Haddad pede votos para Lula em SP, e Boulos diz que 'derrotismo é para covardes'
A 17 dias do segundo turno das eleições , após Flávio Bolsonaro ( PL ) largar na frente de Lula ( PT ) na disputa pela Presidência, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) afirmou que "está fácil fazer campanha". Leia mais (10/08/2026 - 20h25)

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A 17 dias do segundo turno das eleições , após Flávio Bolsonaro ( PL ) largar na frente de Lula ( PT ) na disputa pela Presidência, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) afirmou que "está fácil fazer campanha".

Derrotado na disputa ao Governo de São Paulo , ele pediu votos para Lula, distribuiu panfletos e tirou fotos com apoiadores na tarde desta quinta-feira (8) na avenida Paulista, em São Paulo , em uma das primeiras mobilizações na capital depois do resultado das urnas.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve 47,03% dos votos , ante 45,16% do petista. Apesar da vantagem do adversário, o ex-ministro minimizou a distância e afirmou ser razoável imaginar que será possível virar os votos necessários até o próximo dia 25, data do segundo turno.
"Está fácil fazer campanha, como sempre, sobretudo com esse oponente que nós temos, um opositor abaixo da crítica, [que] já está loteando o governo. Nem ganhou eleição, já está loteando o governo. Não é assim", disse Haddad.

Como mostrou a Folha , Flávio já começou a tratar de medidas que eventualmente poderia adotar, inclusive mudanças na Constituição , com o fim da reeleição e um pacote de medidas com foco na contenção de despesas da União.
Haddad afirmou que a campanha de Lula deve concentrar esforços nas próximas duas semanas para conquistar votos de eleitores indecisos ou que votaram sem convicção no primeiro turno. Pesquisa Datafolha divulgada após o ato mostra Flávio com 52% das intenções em votos válidos, contra 48% de Lula.
O ex-ministro assumiu a coordenação da campanha de Lula em São Paulo. A jornalistas ele afirmou que o foco no segundo turno será informar o eleitor em detalhe sobre o plano econômico de Flávio. "Ele falou 'eu vou seguir o plano econômico do meu pai'. (...) A gente precisa só relembrar a população do que significa."

Também apostou na comparação de biografias dos candidatos: "Biografia e o plano de governo é mais do que suficiente para que as pessoas possam tomar decisão sobre a mente, o que mais interessa a elas quanto visão de futuro".
Haddad evitou comentar sobre a comunicação da campanha.
Também estiveram presentes no ato o deputado estadual reeleito Eduardo Suplicy (PT) e a deputada federal eleita Luna Zaratini (PT).
Já o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos ( PSOL ), afirmou em ato nesta quinta na praça Roosevelt, no centro da capital paulista, considerar plenamente possível virar o resultado. Ele disse a jornalistas que "derrotismo nesse momento é param covardes".
Para Boulos, a distância equivale na prática a dois pontos percentuais, já que, no segundo turno, o que um candidato ganha o outro perde.
O ministro citou a eleição de 2014. De acordo com ele, Aécio Neves ( PSDB ) liderava a primeira pesquisa do segundo turno e chegou a comemorar a vitória antes do resultado, mas perdeu para Dilma Rousseff (PT).
"Aqueles que estão cantando vitória antes da hora talvez tomem o champanhe amargo que o Aécio Neves tomou em 2014", disse, em referência a episódio em que Aécio teria tomado champagne com Luciano Huck em comemoração.
O ato, convocado nas redes com o mote "vamos virar o jogo", o encontro reuniu políticos do PSOL e do PT e estudantes. Ocorreu horas depois da divulgação de pesquisa Datafolha, com resultado comemorado pelos presentes.
Estiveram no palco, além de Boulos, as deputadas federais Sônia Guajajara e Erika Hilton , ambas do PSOL, o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT), os vereadores Amanda Paschoal (PSOL), Luna Zarattini (PT) e Celso Giannazi (PSOL) e o presidente da UNE, entre outros.
Questionado sobre possíveis erros da campanha no primeiro turno, Boulos afirmou que não era momento para balanço, e sim para ir às ruas virar votos. Disse ainda que a disputa não deve ser tratada como embate entre esquerda e direita e que as pessoas não precisam gostar de Lula nem ser de esquerda para votar nele.
Erika Hilton concentrou o discurso em críticas a Flávio e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Chamou a família de "familícia", afirmou que o senador não tem condições de governar o país e disse que Jair Bolsonaro, condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado, vai apodrecer na cadeia. À Folha ela disse que vai participar ativamente da comunicação da campanha de Lula no segundo turno.
Guajajara afirmou ter acionado o TSE nesta quinta para que os TREs garantam o transporte de indígenas das aldeias até os locais de votação. Segundo ela, uma assembleia nacional com mais de 1.500 indígenas, realizada na quarta (7), constatou que muitas aldeias não votaram no primeiro turno.
O ministro também comentou o bate-boca com o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL) no aeroporto de Brasília. Segundo Boulos, Pavanato o abordou com xingamentos enquanto filmava, não o contrário, como o adversário afirma em vídeo. "Foi o que eu disse a ele ali, é um moleque leite com pera", afirmou.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/haddad-pede-votos-para-lula-em-sp-e-diz-que-esta-facil-fazer-campanha-contra-flavio-bolsonaro.shtml.

Ex-ministro Fernando Haddad (PT) discursa na avenida Paulista, em São Paulo, a 17 dias do segundo turno das eleições - Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress · Arthur Guimarães de Oliveira/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo
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