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    Hopi Hari: empresa diz que vai custear tratamento de jovem após denúncia

    Família de jovem que perdeu movimentos em brinquedo afirmou que Hopi Hari deixou de pagar despesas. Parque diz que pagamento será retroativo

    Metrópoles
    22 de setembro de 2026 às 13:32
    Hopi Hari: empresa diz que vai custear tratamento de jovem após denúncia
    Foto: Metrópoles

    O Hopi Hari, parque de diversões localizado em Vinhedo, no interior de São Paulo , informou que irá custear as despesas da jovem Júlia Bossoni, de 28 anos, que perdeu os movimentos corporais após andar na montanha-russa Montezum , o maior brinquedo deste tipo feito em madeira da América Latina.

    O acidente envolvendo a jovem é investigado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a decisão do parque acontece após a família de Júlia afirmar que o Hopi Hari deixou de custear suas despesas hospitalares assim que ela recebeu alta e retornar para casa, em Londrina, no Paraná.

    Em entrevista ao Metrópoles , a advogada da família disse que a empresa pagou somente pela alimentação e hospedagem enquanto todos estavam em Vinhedo. Após o retorno de Júlia para sua cidade natal, o pagamento foi cortado e os familiares precisaram arcar com os valores do tratamento, que superaram a casa dos R$ 70 mil.

    Instagram/Reprodução
    Instagram/Reprodução — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A advogada afirmou, ainda, que mesmo internada em Vinhedo, Júlia Bossoni não teve amparo do parque, já que estava utilizando seu plano de saúde. Após as denúncias da família e a repercussão do caso, o Hopi Hari veio a público e declarou que vai custear todas as despesas em cuidados essenciais.

    “Após conversas com os familiares, o parque identificou uma lacuna, entre a saída do hospital em Vinhedo e o início da fase de recuperação em sua cidade natal. Em função disso, a direção do Hopi Hari irá custear as despesas de Júlia em seus cuidados essenciais. O pagamento será retroativo à data de alta do hospital em Vinhedo”, diz a empresa.

    Júlia Bossoni, de 28 anos, perdeu os movimentos corporais após andar em um dos brinquedos do Hopi Hari, a montanha-russa Montezum. Ela e o marido saíram de Londrina em direção a Vinhedo, interior paulista, para conhecer o parque em abril de 2026.

    imagem do parque Hopi Hari
    imagem do parque Hopi Hari — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O casal havia ganhado um passe VIP para andar no brinquedo sem a necessidade de enfrentar a fila. Enquanto andavam na Montezum, Júlia começou a convulsionar. Ao perceber o estado da companheira, o marido chamou ajuda médica. No ambulatório do parque, os funcionários não conseguiram colocar oxigênio em Júlia, que posteriormente foi levada à Santa Casa de Vinhedo, onde foi constatado um traumatismo cranioencefálico (TCE).

    O hospital concluiu que o quadro foi provocado por um contragolpe na montanha-russa (provocado pelos fortes solavancos do brinquedo), uma vez que não foi encontrada nenhuma má-formação que justificasse o quadro de Júlia.

    De acordo com a advogada responsável pelo caso, Luana Bossoni, o Hopi Hari teria negado a existência de imagens que filmassem a descida do brinquedo, momento que teria causado um traumatismo craniano em Júlia, fazendo-a convulsionar.

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    Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    No entanto, posteriormente, foi encontrada uma câmera terceirizada no parque, que filma o exato trajeto e que não foi mencionada à polícia pelo Hopi Hari, de acordo com a advogada.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/hopi-hari-empresa-diz-que-vai-custear-tratamento-de-jovem-apos-denuncia.

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