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    GWM converte caminhões para hidrogênio e abre novo mercado no Brasil

    No segmento de caminhões pesados, nem sempre trocar o usado por um modelo zero quilômetro é a melhor opção diante do custo operacional. Apesar de vantagens como a baixa manutenção, há no mercado alternativas como o retrofit. Leia mais (08/17/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    18 de agosto de 2026 às 02:00
    GWM converte caminhões para hidrogênio e abre novo mercado no Brasil
    Caminhão azul estacionado em terreno gramado com céu claro ao fundo. Árvore à esquerda e palmeira à direita enquadram a cena. — Foto: Folha de S.Paulo

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    No segmento de caminhões pesados, nem sempre trocar o usado por um modelo zero quilômetro é a melhor opção diante do custo operacional. Apesar de vantagens como a baixa manutenção, há no mercado alternativas como o retrofit.

    Conjunto mecânico voltado ao aproveitamento do hidrogênio é instalado atrás da cabine do caminhão chinês da FTXT, que faz parte do grupo GWM - Divulgação · Divulgação
    Conjunto mecânico voltado ao aproveitamento do hidrogênio é instalado atrás da cabine do caminhão chinês da FTXT, que faz parte do grupo GWM - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O conceito pode ser definido como uma conversão veicular, na qual empresas especializadas substituem a motorização original do veículo por outra que, pela ótica do transportador, terá um impacto financeiro menor em comparação à compra de um novo veículo.

    Em geral, essas operações convertem um caminhão movido a diesel para funcionar com motores a gás. Há também a possibilidade de eletrificação com o uso do hidrogênio, que ainda representa uma parcela ínfima da frota circulante de pesados no Brasil.

    A chinesa GWM é pioneira nesta tecnologia no país . A fabricante concluiu recentemente a conversão de caminhões de uma empresa de mineração para rodar usando eletricidade gerada a partir do hidrogênio.

    Planta de hidrogênio verde da White Martins em Jacareí (SP)
    Planta de hidrogênio verde da White Martins em Jacareí (SP) — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nesse caso específico, o cliente fez as contas e viu que era mais barato montar uma estrutura de abastecimento de hidrogênio e converter sua frota diesel do que comprar modelos elétricos zero-quilômetro.

    "Além da questão do custo, que para esse cliente representou uma oportunidade de reduzir os gastos com combustível, foi considerada a possibilidade de descarbonizar a operação", disse Davi Lopes, gerente da divisão de hidrogênio da montadora chinesa.

    "Na mineração, a maior parte das emissões de CO₂ é gerada pelos caminhões que transportam os minérios. Reduzir a pegada de carbono é importante não apenas para a agenda ESG das empresas, mas também para ter acesso a financiamentos com juros mais baixos no mercado financeiro", afirmou o executivo.

    Motor elétrico de 180 kW alimentado por pilha de hidrogênio é uma das opções da FTXT para caminhões - Divulgação · Divulgação
    Motor elétrico de 180 kW alimentado por pilha de hidrogênio é uma das opções da FTXT para caminhões - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Mais conhecida no Brasil por sua operação de veículos leves, a GWM também busca aumentar a sua participação no mercado local de pesados com caminhões elétricos que usam o hidrogênio para gerar a energia necessária.

    Na China, por outro lado, a montadora avança rapidamente neste segmento. No ano passado, a empresa vendeu mais de mil veículos pesados que usam células de hidrogênio (FCEV na sigla em inglês).

    "Temos experiência acumulada na China o suficiente para nos posicionarmos no mercado brasileiro como especialistas em conversão de caminhões diesel. Nosso trabalho no momento é mostrar aos clientes que o retrofit representa uma opção viável em vários aspectos", afirmou Lopes.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A GWM não divulgou qual é a mineradora em questão e nem a quantidade de veículos envolvidos nessa primeira entrega. "Cada caso é um caso, não há um preço de tabela porque depende muito da aplicação", disse o gerente da divisão de hidrogênio da montadora.

    A empresa revelou que houve a troca do motor diesel por um conjunto formado por motores elétricos, bateria e tanques de hidrogênio, todos fornecidos pela montadora.

    "Outra vantagem é a de que o abastecimento do hidrogênio é mais rápido do que o abastecimento de um veículo puramente elétrico. E esse tempo, no caso da mineradora, é crucial para o negócio", afirmou Lopes.

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    A conversão de caminhões a diesel pode ser considerada novidade no Brasil, mas há outras empresas no mercado brasileiro prestando este tipo de serviço em projetos envolvendo motores movidos a gás.

    Neste ano, a fabricante de motores MWM, hoje controlada pela Tupy, realizou a conversão de 35 caminhões cegonha do Grupo Sada para rodarem usando biometano e gás natural. A empresa também realizou o mesmo serviço na frota da Vamos, subsidiária do Grupo Simpar, em projeto que envolveu 100 caminhões e investimento de R$ 150 milhões.

    Nem todo modelo de caminhão aceita este tipo de transformação por limitações do hardware, explicou Davi Lopes, da GWM. De qualquer forma, segundo ele, os modelos pesados em geral estão aptos para tal. E são justamente esses modelos aqueles vistos como os mais poluentes quando utilizam o diesel como combustível.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo dados do Ineavar (Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários) publicados pelos ministérios dos Transportes e do Meio Ambiente e Mudança Climática , o transporte rodoviário brasileiro emitiu cerca de 270 milhões de toneladas de CO₂ pelo escapamento em 2025.

    Os caminhões responderam por 40% desse total, ou aproximadamente 108 milhões de toneladas de CO₂.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/gwm-converte-caminhoes-para-hidrogenio-e-abre-novo-mercado-no-brasil.shtml.

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    Conjunto mecânico voltado ao aproveitamento do hidrogênio é instalado atrás da cabine do caminhão chinês da FTXT, que faz parte do grupo GWM - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo

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