco eixos: integridade, morosidade, estabilidade da jurisprudência, acesso à Justiça e papel do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O projeto estabelece, por exemplo, critérios mais restritos para decisões monocráticas. Entre as PECs, está a proposta de estabelecer mínimo de 50% de mulheres e 20% de pessoas negras em tribunais de Justiça .

    Ministros do Supremo Tribunal Federal STF realizam a 16ª sessão ordinária de julgamentos - Metropoles
    Ministros do Supremo Tribunal Federal STF realizam a 16ª sessão ordinária de julgamentos - Metropoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Já a PEC da Competência Criminal transfere aos Tribunais Regionais Federais o julgamento originário de processos criminais contra parlamentares e governadores . Para o CNJ, a Comissão propõe ainda dissociar as presidências do STF e do Conselho e limitar o poder normativo do órgão.

    A Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário reúne os presidentes honorários da OAB-SP, Patricia Vanzolini, e do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto; os ex-ministros do STF Ellen Gracie Northfleet e Antonio Cezar Peluso; os ex-ministros da Justiça José Eduardo Cardozo e Miguel Reale Júnior; a cientista política Maria Tereza Sadek; e os professores Oscar Vilhena Vieira e Alessandra Benedito, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/presidente-oab-sp-mandato-stf.

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