Hezbollah diz que é injusto EUA reclassificarem grupo como aliado do Irã
Declaração acontece um dia após o governo Trump impor novas sanções ao grupo armado

O Hezbollah classificou como “injusta” a decisão do governo Trump de reclassificar o grupo armado como um aliado do Irã e afirmou que a medida não o dissuadiria de “seguir o caminho da resistência”.
Na quinta-feira (20), o governo Trump impôs novas sanções ao Hezbollah — que atua tanto como partido político quanto como grupo armado no Líbano — e o reclassificou como um aliado do Irã.
A reclassificação — que ocorre enquanto o governo dos EUA trabalha para intermediar negociações de paz entre Israel e Líbano — visava demonstrar que o Hezbollah atua em nome da IRGC-QF (Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã), segundo uma autoridade do Departamento de Estado.

O Hezbollah declarou nesta sexta-feira (21) que a decisão era “apenas mais um passo nas políticas contínuas dos EUA de atacar a resistência, sua comunidade, seus apoiadores e seu ambiente social”, acrescentando que o grupo tem “orgulho” de sua relação com o Irã.
“Todas essas sanções e classificações injustas não nos dissuadirão de seguir o caminho da resistência e de defender o direito do Líbano e do povo libanês de protegerem suas terras, sua soberania e seus recursos”, afirmou o escritório de imprensa do Hezbollah em um comunicado.
A NNA (Agência Nacional de Notícias) do Líbano informou que Israel realizou vários ataques aéreos e disparos de artilharia no sul do Líbano na sexta-feira. As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter realizado um ataque no sul do país após a identificação de “vários suspeitos” que representavam uma ameaça.

(Com informações de Jennifer Hansler e Eyad Kourdi, da CNN )
Entenda o que é o Hezbollah e como surgiu o grupo libanês





Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/hezbollah-diz-que-e-injusto-eua-reclassificarem-grupo-como-aliado-do-ira/.

Cortejo fúnebre do então comandante máximo do Hezbollah, Ali al-Debs, morto em um ataque de drone israelense, na vila de Nabatieh, no sul do Líbano, em 16 de fevereiro de 2024 • dpa/picture alliance via Getty I · • dpa/picture alliance via — Foto: CNN Brasil
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