Política

    Haddad foca em críticas a Tarcísio em 1º horário eleitoral

    Candidato usou Lula e aliados em propaganda e criticou privatizações, segurança, economia e educação na gestão estadual

    Poder360
    28 de agosto de 2026 às 18:46
    Haddad foca em críticas a Tarcísio em 1º horário eleitoral
    Foto: Poder360

    Candidato usou Lula e aliados em propaganda e criticou privatizações, segurança, economia e educação na gestão estadual

    O candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), estreou no horário eleitoral gratuito nesta 6ª feira (28.ago.2026) com críticas à gestão do candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) e exaltando feitos de quando foi prefeito de São Paulo e ministro da Educação e da Fazenda. No programa eleitoral, aparece ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), das candidatas ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), e do candidato a vice-governador Márcio França (PSB).

    Haddad tem cerca de 30% do tempo de propaganda destinado aos candidatos ao governo de São Paulo, enquanto o governador Tarcísio tem aproximadamente 70%. Em um bloco de 9 minutos, foram 2 minutos e 39 segundos para o petista e 6 minutos e 20 segundos para Tarcísio.

    Haddad pede ao eleitor que “tire a venda dos preconceitos partidários” e examine os fatos apresentados na propaganda
    Haddad pede ao eleitor que “tire a venda dos preconceitos partidários” e examine os fatos apresentados na propaganda — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    “O governo (Tarcísio), desorganizado, tem perdido pro crime organizado. O feminicídio bateu recordes. O governo não prioriza as mulheres. São Paulo também perdeu posição na educação”, afirma Haddad na propaganda eleitoral.

    O início da propaganda mostra uma filha pedindo à mãe que “tire a venda” e veja as notícias na televisão. Os telejornalistas escolhidos citam o aumento dos casos de feminicídio no Estado de São Paulo e a expansão da Cracolândia pelo centro da capital paulista.

    Os temas das críticas foram privatizações, cortes de recursos em áreas consideradas fundamentais, crescimento econômico abaixo da média nacional, avanço do crime organizado, feminicídios e perda de posições de São Paulo na educação.

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    “Infelizmente, o atual governador tem apequenado São Paulo. O governo estadual deu marcha ré quando cortou o dinheiro áreas fundamentais e fez privatizações sem pensar direito nas pessoas. Com o Tarcísio, São Paulo cresceu menos que o Brasil” , afirmou a propaganda eleitoral.

    O narrador da propaganda exalta a trajetória de Haddad. Cita medidas e resultados atribuídos à sua gestão na Fazenda, como a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 , a inflação e o e desemprego em níveis baixos e a implementação de programas como o Desenrola e o Pé-de-Meia.

    Alckmin aparece na propaganda, mas não fala. Lula, Marina, Tebet e França têm trechos de discursos feitos no lançamento de Haddad como candidato , realizado em Campinas, em 25 de julho. A campanha selecionou uma fala de cada 1 dos 4:

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    Na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto, Tarcísio aparece com 40% das intenções de voto para o 1º turno, enquanto Haddad tem 27%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

    A propaganda eleitoral gratuita para governador é exibida às 2ª, 4ª e 6ª feiras. O horário eleitoral do 1º turno começou nesta 6ª feira (28.ago) e será veiculado até 1º de outubro.

    Em 2026, o horário eleitoral no rádio e na TV aberta para o 1º turno começou em 28 de agosto e será exibido até 1º de outubro.

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    Apesar do nome, a propaganda eleitoral “gratuita” tem custo para os cofres públicos. Em 2026, a estimativa é de quase R$ 1 bilhão em renúncia fiscal para compensar as emissoras pelo espaço cedido aos partidos e candidatos. O cálculo, estabelecido pelo decreto 7.791 de 2012 , considera quanto as emissoras deixariam de faturar com publicidade comercial nos horários destinados à propaganda política. Esse valor é descontado dos impostos que as empresas teriam de pagar.

    A despesa é, portanto, bancada indiretamente pelos pagadores de impostos e consta do DGT (Demonstrativo dos Gastos Tributários) da Receita Federal .

    Os comerciais eleitorais dos candidatos a presidente são exibidos às terças, quintas e aos sábados. Já as propagandas dos candidatos a governador, senador e deputado são veiculadas às segundas, quartas e sextas-feiras.

    A reprodução é distribuída em 4 blocos diários de 12 minutos e 30 segundos cada. Eis os horários de exibição:

    Veja o tempo de cada candidato a presidente:

    Ficaram sem tempo de TV e rádio: Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Edmilson Costa (PCB), Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC), Wilson Grassi (Partido Democrata) e Pablo Marçal (PTRB).

    Além disso, as emissoras devem reservar 70 minutos diários da programação para comerciais de 30 e 60 segundos, distribuídos entre 5h e 0h.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá mais de 400 inserções de propaganda eleitoral em 2026 . O petista dispõe de mais tempo de propaganda em emissoras de rádio e TV abertas pela 2ª vez em disputas presidenciais. No total, serão distribuídas 980 inserções de 30 segundos entre as candidaturas à Presidência, da seguinte forma:

    Vídeo: Poder360 · Fonte: Poder360

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/haddad-foca-em-criticas-a-tarcisio-em-1o-horario-eleitoral/.

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