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    Guerra força mais de 200 mil pessoas a abandonarem suas casas no Iêmen

    ONU estima que 201.217 pessoas abandonaram casa no Iêmen após confrontos entre Houthis e forças do governo apoiadas pelos sauditas

    Metrópoles
    7 de outubro de 2026 às 22:27
    Guerra força mais de 200 mil pessoas a abandonarem suas casas no Iêmen
    Foto: Metrópoles

    Mais de 200 mil pessoas já foram forçadas a abandonarem suas casas no Iêmen após a escalada de violência no país, que envolve o grupo Houthis e forças do governo internacionalmente reconhecido apoiadas pela Arábia Saudita. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (7/10) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

    Segundo a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) , um total de 201.217 pessoas fugiram de suas residências desde o início dos combates — número que representa cerca de 33 mil famílias. Grande parte dos deslocados, 197.755 mil, fugiram a partir de 1º de setembro.

    Atualmente, a província de Taiz é a mais afetada pelos deslocamentos, informou a OIM. Cerca de 114 mil pessoas fugiram da região nos últimos dias, após o avanço dos Houthis sobre o local, que é considerado vital para o acesso ao Mar Vermelho e ao Golfo de Aden.

    Marwan Abdullah Yahya Saeed Al-shabi/Anadolu via Getty Images
    Marwan Abdullah Yahya Saeed Al-shabi/Anadolu via Getty Images — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Outras nove províncias também foram afetadas pelos confrontos. São elas: Lahj, Aden, Abryan, Al Hodeidah, Hadramawt, Shabwah, Marib, Al Maharah e Ad Dali.

    “As pessoas estão fugindo para salvar suas vidas e não encontram nenhum lugar seguro para ir”, afirmou a diretora-geral da OIM, Amy Pope. “Elas precisam de um teto, comida e segurança hoje. Nossas equipes estão no terreno, mas o financiamento não. Peço aos doadores que ajam agora, poque cada dia de atraso custa vidas. O Iêmen não pode se tornar uma crise esquecida. O mundo tem os meios para ajudar. Deve usá-los agora”

    As hostilidades voltaram a tomar conta do Iêmen em julho deste ano, após os Houthis, que controlam partes do norte do país, acusarem a Arábia Saudita de atacar o Aeroporto Internacional de Sanaa — que está sob domínio da organização iemenita.

    Imagem colorida mostra mulher deslocada pelos conflitos no Iêmen - Metrópoles
    Imagem colorida mostra mulher deslocada pelos conflitos no Iêmen - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O episódio pôs fim a um frágil cessar-fogo no país em vigor desde 2022, após mediação da ONU.

    Além de iniciarem ataques contra o território saudita, visando principalmente instalações de petróleo, o grupo iniciou uma ofensiva na costa oeste do Iêmen. A região litorânea dá acesso ao Mar Vermelho e ao Estreito de Bab el-Mandeb.

    No início da semana, Paquistão e Turquia prometeram enviar ajuda militar para a Arábia Saudita diante dos ataques dos Houthis. Os três países firmaram, em agosto, o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, que foi apelidado de “Otan islâmica”.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/mundo/guerra-forca-mais-de-200-mil-pessoas-a-abandonarem-suas-casas-no-iemen.

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    Marwan Abdullah Yahya Saeed Al-shabi/Anadolu via Getty Images — Foto: Metrópoles

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