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    Grávida, PM que matou Thawanna segue desarmada e recolhida em casa

    Defesa confirma gestação de Yasmin Cursino e diz que condição “não muda nada” no processo pela morte da ajudante-geral

    Metrópoles
    11 de agosto de 2026 às 07:30
    Grávida, PM que matou Thawanna segue desarmada e recolhida em casa
    Foto: Metrópoles

    Suspensa da Polícia Militar após matar a ajudante-geral Thawanna da Silva Salmázio , de 31 anos, a soldado Yasmin Cursino Ferreira, 21, está grávida de cerca de quatro meses. Ela acompanha os desdobramentos do caso recolhida em casa e proibida de portar arma de fogo, por determinação judicial .

    À coluna, o advogado Luiz Nakaharada afirmou que a gestação “não muda nada” no andamento do caso.

    “Isso não alivia a denúncia ou a defesa. Tomamos os cuidados de praxe, porque é uma pessoa que está grávida, que requer cuidado. De resto, vida normal”, disse.

    Reprodução/BodycamPM
    Reprodução/BodycamPM — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Abordagem começou após policiais baterem retrovisor no braço de homem

    Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga

    A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima

    PM feminina - Metrópoles
    PM feminina - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem

    PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem

    Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida

    Grávida, PM que matou Thawanna segue desarmada e recolhida em casa - destaque galeria
    Grávida, PM que matou Thawanna segue desarmada e recolhida em casa - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Caso Thawanna: policial diz sofrer ameaças e pede que processo corra em segredo de justiça

    A policial Yasmin Cursino Ferreira teve a arma recolhida

    Yasmin matou Thawanna durante uma abordagem, em 3 de abril, em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo. A soldado sustentou ter agido em legítima defesa após ser agredida pela ajudante-geral.

    Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga
    Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Imagens registradas pela câmera corporal do parceiro de Yasmin, o soldado Weden Silva Soares, porém, mostram uma dinâmica que destoa dos relatos dos PMs.

    Por volta das 3h, o retrovisor do carro ocupado pelos PMs atinge o marido de Thawanna. Weden para a viatura, retorna e inicia uma discussão com ele. Yasmin desembarca e, durante a confusão, atira contra a ajudante-geral. Logo após o disparo, Weden questiona a colega: “Você atirou nela? Por quê?”

    Nesta segunda-feira (10/8), Nakaharada voltou a sustentar que Yasmin agiu de forma legítima. “Não teve acidente, não teve nada disso, a vítima veio arrebatar a arma e ela [soldado Yasmin] agiu em estrito cumprimento do dever legal, pronto e acabou”, afirmou.

    A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima
    A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A gravação que registra a ocorrência também está no centro de outro impasse revelado pela coluna.

    Há mais de dois meses, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) tenta obter da Polícia Militar o arquivo da câmera de Weden em formato adequado para perícia . A Justiça determinou em 26 de maio que a corporação entregasse somente o trecho compreendido entre dez minutos antes e uma hora depois do disparo.

    O Ministério Público de Sâo Paulo ( MPSP ) afirmou que a PM havia enviado um volume “descomunal” de arquivos, inviabilizando o trabalho pericial, e demonstrou “indignação” porque as imagens circularam na televisão enquanto os investigadores enfrentavam dificuldades para acessá-las.

    Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem
    Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A diligência foi apontada pela própria Justiça como a única pendência para o interrogatório de Yasmin e a conclusão do inquérito. Após o descumprimento da primeira determinação, um novo prazo de 15 dias foi concedido para a entrega do material.

    Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Acesse a coluna do Metrópoles .

    PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem
    PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida
    Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/alfredo-henrique/gravida-pm-que-matou-thawanna-segue-desarmada-e-recolhida-em-casa.

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