Economia

    Häagen-Dazs se despede do Brasil em meio à expansão do setor de sorvetes no país

    Foto: Divulgação " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2019/06/haagen-dazs.jpg?fit=900%2C600&quality=70&strip=all" />Decisão dá sequência à mudança iniciada com a venda das marcas da General Mills, em março, para a 3corações The post Häagen-Dazs se despede do Brasil em meio à expansão do setor de sorvetes no país appeared first on InfoMoney .

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    25 de agosto de 2026 às 16:45
    Häagen-Dazs se despede do Brasil em meio à expansão do setor de sorvetes no país
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    A despedida a Häagen-Dazs do Brasil ocorre em um momento em que o mercado de sorvetes premium no país cresce de forma robusta, em ritmo acima do registrado globalmente. O país soma mais de 11 mil empresas no setor de sorvetes e gelatos. Juntas, elas superam R$ 14 bilhões em faturamento por ano, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis).

    É um mercado que avança acima da média nacional, segundo Fernando Cardoso, sócio-diretor da consultoria especializada Gouvêa Foodservice:

    — As vendas no mercado de sorvetes sobem 4% ao ano no mundo, enquanto as de sorvetes premium avançam de 8% a 10%, segundo a Nielsen. E o Brasil está crescendo acima dessa média — diz o consultor.

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    A americana General Mills, dona da marca Häagen-Dazs afirmou que a decisão de encerrar as operações no Brasil está ligada à reformulação de seu portfólio no país. Esse movimento teve início em março, quando foi anunciada a venda das marcas Yoki e Kitano para a 3corações por R$ 800 milhões.

    “A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026”, disse a General Mills em nota, sem fornecer outros detalhes ou justificativas.

    País respondeu por 40% do investimento estrangeiro destinado à América Latina e ao Caribe em 2025, impulsionado por tecnologia, IA, energia e fusões e aquisições

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    Cerca de 60% dos investimentos da construtora são destinados a formação de tecnologias, equipes, processos e parcerias com empresas especializadas

    Quando a transação com a 3corações foi anunciada, a General Mills sublinhou que o objetivo estava em gerar crescimento rentável de longo prazo, em linha com a estratégia de aceleração do negócio. A transação, informou a companhia, em março, além de colaborar para aumentar a margem de lucro operacional, reforça o foco das operações internacionais em suas “plataformas globais prioritárias, incluindo sorvetes superpremium, comida mexicana, barras de snacks e alimentos para animais de estimação.”

    A Häagen-Dazs chegou ao Brasil no fim dos anos 1990. E, na sequência, chegou a abrir uma rede de lojas concentrada principalmente em São Paulo e Rio, que foi fechada menos de dez anos atrás.

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    Há dois elementos por trás da decisão da General Mills, avalia Fernando Cardoso, da Gouvêa Foodservice. Um deles tem a ver com uma mudança no posicionamento de gigantes globais que atuam no setor, a exemplo da Unilever, que fez uma separação de sua unidade de sorvetes, criando a Magnum Ice Cream Company, e da Nestlé, que passou a operação para a Froneri, da qual é sócia.

    — O sorvete tem uma cadeia de valor muito distinta dos demais negócios. É refrigerada, congelada e tem um freezer a ser administrado na ponta, demanda uma logística muito particular — destaca. — Separar o negócio, traz eficiência operacional e inovação para se adequar a novas tendências de consumo.

    Com a inovação no segmento, com sorvetes agregando outros valores buscados pelos consumidores, com receitas com adição de proteína, colágeno ou redução de açúcar, a perspectiva é de um crescimento ainda mais acelerado no setor ao longo dos próximos dois anos.

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    A Häagen-Dazs, continua Cardoso, é uma marca forte e respeitada no mercado brasileiro, mas que, neste momento, enfrenta desafios. Por atuar no país com produtos importados, está sujeita aos efeitos do cenário geopolítico global em meio a tarifas comerciais, custo cambial e desafios em logística.

    — Isso mina a competitividade de um negócio que, adiante, teria capacidade de voltar ao país, mas em outros termos. A concorrência é grande, veja o crescimento de players como a Bacio di Latte, por exemplo — diz ele.

    A operação brasileira da General Mills contribuiu com aproximadamente US$ 350 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão) para as vendas líquidas globais da companhia em 2025, que somaram US$ 19,4 bilhões.

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    Criada nos EUA em 1960 pelo polonês Reuben Mattus, a Häagen-Dazs nasceu com a proposta de oferecer um sorvete sofisticado. A marca chegou ao Brasil em 1997e teve uma rede de lojas concentrada principalmente em São Paulo e no Rio. As sorveterias físicas funcionaram até 2018, quando a marca passou a concentrar as vendas em canais de varejo, como supermercados, quiosques e lojas de postos de gasolina. Atualmente, os produtos Häagen-Dazs são vendidos em mais de 90 países, com lojas físicas em pelo menos 40 deles.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/business/haagen-dazs-se-despede-do-brasil-em-meio-a-expansao-do-setor-de-sorvetes-no-pais/.

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