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    Guerra no Irã já custou R$ 224 bilhões aos EUA, diz Pentágono

    Munições e armamentos concentram mais de 60% das despesas

    UOL
    20 de setembro de 2026 às 10:00
    Guerra no Irã já custou R$ 224 bilhões aos EUA, diz Pentágono
    Cinco aviões militares voam em formação sobre céu parcialmente nublado. Em primeiro plano, duas pessoas observam a passagem: uma à esquerda com uniforme e boné, outra à direita com mão na testa para proteger os olhos do sol. — Foto: UOL

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    O Pentágono informou ao Congresso dos Estados Unidos que o custo da guerra no Irã chegou a US$ 43,6 bilhões (R$ 224 bilhões) até 3 de setembro. Nesse valor, bombas, mísseis e outras munições responderam por mais de 60% das despesas.

    O general da Força Aérea dos EUA, Dan Caine (à esq.), e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, durante uma cerimônia no Pentágono - Jonathan Ernst/Reuters · Jonathan Ernst/Reuters
    O general da Força Aérea dos EUA, Dan Caine (à esq.), e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, durante uma cerimônia no Pentágono - Jonathan Ernst/Reuters · Jonathan Ernst/Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Pela primeira vez, a estimativa apresentou de forma detalhada as despesas de cada ramo das Forças Armadas , bem como por categorias específicas, incluindo armamentos danificados ou destruídos.

    A Força Aérea, por exemplo, gastou US$ 6,6 bilhões (R$ 33,9 bilhões) para custear a operação de dezenas de esquadrões de caças e bombardeiros .

    A Marinha teve despesas de US$ 2,2 bilhões (R$ 11,3 bilhões) para mobilizar mais de duas dezenas de navios de guerra, incluindo os vários porta-aviões que foram para o estreito de Hormuz .

    EUA e Irã retomam ataques após fim de cessar-fogo
    EUA e Irã retomam ataques após fim de cessar-fogo — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O Exército gastou US$ 1,6 bilhão (R$ 8,2 bilhão) para manter suas forças na região. Ao todo, mais de 50 mil militares estão alocados para a missão de guerra, segundo o Comando Central dos EUA.

    Autoridades do Congresso compartilharam as estimativas de custos com o jornal The New York Times depois que elas foram fornecidas às comissões de segurança nacional do Congresso.

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    O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, durante uma cerimônia no Pentágono - Jonathan Ernst/Reuters · Jonathan Ernst/Reuters
    O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, durante uma cerimônia no Pentágono - Jonathan Ernst/Reuters · Jonathan Ernst/Reuters — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro , as Forças Armadas consumiram US$ 28,1 bilhões (R$ 144 bilhões) em munições, reduzindo seriamente os estoques globais de algumas armas essenciais , como os mísseis interceptadores do sistema de defesa aérea Patriot , e desviando suprimentos de comandos militares dos EUA na Ásia e na Europa .

    O Pentágono gastou US$ 4,3 bilhões (R$ 22,1 bilhões) para substituir dezenas de aeronaves de combate e outros armamentos e equipamentos danificados ou destruídos. Também desembolsou US$ 633 milhões (R$ 3,2 bilhões) para deslocar e dar apoio a vários milhares de integrantes das Forças de Operações Especiais na região.

    As informações também revelaram gastos em outras áreas críticas do campo de batalha.

    Homem de terno azul escuro e gravata fala em microfone ao ar livre, gesticulando com a mão direita. Ao fundo, duas bandeiras dos Estados Unidos tremulam ao vento sob céu claro.
    Homem de terno azul escuro e gravata fala em microfone ao ar livre, gesticulando com a mão direita. Ao fundo, duas bandeiras dos Estados Unidos tremulam ao vento sob céu claro. — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Segundo uma autoridade do Congresso, que falou sob condição de anonimato para discutir os dados fornecidos aos parlamentares, as Forças Armadas gastaram US$ 23,5 milhões (R$ 120,8 milhões) em "apoio médico interno" para militares americanos. O Pentágono afirma que 18 militares foram mortos na guerra, e mais de 830, feridos .

    O Comando de Transporte americano gastou US$ 92,1 milhões (R$ 473,4 milhões) para transportar suprimentos e equipamentos, enquanto o Comando Cibernético desembolsou US$ 10,5 milhões (R$ 53,9 milhões) em "operações de apoio cibernético", afirmou a autoridade.

    Em comunicado divulgado na sexta-feira, o Departamento de Defesa escreveu: "Não comentamos documentos vazados e mantemos o Congresso sempre informado".

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Os números do departamento quase certamente estão subestimados, disseram autoridades do Congresso. Elas apontaram que o Pentágono reconheceu que sua estimativa não incluía US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões) em combustível e outros custos solicitados pelo governo Trump em um pedido de verba suplementar para financiar a guerra.

    Os custos de reparo ou substituição de bases militares americanas danificadas ou destruídas por ataques iranianos —como a base da Marinha em Manama, no Bahrein — também não foram incluídos nas informações enviadas ao Congresso, pois o Pentágono indicou que poderá fechá-las definitivamente.

    Se as Forças Armadas ou os países anfitriões decidirem reconstruí-las, autoridades do Congresso afirmam que a conta poderá chegar a dezenas de bilhões de dólares.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Um relatório divulgado nesta semana pela Inspetoria-Geral do Departamento de Defesa afirmou que, segundo estimativa do Departamento de Estado, suas embaixadas, consulados e outras instalações diplomáticas no Oriente Médio sofreram cerca de US$ 184 milhões (R$ 984 milhões) em danos provocados por ataques iranianos.

    As estimativas não sigilosas de custos do Pentágono fornecidas ao Congresso oferecem um raro vislumbre da contabilidade financeira da guerra que o secretário de Defesa, Pete Hegseth , e seus principais assessores mantêm, em grande parte, sob sigilo.

    Nesta semana, o Escritório de Orçamento do Congresso, órgão apartidário responsável pela análise das contas públicas , divulgou que a guerra no Irã custou a Washington aproximadamente US$ 38 bilhões até 1º de agosto e reduziu significativamente os estoques de munições do país.

    Em uma análise de 19 páginas —cuja abrangência, segundo o órgão, foi limitada porque o Departamento de Defesa não respondeu aos pedidos de informações— o Escritório de Orçamento projetou que a guerra continuaria custando aproximadamente entre US$ 3 bilhões (R$ 15,4 bilhões) por mês e que a recomposição dos estoques americanos pode levar "pelo menos cinco anos".

    O órgão orçamentário afirma ter se baseado em bancos de dados governamentais e relatórios públicos para fazer sua avaliação, porque o Pentágono se recusou a fornecer qualquer informação.

    A estimativa do órgão ficou aproximadamente em linha com o depoimento prestado ao Congresso no fim de julho por Hegseth, que calculou, na ocasião, que a guerra havia custado US$ 37,5 bilhões (R$ 192,7 bilhões).

    Hegseth e o governo Trump solicitam até US$ 70 bilhões (R$ 359 bilhões) em gastos militares emergenciais para cobrir os custos da guerra no Irã e financiar novas armas e efetivos.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/guerra-no-ira-ja-custou-r-224-bilhoes-aos-eua-diz-pentagono.shtml.

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    O general da Força Aérea dos EUA, Dan Caine (à esq.), e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, durante uma cerimônia no Pentágono - Jonathan Ernst/Reuters · Jonathan Ernst/Reuters — Foto: UOL

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