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    Homem é condenado por morte de policial da Core no Rio de Janeiro

    João Pedro Marquini foi morto durante falsa blitz em março de 2025; juíza Tula Corrêa de Mello, esposa do policial, também foi vítima de tentativa de latrocínio

    CNN Brasil
    9 de setembro de 2026 às 14:09
    Homem é condenado por morte de policial da Core no Rio de Janeiro
    Foto: CNN Brasil

    Um homem foi condenado a 39 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de latrocínio consumado — roubo seguido de morte — contra o policial civil da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) João Pedro Marquini , e de latrocínio tentado contra a mulher do policial, a juíza Tula Corrêa de Mello .

    O réu, Walace Andrade de Oliveira, foi julgado pela 17ª Vara Criminal da Capital do Rio de Janeiro pelo crime que ocorreu em março de 2025, na Estrada da Grota Funda, em Vargem Grande, na zona Sudoeste do Rio.

    Além de Walace, também foram denunciados Antonio Augusto D’Angelo da Fonseca, Jefferson Rosa dos Reis, conhecido como “Jeffinho do Antares”, Alexandre Costa de Oliveira, o “Preá”, e Alefe Jonathan Ferreira Rodrigues. Eles são apontados como integrantes do grupo que realizou a falsa blitz que antecedeu o crime .

    O policial civil João Pedro Marquini, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), era casado com a juíza Tula Mello • Reprodução/Redes Sociais · • Reprodução/Redes Sociais
    O policial civil João Pedro Marquini, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), era casado com a juíza Tula Mello • Reprodução/Redes Sociais · • Reprodução/Redes Sociais — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Antonio Augusto D’Angelo da Fonseca foi absolvido pois já responde pelo mesmo crime de associação criminosa armada em outro processo, em tramitação na 28ª Vara Criminal da Capital.

    O processo contra Alexandre Costa de Oliveira foi desmembrado e suspenso em razão de ele estar foragido. Já Jefferson Rosa dos Reis e Alefe Jonathan Ferreira Rodrigues tiveram a punibilidade extinta após a constatação de que ambos morreram.

    O juiz Fabio Lopes Cerqueira destacou que as provas reunidas no processo demonstram a participação de Walace na ação criminosa de latrocínio consumado .

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    Segundo o magistrado, “as provas dos autos são robustas e comprovam que Walace, em conjunto com outros elementos, roubou a arma de fogo e o distintivo da vítima João Pedro Marquini Santana, valendo-se de disparos de arma de fogo que conduziram à sua morte”.

    O juiz também ressaltou a gravidade da conduta de Walace no crime de latrocínio tentado contra a juíza Tula Corrêa de Mello.

    O policial civil da Core João Pedro Marquini, de 38 anos, foi morto no dia 30 de março após ser abordado enquanto dirigia. De acordo com o registro da ocorrência, os criminosos fecharam a pista no momento em que o policial retornava da casa de familiares em Campo Grande acompanhado de sua esposa, a juíza Tulla Melo.

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    Segundo os relatos, Marquini não teve tempo de reagir e foi atingido por cinco tiros : no braço, no peito e na perna. Ele morreu no local, sem chance de socorro. Além de assassinar o policial, os criminosos ainda levaram a arma dele.

    Os suspeitos teriam fugido para a comunidade César Maia, em Vargem Pequena, atualmente controlada pelo CV (Comando Vermelho) . A região, antes dominada pela milícia, estaria sob o comando do traficante Rodnei Lima de Freitas, conhecido como RD.

    João Pedro era um policial experiente, com 11 anos de serviço na Polícia Civil. Ele havia realizado treinamento na SWAT, da Polícia de Miami, nos Estados Unidos. O agente deixou três filhos, enteados e sua esposa, a juíza Tulla Melo, que é uma das quatro magistradas responsáveis pelo Tribunal do Júri do Estado.

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    Policial civil marido de juíza é morto no Rio de Janeiro | CNN NOVO DIA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/homem-e-condenado-por-morte-de-policial-da-core-no-rio-de-janeiro/.

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    O policial civil João Pedro Marquini, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), era casado com a juíza Tula Mello • Reprodução/Redes Sociais · • Reprodução/Redes Sociais — Foto: CNN Brasil

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