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    Guerra no Sudão é sustentada por aliados internacionais, aponta ONU

    Sudão enfrenta uma guerra civil desde 2023, que empurrou o país africano para a maior crise humanitária no mundo

    Metrópoles
    4 de setembro de 2026 às 19:20
    Guerra no Sudão é sustentada por aliados internacionais, aponta ONU
    Foto: Metrópoles

    A guerra no Sudão , que empurrou o país para a crise humanitária mais grave do mundo na atualidade, é estimulada e apoiada por aliados internacionais, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). A conclusão consta em um relatório divulgado nessa quinta-feira (3/9).

    Segundo a Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos da ONU para o Sudão, países como Emirados Árabes Unidos, Chade, Colômbia, Líbia, Somália, Sudão do Sul, Etiópia e o estado não reconhecido de Puntlândia estão envolvidos no conflito.

    Investigadores encontraram indícios de que entidades internacionais atuam a partir de tais países, para fornecer armas, tecnologia militar e apoio logístico para a guerra no Sudão.

    Giles Clarke/Avaaz via Getty Images
    Giles Clarke/Avaaz via Getty Images — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O relatório “Alimentar o conflito no Sudão: armas, combatentes e redes de apoio externo” mostrou que indivíduos e entidades nos Emirados Árabes Unidos estariam fornecendo armamentos para as Forças de Apoio Rápido (RSF).

    Para isso, o sul da Líbia, Somália, Chade e Puntlândia atuam como rotas por onde o apoio militar é transportado.

    Além disso, a missão da ONU apontou envolvimento de mercenários da Colômbia no conflito. Os combatentes sul-americanos estariam sendo enviados para a guerra para apoiar as RSF através de uma rede de recrutamento internacional. Estimativas apontam que o número de colombianos no país pode chegar a 2 mil.

    Imagem colorida mostra homem segurando fuzil no Sudão - Metrópoles
    Imagem colorida mostra homem segurando fuzil no Sudão - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Especialistas da Organização das Nações Unidas também alertaram para o uso de tecnologias no conflito, principalmente drones, que mudaram a natureza da guerra. Estimativas do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos indicam que mais de mil civis morreram desde 1º de janeiro durante ataques onde veículos não-tripulados foram utilizados.

    Além de alvos militares, as operações das Forças Armadas Sudaneses (SAF) e das Forças de Apoio Rápido (RSF) atingiram estruturas civis como escolas, hospitais, infraestruturas energéticas, instalações de trabalho, funerais e casamentos.

    General Mohamed Hamdan Dagalo, chefe das Forças de Apoio Rápido (RSF)

    Guerra no Sudão é sustentada por aliados internacionais, aponta ONU - destaque galeria
    Guerra no Sudão é sustentada por aliados internacionais, aponta ONU - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    General Abdel Fattah al-Burhan, chefe das Forças Armadas Sudanesas (FAS)

    General Mohamed Hamdan Dagalo (centro) e o general Abdel Fattah al-Burhan (direita)

    O Sudão enfrenta uma guerra civil há três anos, envolvendo o exército regular do país, as Forças Armadas Sudanesas (SAF) , e as Forças de Apoio Rápido (RSF).

    General Abdel Fattah al-Burhan, chefe das Forças Armadas Sudanesas (FAS)
    General Abdel Fattah al-Burhan, chefe das Forças Armadas Sudanesas (FAS) — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Há alguns anos, os dois lados envolvidos no conflito lutavam juntos, e realizaram um golpe de Estado em 2021.

    Depois da tomada de poder, o país africano passou a ser comandado por uma coalizão liderada pelo chefe das SAF, general Abdel Fattah al-Burhan, e o líder das RSF, general Mohamed Hamdan Dagalo.

    Em 2023, contudo, os dois lados entraram em uma disputa direta pelo poder, e a aliança foi encerrada.

    General Mohamed Hamdan Dagalo (centro) e o general Abdel Fattah al-Burhan (direita)
    General Mohamed Hamdan Dagalo (centro) e o general Abdel Fattah al-Burhan (direita) — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Desde então, as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as Forças de Apoio Rápido (RSF) estão em conflito, e dividem o controle do Sudão.

    Ao longo dos últimos anos, o país africano enfrenta uma forte crise humanitária provocada pela violência — e classificada pela ONU como a mais grave do mundo na atualidade.

    No Sudão, cerca de 20 milhões de pessoas enfrentam fome aguda, enquanto outras 135 mil vivem sob risco iminente de morte por insegurança alimentar.

    General Mohamed Hamdan Dagalo, chefe das Forças de Apoio Rápido (RSF)
    General Mohamed Hamdan Dagalo, chefe das Forças de Apoio Rápido (RSF) — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O país enfrenta uma grave crise de deslocados, com aproximadamente 12,8 milhões de sudaneses fora de suas casas devido a violência.

    Guerra no Sudão é sustentada por aliados internacionais, aponta ONU - imagem 5
    Guerra no Sudão é sustentada por aliados internacionais, aponta ONU - imagem 5 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/mundo/guerra-no-sudao-e-sustentada-por-aliados-internacionais-aponta-onu.

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