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    Grandes marcas do varejo expõem o sufoco dos juros

    Os pedidos de recuperação judicial de Casas Bahia , uma gigante do varejo , e Lojas Marabraz, muito conhecida do público, expõem estragos que os atuais juros sufocantes podem provocar mesmo com níveis recordes de emprego na economia -dois fenômenos alimentados pela escalada de gastos do governo Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ). Leia mais (08/17/2026 - 22h00)

    Folha de S.Paulo
    18 de agosto de 2026 às 01:00
    Grandes marcas do varejo expõem o sufoco dos juros
    Mulher alcança micro-ondas empilhados em prateleira dentro de loja. Homem de camiseta amarela está ao lado dela. Etiquetas amarelas indicam preços promocionais nos produtos. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Movimentação de clientes em loja da Casas Bahia, em São Paulo (SP) - Felipe Iruatã - 27.nov.25/Folhapress · Felipe Iruatã - 27.nov.25/Folhapress
    Movimentação de clientes em loja da Casas Bahia, em São Paulo (SP) - Felipe Iruatã - 27.nov.25/Folhapress · Felipe Iruatã - 27.nov.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os pedidos de recuperação judicial de Casas Bahia , uma gigante do varejo , e Lojas Marabraz, muito conhecida do público, expõem estragos que os atuais juros sufocantes podem provocar mesmo com níveis recordes de emprego na economia —dois fenômenos alimentados pela escalada de gastos do governo Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ).

    Causou impacto a multiplicação do prejuízo da Casas Bahia, empresa que vem de recuperações e reestruturações desde 2024, ao menos. No caso da rede Marabraz , conflitos no comando da empresa dificultaram ainda mais seu acesso a crédito.

    Pioras no ambiente econômico, como inflação , altas de juros, inadimplência e desemprego , não bastam para explicar dificuldades de negócios específicos. Nem mesmo crises extensas, como a grande recessão de 2014-16, selam o destino de companhias.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    No entanto certos setores do varejo brasileiro passaram a enfrentar obstáculos com taxas de financiamento perto de proibitivas, restrições de crédito e a desaceleração do ritmo de crescimento da atividade geral.

    O ambiente é de adversidades variadas para pessoas físicas e jurídicas. Famílias endividadas foram expostas à alta enorme e prolongada das taxas de juros, o que causa limitação do consumo e alta da inadimplência. Isso é ainda mais ameaçador para companhias em má situação.

    O varejo apresenta desempenhos díspares. Vestuário para clientes de renda menor e lojas tradicionais de eletrônicos, eletrodomésticos e móveis são mais afetados; redes de farmácia, ora conhecidas como de saúde e bem-estar, saem-se bem.

    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha
    ilustração de Daniel Bueno para as páginas do projeto editorial da Folha — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Firmas com redes grandes de lojas físicas, mais dependentes de crédito para consumidor de renda média ou baixa e já endividadas, passam por apuros maiores.

    Há anos, grandes empresas de supermercados passam por recuperações extrajudiciais e judiciais, além de reestruturações profundas. Muitas enfrentam a concorrência do comércio eletrônico e da chegada das plataformas chinesas. O caso escabroso da Americanas , em 2023, aumentou a cautela dos bancos.

    As transformações do mercado, bem como deficiências de gestão ou estratégia comercial e disputas societárias, têm papel relevante nas crises. Mas os danos causados por tais fatores são maiores, obviamente, quando se enfrentam desequilíbrios macroeconômicos graves.

    É o que ocorre hoje no Brasil, onde o governo forçou o crescimento do PIB acima do seu potencial por meio da alta contínua dos gastos do Tesouro, provocando, ao lado da melhora do emprego, pressões inflacionárias e disparada de juros e de dívidas públicas e privadas.

    A desaceleração econômica, já em curso, terá custos maiores em um ambiente de endividamento elevado, ainda mais quando o mercado de trabalho começar a perder vigor. O ano de 2027 será difícil; sem um expressivo ajuste fiscal, os seguintes serão piores.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/08/grandes-marcas-do-varejo-expoem-o-sufoco-dos-juros.shtml.

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    Movimentação de clientes em loja da Casas Bahia, em São Paulo (SP) - Felipe Iruatã - 27.nov.25/Folhapress · Felipe Iruatã - 27.nov.25/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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