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    Grupo usava pistas clandestinas para escoar drogas da Amazônia, diz PF

    Investigação aponta movimentação de mais de R$ 35 milhões e uso de empresas de fachada para ocultar recursos do tráfico

    Metrópoles
    13 de agosto de 2026 às 11:28
    Grupo usava pistas clandestinas para escoar drogas da Amazônia, diz PF
    Foto: Metrópoles

    Investigadores da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público do Amazonas (MPAM) identificaram uma organização criminosa que usava aviões de pequeno porte e pistas clandestinas para transportar drogas da Amazônia para outras regiões do país.

    O grupo foi alvo da Operação La Máquina, deflagrada na manhã desta quinta-feira (13/8) em oito estados. Ao todo, foram cumpridos 43 mandados judiciais, incluindo 13 de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão.

    De acordo com as investigações, a organização montou uma estrutura para manter o transporte aéreo das drogas.

    PF/Divulgação
    PF/Divulgação — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O esquema começava com o financiamento e a compra de aeronaves, passava pela contratação de pilotos e incluía até a manutenção e o abastecimento dos aviões.

    Enquanto uma parte do grupo cuidava dos voos, outros integrantes ficavam responsáveis por armazenar e distribuir os entorpecentes e movimentar o dinheiro obtido com o tráfico.

    Além das aeronaves, eram usadas rotas fluviais e terrestres para levar as drogas entre os estados.

    Operação tráfico de drogas Amazônia
    Operação tráfico de drogas Amazônia — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Parte da investigação avançou a partir do monitoramento de pistas clandestinas no interior do Amazonas.

    A PF e o MPAM localizaram áreas usadas para pousos e decolagens, além de pontos de armazenamento de combustível em regiões remotas e estruturas montadas para dar suporte às aeronaves.

    Em uma das frentes da apuração, os investigadores encontraram indícios de que a identificação de uma aeronave foi adulterada para dificultar a fiscalização. Também foram rastreadas operações de compra e financiamento de aviões que teriam sido usados pelo grupo.

    O caminho do dinheiro também entrou na mira dos investigadores. Pessoas e empresas ligadas aos suspeitos movimentaram mais de R$ 35 milhões, segundo a PF e o MPAM.

    Os órgãos afirmam que os valores não eram compatíveis com as atividades econômicas declaradas pelos envolvidos. Entre as práticas identificadas estão o uso de empresas de fachada, depósitos e transferências fracionadas e movimentações realizadas por terceiros.

    Parte dos recursos também teria sido usada para comprar imóveis, veículos de alto padrão e embarcações registrados em nome de outras pessoas.

    A investigação chegou ainda a investimentos em centros comerciais e outros empreendimentos em Manaus. A suspeita é de que esses negócios tenham sido usados para dar aparência legal ao dinheiro proveniente do tráfico.

    Por ordem da Justiça, cerca de R$ 7,7 milhões em ativos financeiros foram bloqueados. Também foi determinado o sequestro de 31 veículos, avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões, e de dois centros comerciais ligados aos investigados.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/manoela-alcantara/grupo-usava-pistas-clandestinas-para-escoar-drogas-da-amazonia-diz-pf.

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