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    Há demanda por 3ª via, mas falta nome, diz autor de livro sobre polarização

    Pesquisador afirma que o eleitor vive uma "ressaca emocional" e que, por mais que deseje sair da polarização, não consegue enxergar outras opções

    CNN Brasil
    8 de setembro de 2026 às 19:47
    Há demanda por 3ª via, mas falta nome, diz autor de livro sobre polarização
    Foto: CNN Brasil

    Assim como em 2022, a polarização é um dos tópicos mais frequentes nas eleições de 2026 . Candidatos à Presidência como Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) trazem o cenário à tona em forma de críticas e tentam se apresentar como uma “terceira via” , fora dos dois grandes polos que disparam nas pesquisas, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) .

    Na avaliação de Eduardo Sincofsky , autor do livro “A Polarização no Divã” , hoje, o eleitor vive uma “ressaca emocional” e se vê em uma posição de cansaço com o cenário polarizado, mas ainda não enxerga uma saída.

    “Não sou otimista, me parece que ainda estamos no início do fim da polarização mais tóxica e radicalizada”, disse. “Mas aquele discurso mais radical, mais esdrúxulo, que se dava em 2022 não cola mais, isso me é um avanço como sociedade.”

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) • Reprodução/CNN · • Reprodução/CNN
    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) • Reprodução/CNN · • Reprodução/CNN — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O psicólogo e jornalista realizou mais de 300 pesquisas quantitativas e qualitativas ao longo de 2025 para embasar sua obra, que busca compreender as emoções e comportamentos dos eleitores por trás dessa polarização.

    “Entre o cansaço e a ressaca que as pessoas vivem, mexer e mudar de posição leva um tempo”, destacou.

    Na visão do argentino, candidatos como Caiado, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) falam em acabar com a polarização , mas não apresentam propostas que, de fato, contemplem esse público que não se identifica com um dos polos.

    Análise: Subida de Cury desafia tese de que o Brasil é polarizado
    Análise: Subida de Cury desafia tese de que o Brasil é polarizado — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Caiado e Zema, segundo ele, desagradam essa parcela indecisa quando dizem que pretendem, caso eleitos, anistiar os condenados pelos atos do 8 de janeiro de 2023 , em Brasília. Já Renan, de acordo com o psicólogo, desagrada quando fala em “banho de sangue” no combate ao crime organizado .

    “Isso não acaba com a polarização, porque está entrando em um dos eixos”, opinou. “É um caso real que temos mercado e não temos candidatos que ocupem esse espaço.”

    Para o autor, Augusto Cury seria um candidato que poderia ocupar essa posição, por isso seu crescimento nas últimas pesquisas de intenção de voto . No entanto, para ele, ainda há um grande “ponto de interrogação” em torno do nome do candidato do Avante .

    "Foi completamente espontâneo", diz Cury sobre crescimento nas pesquisas
    "Foi completamente espontâneo", diz Cury sobre crescimento nas pesquisas — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    “Nas pesquisas, a imagem dele ainda reflete confusão e dúvida, porque as pessoas não sabem quais são as propostas dele. As pessoas reconhecem que ele é um cara conhecido, intelectual, calmo, que fala pausadamente, mas ainda não sabem das propostas, não conhecem o Cury candidato. Aí há um nível de falha”, explicou.

    Na obra, o autor explora as emoções que permeiam o cenário de polarização, indecisão e o sentimento de “falta de candidato” por parte do eleitor.

    O escritor coloca a polarização em uma posição de “utopia”, porque, segundo ele, o contexto deixa o eleitor “em uma posição mais fácil, de apenas escolher um dos lados, sem precisar elaborar para tomar uma decisão mais estruturada”.

    Análise: Campanhas tratam alta de Cury como voo de galinha, mas veem riscos
    Análise: Campanhas tratam alta de Cury como voo de galinha, mas veem riscos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A consequência desse cenário polarizado, segundo ele, é que os eleitores estão deixando de conversar sobre política e começando a manter as opiniões privadas. “As pessoas estão vestindo um personagem e, muitas vezes, comprando brigas que não são suas”, afirmou.

    O pesquisador explica que o fenômeno, no entanto, não é exclusivo do Brasil. “Isso acontece também em outros países, vejo na Argentina, pela minha família, mas também na Colômbia e Venezuela.”

    Mesmo tendo feito um grande número de pesquisas para o livro, Eduardo disse que continua realizando levantamentos após o fechamento da obra. O autor pensa em, no futuro, usar os dados para um segundo exemplar, que traga os comparativos dos sentimentos das pessoas em relação à polarização e analisar como essas emoções mudaram ao longo dos meses, especialmente antes e depois do pleito.

    Análise: Subida de Cury desafia tese de que o Brasil é polarizado
    Análise: Subida de Cury desafia tese de que o Brasil é polarizado — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Eleições 2026: Lula tem 36%; Flávio, 29%; e Cury, 8 % no 1º turno, diz Quaest | HORA H

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    Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
    Análise: Campanhas tratam alta de Cury como voo de galinha, mas veem riscos
    Análise: Campanhas tratam alta de Cury como voo de galinha, mas veem riscos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Eleições 2026: Lula tem 36%; Flávio, 29%; e Cury, 8 % no 1º turno, diz Quaest | HORA H — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/ha-demanda-por-3a-via-mas-falta-nome-diz-autor-de-livro-sobre-polarizacao/.

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    Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) • Reprodução/CNN · • Reprodução/CNN — Foto: CNN Brasil

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