Política

    Grupo de Vorcaro lamentou saída de Toffoli da relatoria do Master, diz PF

    Em mensagem, integrante da Turma escreveu que a situação “está piorando muito rápido agora que saiu o Toffoli”

    Poder360
    14 de setembro de 2026 às 09:41
    Grupo de Vorcaro lamentou saída de Toffoli da relatoria do Master, diz PF
    Foto: Poder360

    Em mensagem, integrante da Turma escreveu que a situação “está piorando muito rápido agora que saiu o Toffoli”

    A investigação sobre A Turma, grupo que, segundo a Polícia Federal, era pago por Daniel Vorcaro para obter informações sigilosas e intimidar pessoas, apontou que 1 de seus integrantes considerou negativa a saída do ministro Dias Toffoli , do Supremo Tribunal Federal , da relatoria do caso Master.

    Segundo reportagem de Augusto Tenório, da Folha de S.Paulo , a PF destacou uma conversa pelo WhatsApp entre Bruno Correa Lopes, apontado como responsável por comprar imóveis e intermediar negócios da família Vorcaro, e Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo, também investigado na operação Compliance Zero.

    Dias Toffoli (foto) relatou o caso Master no Supremo até 12 de fevereiro de 2026, em 3 meses repletos de embates com a PF
    Dias Toffoli (foto) relatou o caso Master no Supremo até 12 de fevereiro de 2026, em 3 meses repletos de embates com a PF — Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    Em 27 de fevereiro de 2026, Manolo enviou a Bruno um link de reportagem sobre supostos desvios de Daniel e Henrique Vorcaro , pai do fundador do Banco Master. Eles passaram então a conversar: “Cobra aí, por favor, porque o que acontece… senão enfraquece, eu não posso cobrar dele, né? Depois que pega tudo, a gente não consegue ficar cobrando. Quero resolver isso hoje” , escreveu Bruno.

    E acrescentou: “Venderam uma casa aqui por 20 milhões, uma casa de 40 [milhões] vão vender por 20 [milhões] . Vão fazendo dinheiro para todo lado, antes que tomem, entendeu? Eles sabem que eles vão perder tudo, então estão vendendo a qualquer preço” .

    Mais adiante, enviou o link de uma outra reportagem sobre a CPI do INSS e comentou sobre a troca da relatoria do caso. “Está piorando muito rápido agora que saiu o Toffoli” , disse.

    Imagem da matéria
    Foto: Poder360 · Fonte: Poder360

    O ministro Dias Toffoli relatou o caso Master no Supremo até 12 de fevereiro de 2026, em 3 meses repletos de embates com a PF. André Mendonça assumiu a relatoria após sorteio.

    A relatoria de Toffoli vinha sendo alvo de críticas por causa de sua relação com o resort Tayayá, que teve como acionistas os irmãos e um primo do ministro. Segundo reportagens da imprensa, o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, é dono de um dos fundos de investimento que compraram parte da participação dos irmãos do ministro no Tayayá. Zettel teria adquirido a cota por R$ 6,6 milhões e depois usado o fundo para aportar mais R$ 20 milhões no empreendimento.

    Em nota, o gabinete de Dias Toffoli declarou que ele nunca recebeu nenhum valor de Vorcaro ou Zettel. O ministro afirmou que integrou o quadro societário da empresa familiar Maridt, que tinha participação no Grupo Tayayá, posteriormente adquirido por fundos ligados a Zettel.

    “ O ministro desconhece o gestor do Fundo Arleen, bem como jamais teve qualquer relação de amizade e muito menos amizade íntima com o investigado Daniel Vorcaro. Por fim, o Ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel ”, afirmou na nota.

    Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/grupo-de-vorcaro-lamentou-saida-de-toffoli-da-relatoria-do-master-diz-pf/.

    Imagem 1
    1 / 2

    Dias Toffoli (foto) relatou o caso Master no Supremo até 12 de fevereiro de 2026, em 3 meses repletos de embates com a PF — Foto: Poder360

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)