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    Hipotermia e hipertermia: mudança brusca de temperatura causa graves danos

    Em ambos os quadros, seja pelo aumento ou queda da temperatura corporal, o organismo pode sofrer falência de órgãos e ser levado à morte

    Metrópoles
    20 de setembro de 2026 às 05:00
    Hipotermia e hipertermia: mudança brusca de temperatura causa graves danos
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    O funcionamento adequado do organismo humano depende de vários fatores e, entre eles, está a temperatura corporal. Em patamares normais, a variação deve estar entre 36,5 ºC e 37,2 ºC. Quando ocorre uma queda brusca ou um aumento repentino , pode haver consequências graves ao indivíduo.

    Em casos de hipotermia, inicialmente, o corpo tentará conservar o calor, contraindo os vasos sanguíneos da pele, o que causa tremores . Se a medida não der certo, o cérebro, o coração e a respiração passam a funcionar de forma mais lenta. Como consequência, o indivíduo pode ter confusão mental, sonolência e, em quadros mais graves, perder a consciência.

    “O coração também sofre bastante. Os batimentos ficam mais lentos e, nos casos graves, podem surgir arritmias e até parada cardíaca”, alerta a médica emergencista Nathalia Serrato, do Hospital DF Star, em Brasília. Leia também Ciência Estação seca: temperatura aumentou 3 °C em área preservada da Amazônia Ciência El Niño eleva temperatura dos oceanos e supera recorde de 2024 Mundo Mulher resgatada no Nepal tem hipertermia e passará por cirurgia na perna Brasil Calor nos oceanos dura 100 dias, bate recorde e ameaça o clima Já em quadros de hipertermia, a reação do corpo é aumentar a circulação de sangue e produzir suor para tentar eliminar o calor. Com o coração trabalhando mais rápido, a perda progressiva e contínua de água e sais minerais pode levar a queda de pressão e comprometimento na circulação sanguínea normal.

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    Unsplash — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “[Em casos de calor extremo], o cérebro é especialmente vulnerável, podendo ocorrer confusão, convulsões, perda de consciência e coma. Em quadros graves, também podem ser comprometidos rins, fígado, músculos, coração e o sistema responsável pela coagulação do sangue”, explica o cardiologista Armindo Jreige, do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. Hipotermia ou hipertermia: qual é mais grave? De acordo com especialistas, não existe uma condição mais grave do que a outra. Em ambos os quadros, seja pelo aumento ou pela queda da temperatura corporal, o organismo pode sofrer severas consequências caso não receba o tratamento adequado. Falência de órgãos e morte estão entre os riscos.

    “Nos dois extremos, o problema acontece quando o organismo perde a capacidade de manter sua temperatura dentro de uma faixa segura. A gravidade depende principalmente de quanto a temperatura se afastou do normal, por quanto tempo e das condições de saúde da pessoa”, diz Nathalia. A variedade da evolução dos quadros é que pode diferir, especialmente em casos de hipertermia grave, apontada pelos especialistas como uma das mais preocupantes entre as condições . “A hipertermia grave pode evoluir particularmente rápido, principalmente quando existe exposição intensa ao calor associada a esforço físico ou desidratação”, ressalta Jreige.

    A hipotermia também pode se desenvolver de forma veloz a depender das circunstâncias, porém, na maioria das vezes, tem uma progressão mais lenta. Além disso, em situações normais, a queda de temperatura faz com que o metabolismo fique mais lento também, reduzindo a necessidade de oxigênio ao cérebro e outros órgãos.

    Imagem colorida mostra homem preto com a testa suando - Metrópoles
    Imagem colorida mostra homem preto com a testa suando - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Entre os grupos que necessitam de uma atenção maior em casos de alterações bruscas, estão idosos, crianças pequenas, pessoas com doenças cardíacas ou neurológicas, indivíduos com dificuldade de locomoção e aqueles expostos a temperaturas extremas por longos períodos.

    Sinais como confusão mental, sonolência excessiva, desmaio, convulsões, dificuldade para respirar, dor no peito ou perda de consciência são indicativos de que o indivíduo possa estar sofrendo com mudanças na temperatura do corpo. “Temperaturas corporais extremas podem evoluir rapidamente e precisam ser tratadas como uma emergência médica”, aponta a médica emergencista.

    Ao identificar qualquer um desses sintomas, as principais orientações são:

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/saude/hipotermia-e-hipertermia-mudanca-brusca-de-temperatura-causa-graves-danos.

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