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    Greg Abel investe US$ 19,8 bi em ações e muda estratégia da Berkshire após saída de Buffett

    O presidente-executivo da Berkshire Hathaway, Greg Abel, investiu um valor líquido de US$ 19,8 bilhões no mercado acionário no segundo trimestre, encerrando uma sequência de vendas de mais de três anos de seu antecessor, Warren Buffett. Leia mais (08/08/2026 - 10h47)

    Folha de S.Paulo
    8 de agosto de 2026 às 13:47
    Greg Abel investe US$ 19,8 bi em ações e muda estratégia da Berkshire após saída de Buffett
    Homem de meia-idade com cabelo curto e claro, vestindo camisa branca de mangas compridas e calça escura, caminha ao ar livre com árvores ao fundo. Ele segura óculos escuros na mão direita e tem um crachá preso na camisa. — Foto: Folha de S.Paulo

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    O presidente-executivo da Berkshire Hathaway, Greg Abel, investiu um valor líquido de US$ 19,8 bilhões no mercado acionário no segundo trimestre, encerrando uma sequência de vendas de mais de três anos de seu antecessor, Warren Buffett.

    O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, durante evento nos EUA - Brendan McDermid - 8.jul.26/Reuters · Brendan McDermid - 8.jul.26/Reuters
    O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, durante evento nos EUA - Brendan McDermid - 8.jul.26/Reuters · Brendan McDermid - 8.jul.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os investimentos, que incluem um acordo de US$ 10 bilhões para a compra de ações ordinárias da Alphabet e US$ 4,5 bilhões gastos no trimestre com ações da própria Berkshire, sinalizam a disposição de Abel de deixar sua marca na seguradora sediada em Omaha, colocando para trabalhar parte de sua gigantesca reserva de caixa de US$ 366 bilhões.

    A decisão de Buffett de ficar de fora do mercado e reduzir a carteira de ações listadas da companhia, avaliada em US$ 324 bilhões, ao longo dos últimos três anos foi vista como um sinal de que o célebre investidor de valor considerava as ações supervalorizadas.

    Isso torna ainda mais marcante a decisão de Abel de voltar ao mercado, sobretudo em um momento em que as ações americanas estão em máximas históricas.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nas últimas décadas, Buffett foi acompanhado de perto em busca de indícios sobre os rumos que o mercado poderia tomar. A reserva recorde de caixa que ele havia acumulado deixou alguns investidores apreensivos, por suspeitarem que ele aguardava uma queda que lhe proporcionasse uma oportunidade melhor.

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    A Berkshire, proprietária das seguradoras Geico e National Indemnity, além da fabricante de pilhas Duracell e de roupas íntimas Fruit of the Loom, informou que seu caixa caiu US$ 15 bilhões no trimestre. Esse número é ajustado pelo valor dos títulos da dívida pública dos Estados Unidos que a Berkshire havia comprado, mas ainda não havia pago.

    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável
    Ilustração para Economia - Governo vai implantar sistema de chamadas verificadas contra fraudes telefônicas - Ferramenta será capaz de indicar se ligação partiu ou não de origem confiável — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Abel substituiu Buffett no início do ano, após uma das gestões mais longas e influentes de um executivo no mundo corporativo americano. Buffett comandou a Berkshire por seis décadas, depois de assumir, em 1965, a fabricante têxtil que então enfrentava dificuldades.

    Abel, que iniciou a carreira como contador antes de ascender na divisão de energia da Berkshire, começou a construir seu próprio legado na empresa. Dias depois de atuar como investidor-âncora em uma captação de US$ 85 bilhões da Alphabet, Abel anunciou que a Berkshire havia concordado em comprar a construtora residencial Taylor Morrison por um valor de firma de US$ 8,5 bilhões.

    Os dois acordos estão entre as maiores transações concluídas pela Berkshire nos últimos anos e mostraram que Abel estava, como afirmou na assembleia anual da companhia em maio, disposto a agir de forma "decisiva" e fazer investimentos "significativos".

    A Berkshire gastou US$ 23 bilhões na compra de ações negociadas em bolsa no segundo trimestre, incluindo o acordo com a Alphabet, o que tornou a controladora do Google uma de suas cinco maiores participações.

    Informações divulgadas no sábado indicaram que a Berkshire havia investido US$ 21 bilhões em ações listadas classificadas como "comerciais, industriais e outras" nos três meses encerrados no fim de junho, categoria que inclui a Alphabet.

    Os investidores terão uma visão mais clara das mudanças na carteira de ações da Berkshire neste mês, quando a companhia informar suas participações trimestrais aos órgãos reguladores do mercado de valores mobiliários dos Estados Unidos.

    A companhia vendeu US$ 3,7 bilhões em ações durante o trimestre, o menor volume desde 2022.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/greg-abel-investe-us-198-bi-em-acoes-e-muda-estrategia-da-berkshire-apos-saida-de-buffett.shtml.

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    O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, durante evento nos EUA - Brendan McDermid - 8.jul.26/Reuters · Brendan McDermid - 8.jul.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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