Greve suspensa: temor de paralisação faz brasiliense acordar mais cedo
Trabalhadores do transporte público do DF anunciaram greve para esta segunda-feira (28/9), mas suspenderam a paralisação na noite de domingo

A greve dos rodoviários que estava prevista para esta segunda-feira (28/9) foi suspensa nas últimas horas de domingo. Com o cancelamento da paralisação tarde da noite, muita começou o dia sem saber da suspensão e se preparou para acordar mais cedo para não perder os compromissos do dia.
Na Candangolândia , o estudante Thiago Alberto, de 17 anos, acordou mais cedo nesta segunda-feira (28/9) para avaliar alternativas para chegar à escola, no Guará.
“Estava sabendo, eu acordei mais cedo pra ver se conseguia pegar outro ônibus ou pegar pelo menos um ônibus que descia no Núcleo Bandeirante pra pelo menos eu chegar mais perto e ir de a pé. Ou, na pior das hipóteses, pegar um Uber pra ir. Daqui pra lá dá uns 14, 15 reais”, comentou.

A estudante Mariana Ribeiro avaliou ir a pé para o curso de inglês, mas soube que a paralisação foi suspensa
Greve dos rodoviários que seriam realizada nesta segunda-feira foi suspensa na noite de domingo
Rodoviárias e terminais funcionaram normalmente nesta segunda-feira

Fila de passageiros no terminal do Paranoá
No Paranoá , a estudante Mariana Ribeiro, de 18 anos, contou que chegou a pensar em faltar ao curso de inglês caso a paralisação ocorresse. Como o curso é na mesma cidade em que ela mora, ir para a aula caminhado era outra opção. A caminhada seria de cerca de 20 minutos. Com o cancelamento da greve, ela conseguiu utilizar o ônibus normalmente nesta manhã.
“Ontem a noite eu estava decidindo se eu iria faltar o curso ou se iria caminhando. Quando eu acordei pela manhã, tive a surpresa que não ia ter [greve], e aí eu vim para cá [terminal rodoviário do Paranoá] para pegar o ônibus”, relatou.

Outro que também utilizou o transporte nesta manhã foi o administrador Daniel de Oliveira, de 44 anos. Ele trabalha na Esplanada dos Ministérios e contou que ficou sabendo do cancelamento da greve ainda no domingo, por meio de grupos de WhatsApp.
Caso a paralisação tivesse ocorrido, Daniel disse que teria de utilizar o carro para chegar ao trabalho. “Esse deslocamento iria me custar uns R$ 30 com combustível. Ainda bem que não ocorreu, assim eu posso economizar”, destacou.




Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/greve-suspensa-temor-de-paralisacao-faz-brasiliense-acordar-mais-cedo.

Luis Fellype Rodrigues / Metrópoles — Foto: Metrópoles
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