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    Grupo Galpão lembra histórias e canta em homenagem a Teuda Bara

    No Mirada, festival de teatro em Santos, artistas celebram atriz que morreu em 2025

    UOL
    6 de setembro de 2026 às 23:00
    Grupo Galpão lembra histórias e canta em homenagem a Teuda Bara
    A imagem uma mulher sentada e coberta com um xale — Foto: UOL

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    Após longos debates em torno de alguma decisão sobre espetáculos, Teuda Bara exultava ao ver que o seu ponto de vista havia prevalecido. "Estão vendo, a maconheira tinha razão", dizia.

    A atriz Teuda Bara em cena de 'Cabaré Coragem', do Grupo Galpão - Noelia Nájera/Divulgação · Noelia Nájera/Divulgação
    A atriz Teuda Bara em cena de 'Cabaré Coragem', do Grupo Galpão - Noelia Nájera/Divulgação · Noelia Nájera/Divulgação — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Histórias como essa foram lembradas neste domingo (6) no encontro "Cantar e contar Teuda Bara", uma das atividades do Mirada - Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas do Sesc São Paulo, em Santos .

    A atriz e fundadora do Grupo Galpão, de Belo Horizonte, morreu em dezembro do ano passado , aos 84 anos, mas foi mencionada com os verbos no presente durante a homenagem.

    Para Eduardo Moreira, ator e diretor artístico do Galpão, a persistência dela é a responsável pela longevidade do grupo, que vai completar 45 anos em 2027.

    (Um) Ensaio sobre a Cegueira
    (Um) Ensaio sobre a Cegueira — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Segundo Moreira, Bara tinha coragem, amorosidade e liberdade. "Ela fazia tudo o que queria".

    Entre uma história e outra, a trupe cantou músicas de seu repertório e riu com o público das ousadias da atriz. Uma delas é barulhenta. Na década de 1970, ela usava nos pés um cincerro como os colocados nos pescoços das vacas para fazer barulho e ajudar a localizá-las.

    "A primeira lembrança que tenho da Teuda é o som das vacas", disse Moreira sobre a época em que os dois estudavam na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Um dos nomes mais importantes das artes cênicas brasileiras, a artista versátil e dona de uma gargalhada marcante também enfrentava desafios.

    Um deles, na oficina de teatro dirigida por dois membros do Teatro Livre de Munique, George Froscher e Kurt Bildstein, ela precisava ser empurrada por Antonio Edson em uma cena em que os atores iam para fora do teatro e voltavam, em um tempo determinado pela direção.

    "Não era nada simples para ela. E essa vontade de fazer foi pra toda vida. Ela segurou o chifre do touro até o fim", afirmou um dos companheiros do Galpão, surgido na oficina dos alemães, na década de 1980.

    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Outra história é do ano em que Tancredo Neves morreu, em 1985. A atriz foi acompanhar a despedida e quase foi esmagada pela multidão nas grades da praça da Liberdade, em Belo Horizonte.

    "Foi resgatada por almas boas", disse Edson.

    Os integrantes do Galpão cantam e tocam instrumentos em suas encenações, o que levou Bara a optar pelo trompete, por acreditar que os três pistões seriam manejados com facilidade. Ela estava enganada. No período de aprendizado, os vizinhos sofreram e não disfarçaram. Uns xingaram, outros elogiaram a "beleza" do som ouvido horas a fio.

    O grupo contou também que a atriz dormia nos espetáculos, inclusive nos do próprio Galpão. Chegava a roncar, relataram, entre risadas. Mesmo assim, em cena sempre era a que mais chamava a atenção do público, como acontece com os cachorros e com as crianças, segundo a trupe.

    O Galpão conversa com o diretor Rodrigo Portella sobre a possibilidade de uma nova montagem, em 2027, para celebrar os 45 anos. A última encenação do grupo, "(Um) Ensaio sobre a Cegueira" , resultado da primeira parceria com Portella, será apresentada nesta segunda (7) e terça (8) no Mirada e volta à capital paulista no próximo final de semana, de 11 a 13, como uma das atrações do Festival de Teatro de São Paulo.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/09/grupo-galpao-lembra-historias-e-canta-em-homenagem-a-teuda-bara.shtml.

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    A atriz Teuda Bara em cena de 'Cabaré Coragem', do Grupo Galpão - Noelia Nájera/Divulgação · Noelia Nájera/Divulgação — Foto: UOL

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