Brasil

    Grupo de mídia de Trump acumula prejuízos e avança no setor de fusão nuclear

    O grupo de mídia de Donald Trump registrou grandes prejuízos no segundo trimestre deste ano. O período também foi marcado pelo fim de diversos negócios com criptomoedas, avanços no plano de vender acesso antecipado às publicações dele na Truth Social e por uma guinada para a fusão nuclear, tecnologia ainda não comprovada comercialmente. Leia mais (08/11/2026 - 04h00)

    Folha de S.Paulo
    11 de agosto de 2026 às 07:00
    Grupo de mídia de Trump acumula prejuízos e avança no setor de fusão nuclear
    Tela digital exibe alta de 45,15% no preço das ações da Truth, com valor de $72,5 e variação positiva de +22,55. Bandeira dos EUA aparece refletida ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    O grupo de mídia de Donald Trump registrou grandes prejuízos no segundo trimestre deste ano. O período também foi marcado pelo fim de diversos negócios com criptomoedas, avanços no plano de vender acesso antecipado às publicações dele na Truth Social e por uma guinada para a fusão nuclear, tecnologia ainda não comprovada comercialmente.

    Tela mostra movimento de ações do grupo de mídia do presidente dos EUA, Donald Trump, na sede da Nasdaq em Nova York - Brendan McDermid - 26.mar.24/Reuters · Brendan McDermid - 26.mar.24/Reuters
    Tela mostra movimento de ações do grupo de mídia do presidente dos EUA, Donald Trump, na sede da Nasdaq em Nova York - Brendan McDermid - 26.mar.24/Reuters · Brendan McDermid - 26.mar.24/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O Trump Media & Technology Group teve prejuízo de US$ 238 milhões (R$ 1,2 bi), receita de US$ 1,7 milhão (R$ 8,6 mi) e ativos totais de quase US$ 2 bilhões (R$ 10,2 bi) no período. O prejuízo líquido no primeiro semestre de 2026 subiu para US$ 644 milhões (R$ 3,2 bi), ante US$ 52 milhões (R$ 265,5 mi) no ano passado. A TMTG atribuiu as perdas principalmente à queda dos preços do bitcoin.

    A empresa, porém, afirmou que seguirá em frente neste ano com sua união de mais de US$ 6 bilhões (R$ 30,6 bi) com a TAE Technologies . A companhia de energia ainda não gerou receita com seu negócio de fusão nuclear, mas planeja colocar uma usina em operação em 2031.

    "Esta empresa deve ser impossível de cancelar", disse o CEO interino da TMTG, Kevin McGurn, em uma teleconferência com investidores nesta segunda-feira (10). "Devemos controlar plenamente nossa plataforma de mídia em torno de uma ideia simples: nossa tecnologia, nossa própria infraestrutura e nosso próprio destino. Acreditamos que o mesmo princípio se aplica à energia."

    Como funciona a rede Truth Social, usada pelo presidente Donald Trump
    Como funciona a rede Truth Social, usada pelo presidente Donald Trump — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ele afirmou que a energia se tornaria um "ativo estratégico" diante do aumento da demanda por eletricidade gerado pela inteligência artificial e pelos centros de dados.

    O presidente Trump criou a TMTG —controladora de sua plataforma Truth Social— em 2021, depois que o ataque de seus apoiadores ao Capitólio, em 6 de janeiro, levou Facebook, Instagram, X e YouTube a suspender suas contas nas redes sociais.

    Depois que Trump venceu a eleição de 2024, a TMTG comprou milhares de bitcoins. Recentemente, lançou a Truth API para dar aos investidores acesso antecipado às publicações públicas do presidente , que já se mostraram capazes de movimentar os mercados financeiros.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    McGurn disse ao FT que cerca de dez grupos haviam assinado contratos até agora —em sua maioria, operadores de alta frequência— por valores entre US$ 60 mil (R$ 306,4 mil) e US$ 100 mil (R$ 510,6 mil) por mês.

    McGurn afirmou nesta segunda que a TMTG trabalhava em "uma expansão" voltada a investidores de varejo e mantinha "conversas ativas com provedores de hiperescala, algumas das maiores organizações jornalísticas e desenvolvedores de grandes modelos de linguagem".

    O preço das ações da TMTG caiu quase 30% neste ano. O diretor-presidente Devin Nunes deixou o cargo em abril.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O fundo fiduciário do presidente dos Estados Unidos possui 115 milhões de ações da TMTG, avaliadas em mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bi). Trump é o único beneficiário do fundo.

    O número de visitantes da Truth Social também caiu no último ano. A empresa de inteligência de mercado digital Similarweb estima que o aplicativo móvel da plataforma teve cerca de 261 mil usuários ativos diários em julho, ante mais de 436 mil um ano antes.

    A TMTG abandonou os planos de ampliar ainda mais sua atuação em criptomoedas enquanto se concentra na união com a TAE e se comprometeu a investir US$ 300 milhões (R$ 1,5 bi) na startup de fusão nuclear antes da conclusão do negócio.

    A TAE foi fundada em 1998 e está entre os grupos mais bem financiados do setor, embora seu ritmo de captação de recursos tenha ficado atrás do de concorrentes como a Helion Energy , apoiada por Sam Altman, da OpenAI.

    A empresa adiou repetidamente seu cronograma para a fusão comercial —algo que nenhuma companhia jamais conseguiu alcançar, apesar de décadas de pesquisa.

    A fusão busca recriar a reação que alimenta o Sol, unindo núcleos atômicos em plasma superaquecido, em vez de dividir átomos, como ocorre nas usinas nucleares convencionais. Os céticos brincam que a fusão comercial está sempre "a duas décadas de distância".

    Empresas privadas de fusão atraíram até hoje mais de US$ 11,5 bilhões (R$ 58,7 bi) em financiamento, segundo a PitchBook, à medida que gigantes de tecnologia e companhias de energia apostam no "Santo Graal" da eletricidade barata produzida com combustível relativamente abundante.

    O advogado pessoal do presidente, Boris Epshteyn, preside o conselho de administração da TMTG. O outro conselheiro é seu filho mais velho, Donald Trump Jr . Meredith O’Rourke, responsável pela arrecadação de fundos para a campanha de Trump, está entre os conselheiros independentes.

    Michael Schwab, diretor-executivo da Big Sky Partners e filho de Charles Schwab, fundador bilionário da corretora homônima, deverá ser nomeado presidente do conselho da empresa resultante da fusão.

    Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!

    Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?

    Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

    De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/grupo-de-midia-de-trump-acumula-prejuizos-e-avanca-no-setor-de-fusao-nuclear.shtml.

    Imagem 1
    1 / 4

    Tela mostra movimento de ações do grupo de mídia do presidente dos EUA, Donald Trump, na sede da Nasdaq em Nova York - Brendan McDermid - 26.mar.24/Reuters · Brendan McDermid - 26.mar.24/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)