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    Guerra pesa sobre economia do Irã, e EUA intensificam sanções

    Os líderes iranianos estão reconhecendo o impacto econômico da guerra com os Estados Unidos, com o líder supremo instando o governo a lidar com as dificuldades e o presidente afirmando que o comércio exterior encolheu em um terço devido às sanções e ao bloqueio norte-americanos.

    UOL
    30 de agosto de 2026 às 19:00
    Guerra pesa sobre economia do Irã, e EUA intensificam sanções
    Mulher vestindo roupa tradicional floral caminha segurando a mão de uma criança em corredor de mercado com barracas de castanhas e doces. Outra mulher ao lado fala ao celular. Placas luminosas com escrita em árabe estão penduradas no teto. — Foto: UOL

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    Os líderes iranianos estão reconhecendo o impacto econômico da guerra com os Estados Unidos , com o líder supremo instando o governo a lidar com as dificuldades e o presidente afirmando que o comércio exterior encolheu em um terço devido às sanções e ao bloqueio norte-americanos.

    Pessoas caminham em mercado aberto em Bandar Abbas, no Irã - Majid Asgaripour/via REUTERS · Majid Asgaripour/via REUTERS
    Pessoas caminham em mercado aberto em Bandar Abbas, no Irã - Majid Asgaripour/via REUTERS · Majid Asgaripour/via REUTERS — Foto: UOL · Fonte: UOL

    No entanto, Teerã não deu sinais de recuo neste sábado (29), prometendo resistir à pressão dos EUA, buscar a via diplomática e manter o que afirma ser o controle sobre o Estreito de Hormuz , a via navegável estratégica que dá ao Irã poder de influência por meio de sua capacidade de perturbar os mercados globais de energia.

    O governo afirmou em comunicado divulgado pela mídia estatal que lidar com as pressões econômicas causadas pelas sanções e pela guerra era uma prioridade central, incluindo conter a inflação , gerenciar os mercados, criar empregos, direcionar investimentos para a produção nacional e reduzir gradualmente a dependência do dólar.

    Seis meses após os EUA e Israel terem iniciado a guerra, as negociações estão em um impasse e o governo do presidente Donald Trump intensificou os esforços para punir financeiramente o Irã com o que chamou de "Dia D econômico".

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Washington advertiu os países a cortarem laços comerciais com o Irã ou enfrentarem sanções secundárias , embora o Departamento do Tesouro tenha evitado impor penalidades contra os principais parceiros comerciais do Irã, como a China e a Índia , o que poderia ter repercussões para as economias dos EUA e global.

    Essa onda de sanções agrava os efeitos da guerra sobre a economia iraniana, onde a inflação anual atingiu 66% no mês passado.

    O líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei —que não é visto em público desde que ficou ferido no ataque inicial de 28 de fevereiro, que matou seu pai e ex-líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei—, exortou o governo a enfrentar as dificuldades econômicas.

     Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira
    Programar investimentos é estratégia psicológica e traz mais disciplina financeira — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "É preciso abordar seriamente a cadeia de desafios econômicos e de subsistência, como inflação, desemprego, gestão de preços e o mercado de bens e serviços", afirmou Khamenei, de acordo com uma declaração por escrito atribuída a ele.

    O presidente Masoud Pezeshkian disse à mídia estatal que as exportações e importações iranianas caíram quase 35% devido às sanções dos EUA e ao bloqueio naval dos portos iranianos.

    Mas ele afirmou que o Irã conseguiu vender cerca de 90 milhões de barris de petróleo durante a breve vigência de um memorando de entendimento assinado entre os EUA e o Irã em junho, quando Washington permitiu as vendas de petróleo iraniano.

    Mais tarde, no sábado, Pezeshkian defendeu, em pronunciamento na TV estatal, a retomada do acordo provisório —assinado em 17 de junho, mas que rapidamente fracassou devido a divergências sobre os termos pactuados, especialmente no que diz respeito ao status do Estreito de Hormuz.

    "Podemos resolver nossos problemas e recuperar nossos privilégios com o memorando de entendimento", disse ele sobre o documento, que havia oferecido ao Irã, entre outras coisas, alívio imediato das sanções dos EUA e a liberação de seus ativos congelados.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/guerra-pesa-sobre-economia-do-ira-e-eua-intensificam-sancoes.shtml.

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    Pessoas caminham em mercado aberto em Bandar Abbas, no Irã - Majid Asgaripour/via REUTERS · Majid Asgaripour/via REUTERS — Foto: UOL

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