Governo Trump revela documentos de investigação sobre Ovni na Bahia
Arquivos dos EUA mostram que consulado investigou relato de esfera metálica na Bahia, mas concluiu que história havia sido fabricada no Rio

Novos documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos , nesta sexta-feira (7/8), revelam uma investigação norte-americana sobre o suposto avistamento de um objeto não identificado na Bahia , em novembro de 1963.
Os arquivos mostram que a história inicialmente descrevia uma grande esfera metálica que teria caído no centro de Conde, no litoral norte do estado, mas acabou classificada pelo consulado dos EUA em Salvador como uma farsa.
Três telegramas integram o conjunto de documentos relacionados ao episódio. Os registros mostram que autoridades estadunidenses acompanharam o caso, buscaram confirmar as informações divulgadas pela imprensa e chegaram a encaminhar os dados ao Departamento de Defesa, à Força Aérea dos Estados Unidos e à Nasa.

O primeiro documento, datado de 8 de novembro de 1963, registra uma transmissão de rádio monitorada pela CIA. Segundo o relato, uma “grande esfera metálica” teria caído no centro de Conde. O objeto teria aberto um buraco de cerca de quatro metros de profundidade e teria um ocupante morto em seu interior.
A descrição inicial também apontava que o suposto tripulante estaria usando um uniforme ou traje semelhante a um traje espacial, com marcações consideradas estranhas.
Telegrama da Embaixada dos EUA no Rio de Janeiro ao Departamento de Estado, de 20 de novembro de 1963, sobre o relato de um suposto OVNI na Bahia.

Como parte da apuração, o consulado norte-americano em Salvador encaminhou dois recortes de jornais locais que, segundo o telegrama, corroboravam a conclusão de que o suposto acidente não havia ocorrido.
Um dos recortes era do Diário de Notícias, de 9 de novembro de 1963. Segundo o documento, o jornal informava que o Ministério da Aeronáutica negava categoricamente a existência de qualquer “objeto estranho” em Conde.
O segundo recorte, publicado pelo Jornal da Bahia em 11 de novembro, tinha um título irônico: “O dirigível que não estava lá”.

Segundo o relato do jornal, o único elemento curioso relacionado ao episódio era que o repórter havia enviado um telegrama para sua redação a partir da agência telegráfica federal de Conde, utilizando um antigo transmissor de código Morse.
O material enviado pelo consulado foi usado para sustentar a conclusão de que o suposto avistamento não tinha fundamento.

Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/mundo/governo-trump-revela-documentos-de-investigacao-sobre-ovni-na-bahia.

Pentágono/EUA — Foto: Metrópoles
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