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    Gravidez após os 35 anos: especialistas explicam riscos a Dr. Kalil

    Especialistas explicam complicações como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional e destacam a importância do acompanhamento médico

    CNN Brasil
    7 de setembro de 2026 às 09:00
    Gravidez após os 35 anos: especialistas explicam riscos a Dr. Kalil
    Foto: CNN Brasil

    A gravidez em idade avançada traz desafios específicos para a saúde materna e fetal.

    No programa CNN Sinais Vitais , com Dr. Roberto Kalil , Rosiane Mattar e Karina Belickas discutiram as principais complicações que podem surgir durante a gestação e a importância de um acompanhamento médico contínuo.

    Durante a gestação, o organismo feminino passa por uma série de adaptações para lidar com o aumento do volume de líquidos no corpo. Segundo Karina Belickas, o coração e os rins precisam se reorganizar para dar conta dessas mudanças.

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    Estudo: 83% das mulheres que tiveram gravidez precoce já perderam emprego — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    "A pressão acaba subindo por uma dificuldade em lidar com esse aumento de volemia", explicou a especialista, acrescentando que os vasos sanguíneos nem sempre conseguem dilatar o suficiente para comportar esse volume adicional, o que pode elevar a pressão arterial e favorecer o desenvolvimento da pré-eclâmpsia.

    Outro risco relevante é o diabetes gestacional. De acordo com Karina Belickas, a placenta produz um hormônio chamado lactogênio placentário, que provoca resistência à insulina periférica.

    Esse processo se intensifica a partir de 24 a 26 semanas de gestação, embora o diagnóstico possa ocorrer já no primeiro trimestre. "Esse risco aumenta depois de 24, 26 semanas", destacou a especialista.

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    Maioria das mortes maternas são evitáveis e expõem falhas em atendimentos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Quando o diabetes gestacional não está adequadamente compensado, as consequências podem afetar tanto a mãe quanto o bebê. Karina Belickas explicou que os bebês tendem a crescer além do esperado e que a quantidade de líquido amniótico também aumenta.

    Isso agrava o desconforto materno, dificulta o retorno venoso e pode antecipar o parto. "Você tem que contornar todas essas coisas com a paciente, com mudança de hábito, eventualmente com medicação e orientação", afirmou, ressaltando que o objetivo é garantir um desenvolvimento adequado do bebê e evitar a prematuridade.

    Rosiane Mattar destacou que o perfil das gestantes mudou significativamente nas últimas décadas. Segundo ela, quando iniciou sua carreira, eram raras as pacientes com mais de 40 anos.

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    Casos de hipertensão em jovens e adolescentes: especialista explica riscos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Hoje, gravidez tardia é comum em todos os níveis socioeconômicos, impulsionada por fatores como a necessidade de ambos os parceiros trabalharem, além de metas pessoais e profissionais. "Hoje a mulher chega com uma saúde melhor, ela é mais ativa", observou Rosiane Mattar.

    A especialista informou que, segundo a Organização Mundial de Saúde, o período considerado mais favorável para o corpo engravidar é entre os 18 e os 24 anos. A partir dos 35 anos, a gestante passa a ser classificada como primigesta de idade avançada .

    Apesar das mulheres chegarem a essa faixa etária em melhores condições de saúde do que em gerações anteriores, Rosiane Mattar alertou que "cada célula do corpo sabe a idade que tem, não tem jeito", reforçando a necessidade de acompanhamento especializado durante toda a gestação.

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    Estudo: 83% das mulheres que tiveram gravidez precoce já perderam emprego — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Maioria das mortes maternas são evitáveis e expõem falhas em atendimentos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil
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    Casos de hipertensão em jovens e adolescentes: especialista explica riscos — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/saude/gravidez-apos-os-35-anos-especialistas-explicam-riscos-a-dr-kalil/.

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