Grupo de Vorcaro consultava sistema da PF em delegacia de Juiz de Fora
Investigação indica que ex-banqueiro utilizava acessos ilícitos para obter informações sigilosas sobre a operação Compliance Zero

Investigação indica que ex-banqueiro utilizava acessos ilícitos para obter informações sigilosas sobre a operação Compliance Zero
Investigação da Polícia Federal mostra que o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro , e seu grupo consultavam um sistema da corporação exclusivo para policiais federais. O acesso teria sido feito a partir da delegacia de Juiz de Fora (MG).
As informações aparecem em relatórios da corporação divulgados na 5ª feira (10.set.2026) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal . A retirada do sigilo atendeu a um pedido do presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin.

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“Não obstante, a evidência acima comprova que a organização criminosa conseguiu realizar, indevidamente, pesquisas no sistema ePol, que é de acesso exclusivo de policiais federais. Diante da gravidade de tal acesso, foi determinada a imediata realização de auditoria nos sistemas da PF, diligência que se encontra em curso e revelou, até agora, que o acesso indevido partiu da delegacia da polícia em Juiz de Fora (MG)” , diz o documento.
Segundo a PF, o grupo também tinha acesso a sistemas do FBI e da Interpol.

A investigação indica que Vorcaro “estava se utilizando de acessos ilícitos para obter informações sigilosas” sobre a operação Compliance Zero, que levaria à sua prisão em 18 de novembro de 2025. Para a PF, o ex-banqueiro “optou pelo caminho ilícito, já que dispõe de uma espécie de milícia pessoal” .
Segundo as investigações, Vorcaro “tomou conhecimento prévio da futura operação policial, por meios ilícitos” e passou “a atuar em prol de sua defesa, visando frustrar a efetividade da atuação policial” .
Publicado originalmente por Poder360. Leia a matéria completa em https://www.poder360.com.br/poder-justica/grupo-de-vorcaro-consultava-sistema-da-pf-em-delegacia-de-juiz-de-fora/.

Segundo as investigações, Vorcaro “tomou conhecimento prévio da futura operação policial, por meios ilícitos” e passou “a atuar em prol de sua defesa, visando frustrar a efetividade da atuação policial” — Foto: Poder360
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